Um Filme
Mafalda Veiga
1 min min de leitura
O quarto amanhece
A luz quase rasga
Há um plano da cama
Um livro no chão
A roupa espalhada
Os olhos fechados
A imagem sem som
Da televisão
Dois copos deixados
No vão da janela
Que filtram a luz
Azul do abandono
Um plano fechado
Do rosto e das mãos
E o movimento lento
E leve do sono
E, no que resta do escuro
Tudo o que se deu
E, colada ao tecto,
A imensidão do céu
Na mesa um cigarro
Que ficou esquecido
O sol desenhado
Na nudez da pele
Uma brisa leve
Um luar escondido
E o plano infinito
De qualquer gesto breve
E. no que resta do escuro,
Tudo o que se deu
E, colada ao tecto,
A imensidão do céu
Ao lado da cama.
No chão, um papel
Ardente na sombra
De quem foi embora
Talvez diga apenas "adeus"
A luz quase rasga
Há um plano da cama
Um livro no chão
A roupa espalhada
Os olhos fechados
A imagem sem som
Da televisão
Dois copos deixados
No vão da janela
Que filtram a luz
Azul do abandono
Um plano fechado
Do rosto e das mãos
E o movimento lento
E leve do sono
E, no que resta do escuro
Tudo o que se deu
E, colada ao tecto,
A imensidão do céu
Na mesa um cigarro
Que ficou esquecido
O sol desenhado
Na nudez da pele
Uma brisa leve
Um luar escondido
E o plano infinito
De qualquer gesto breve
E. no que resta do escuro,
Tudo o que se deu
E, colada ao tecto,
A imensidão do céu
Ao lado da cama.
No chão, um papel
Ardente na sombra
De quem foi embora
Talvez diga apenas "adeus"
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