Lista de Poemas
Eram de longe
Do mar traziam
o que é do mar: doçura
e ardor nos olhos fatigados.
Música, levai-me
Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?
Algumas Reflexões Sobre a Mulher
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.
Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.
Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Em segredo, escondem
o latir lancinante dos seus cães.
Nos olhos, o relâmpago
negro do frio.
Longamente bebem
o silencio
nas próprias mãos.
O olhar
desafia as aves:
o seu voo é mais fundo.
Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo.
Despem-se ao espelho
para entrarem
nas águas da sombra.
É quando dançam que todos os caminhos
levam ao mar.
São elas que fabricam o mel,
o aroma do luar,
o branco da rosa.
Quando o galo canta
Desprendem-se
para serem orvalho.
De palavra em palavra
a noite sobe
aos ramos mais altos
e canta
o êxtase do dia.
Diz homem, diz criança, diz estrela
Repete as sílabas
onde a luz é feliz e se demora.
Volta a dizer: homem, mulher, criança.
Onde a beleza é mais nova.
Colhe todo o oiro
todo o oiro do dia
na haste mais alta
da melancolia.
Os amantes sem dinheiro
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Nunca o verão se demorara
assim nos lábios
e na água
- como podíamos morrer,
tão próximos
e nus e inocentes?
É na escura folhagem do sono
que brilha
a pele molhada,
a difícil floração da língua.
Última Canção
ouve-me, rio de cristal, ave
matutina. ouve-me,
luminoso fio tecido pela neve,
esquivo e sempre adiado
aceno do paraíso.
Ouve-me, se puderes ainda,
Devastador desejo,
fulvo animal de alegria.
Se não és alucinação
ou miragem ou quimera, ouve-me
ainda: vem agora
e não na hora da nossa morte
- dá-me a beber a própria sede.
Comentários (3)
eugênio?? mereçe??
iufiyfuyfli:yMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSOMUITO BOOM ELE MEREÇE SER MUITO MUITO MUITO FAMOSO
.....eis as minhas reticências....algo imperceptível à rudeza duma mão, mão que soube redigir o carácter perene do amor onírico sobre as Mulheres portuguesas. Não, não o global, uma conduta não é de todo um vazar impoluto, alguma mefítica coisa por lá vai conspurcando. Eugénio de Andrade : nunca fogo fátuo porque nós somos a língua no seu pleno devir, sempre lá no espaço etéreo onde a ele possamos recorrer para nos marulhar pelo encanto duma MULHER
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