Lista de Poemas
Parece-me fácil viver sem ódio.
Publicamos para não passar a
Dá o santo aos cães,
Sempre imaginei que o paraíso
A arte opta sempre pelo
A velhice pode ser o
Milonga para um soldado - O jogo da vida
entre paredes e portas,
Deus permite que os homens
sonhem coisas que são certas.
O hei sonhado mar afora,
em umas ilhas glaciárias,
que não digam os demais
o túmulo e os hospitais.
Uma de tantas províncias,
do interior foi sua terra,
não convém que se saiba
que morre gente na guerra.
O sacaram do quartel,
Puseram-lhe nas mãos
as armas e o mandaram
a morrer com seus irmãos.
Ouviu as balas arengas
dos vãos generais,
viu o que nunca havia visto,
a neve e as areias.
Ouviu vivas, e ouviu morras
ouviu o clamor da gente,
ele só queria saber
se era ou não era valente.
O soube naquele momento
em que lhe entrava a ferida,
se disse não teve medo,
quando o deixou a vida.
Sua morte foi uma secreta vitória
ninguém se admire que me dê inveja e pena
o destino daquele homem.
Ouviu as balas arengas
dos vãos generais,
viu o que nunca havia visto,
a neve e as areias.
Ouviu vivas, e ouviu morras
ouviu o clamor da gente,
ele só queria saber
se era ou não era valente.
O soube naquele momento
em que lhe entrava a ferida,
se disse não teve medo,
quando o deixou a vida.
Cosmogonia
Requer olhos que vêem, como o som.
E o silêncio requer o ouvido,
O espelho, a forma que o povoa.
Nem o espaço nem o tempo. Nem sequer
Uma divindade que premedita
O silêncio anterior à primeira
Noite do tempo, que será infinita.
O grande rio de Heráclito o Escuro
Seu irrevogável curso não há empreendido,
Que do passado flui para o futuro,
Que do esquecimento flui para o esquecimento.
Algo que já padece. Algo que implora.
Depois a história universal. Agora.
Dulcia Linquimus Arva
pela noite acrescida de relâmpagos
no expresso do Sul
que quebra o fundo e perde os campos.
Uma amizade fizeram meus avós
Com esta distância
E conquistaram a intimidade do Pampa
e ligaram a sua destreza
a terra, o fogo, o ar, a água.
Foram soldados e fazendeiros
e apascentaram o coração com manhãs
e o horizonte igual que um bordão
tocou na profundeza da sua austera jornada.
Sua jornada foi clara como um rio
E era fresca sua tarde como o poço de água do quintal
e em seu viver eram as quatro estações
Como os quatro versos de uma estrofe esperada.
Decifraram intratáveis poeiras
Em carretas ou em cavaladas
e os alegrou o resplendor
Com que aviva o sereno a luz da armadura.
Um batalhou contra os godos,
Outro no Paraguai cansou sua espada;
Todos souberam do abraço do mundo
e foi mulher submissa a seu querer a campanha.
Os outros corações foram serenos
Como janela que da ao campo;
Resplandecentes e altos eram seus dias
Feitos de céu e plano.
Sabedoria de terra adentro a sua,
Da laçada que é comida
E da estrela que é vereda
E do violão ascendido.
Sangue negro de estrofe brotou baixo suas mãos;
Sentiram-se confessos no canto de um pássaro.
Sou um caipira e já não sei dessas coisas,
Sou homem da cidade, do bairro, da rua;
Os bondes distantes me ajudam a tristeza
Com essa queixa longa que soltam na tarde.
Retirado do livro Luna de enfrente, 1925
Jactância de quietude
A alta cidade irreconhecível se faz violenta sobre o campo.
Seguro da minha vida e da minha morte, vejo aos ambiciosos e quisesse
entendê-los.
Seu dia é ávido como o laço no ar.
Sua noite é trégua da ira no ferro, pronto em acometer.
Falam de humanidade.
Minha humanidade está em sentir que somos vozes de uma mesma
penúria.
Falam de pátria.
Minha pátria é um palpitado de violão, uns retratos e uma velha
espada,
a oração evidente do salgueiro nos entardeceres.
O tempo está vivendo-me.
Mais silencioso que minha sombra, cruzo o tumulto da sua levantada
cobiça.
Eles são imprescindíveis, únicos, merecedores do amanhã. Meu
nome é alguém e qualquer.
Seu verso é um requerimento de alheia admiração.
Eu solicito do meu verso que não me contradiga, e é muito.
Que não seja persistência de formosura, mas sim de certeza
espiritual.
Eu solicito do meu verso que os caminhos e a solidão o testemunhem.
Gostosamente ociosa a fé, passou beirando meu viver.
Passou com lentidão, como quem vem de tão longe que não espera
chegar.
Retirado do livro Luna de enfrente, 1925
Comentários (2)
increible :)
imvecil va con b larga . señor :)
Infinity according to Jorge Luis Borges - Ilan Stavans
J. L. Borges on English
Writing the Impossible | Jorge Luis Borges
Jorge Luis Borges, ¿por qué se enamora un hombre de una mujer?
The Remarkable Tales of Jorge Luis Borges - Unveiling the Genius After A Head Injury
Todo Borges acerca de Kafka
Jorge Luis Borges, o maior leitor do século XX
Borges: Gran Entrevista. 45 minutos Buen audio y dicción, lo dejan hablar sin interrumpirlo.
PGM 564 Texto de Jorge Luís Borges - 01/05/2012
JORGE LUIS BORGES
Nirvana: la pasión de Borges por el budismo (Siete Noches IV)
Iniciación al universo de Borges: qué leer primero
Jorge Luis Borges - Collected Fictions BOOK REVIEW
Entrevista de Jorge Luis Borges
Borges traductor: traidor e impostor
Firing Line with William F. Buckley Jr.: Borges: South America's Titan
Entrevista a Jorge Luis Borges.
El Universo de Jorge Luis Borges | Trayectoria, Poesía, Cuentos y Vida
La Divina Comedia: conferencia de Jorge Luis Borges (Siete Noches I)
CONVERSA & RESENHA: Ficções, de Jorge Luis Borges por Gabriela Pedrão
Borges por Borges: así pensaba y hablaba el mayor autor argentino
Borges y Las Mil y Una Noches: introducción y conferencia del ciclo Siete Noches
Jorge Luis Borges: This Craft of Verse Lectures
VLOG de leitura TLT #2: Ficções, de Jorge Luis Borges 🇦🇷 | Tatiana Feltrin
"El Libro de Arena" ~ Jorge Luis Borges 📖⌛
ANTONIO CARRIZO CON JORGE LUIS BORGES - AÑO 1984
#218 A Outra Morte - Jorge Luis Borges - Conto um Conto
BORGES: Sobre Cervantes y El Quijote. Entrevistado por la TV española: Joaquín Soler Serrano.
Resenha: O Aleph, de Jorge Luis Borges
#143 Jorge Luis Borges - Os Teólogos - Conto um Conto
Leituras de Jorge Luis Borges + Biografia | Tatiana Feltrin
Clássicos da América Latina – Parte I: Ficções, de Jorge Luis Borges, com Julio Pimentel Pinto
GENIOS | JORGE LUIS BORGES
Jorge Luis Borges on Language and Reality
JORGE LUIS BORGES (Entrevista) #shorts
What is a book? Jorge Luis Borges in English [LECTURE]
Jorge Luis Borges
Funes el memorioso, de Jorge Luis Borges - Audiolibro
Literatura Fundamental 10 - Ficções, de Jorge Luis Borges com Ana Cecília Arias Olmos
Jorge Luis Borges - The Mirror Man
El inmortal - Jorge Luis Borges - Audiolibro Voz humana
O ALEPH de Jorge Luis Borges.
Mudei O Deserto | Poema de Jorge Luis Borges com narração de Mundo Dos Poemas
A Biblioteca de Babel (Jorge Luis Borges) | Formiga na Tela 256 - Formiga Elétrica
El Aleph - Jorge Luis Borges - Audiolibro (voz humana)
Los favoritos de Borges
La Pesadilla: conferencia de Jorge Luis Borges (Siete Noches II)
Ricardo Piglia analiza vida y obra de Jorge Luis Borges
Los amores de Borges
The Legacy of Jorge Luis Borges (2007)
Português
English
Español