Escritas

Lista de Poemas

Beleza e verdade

Morri pela beleza, mas apenas estava
Acomodada em meu túmulo,
Alguém que morrera pela verdade,
Era depositado no carneiro próximo.

Perguntou-me baixinho o que me matara.
– A beleza, respondi.
– A mim, a verdade, – é a mesma coisa,
Somo irmãos.

E assim, como parentes que uma noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo
Até que o musgo alcançou os nossos lábios
E cobriu os nossos nomes.

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CEMITÉRIO

Este pó foram damas, cavalheiros,
Rapazes e meninas;
Foi riso, foi espírito e suspiro,
Vestidos e tranças finas.

Este lugar foram jardins que abelhas
E flores alegraram.
Findo o verão, findava o seu destino...
E como estes, passaram.

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Como se o Mar se apartasse
E mostrasse um Mar além –
E este – um outro – e os Três
Apenas fossem a suspeita –
De um suceder de Mares –
Não tocados por nenhuma Praia –
Eles mesmos sendo a Orla de Mares a vir –
Eis aí – a Eternidade –
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Não é que a Morte nos doa tanto –
A Vida – nos dói bem mais –
Mas Morrer – é coisa diferente –
É Algo por trás dos Umbrais –
O Hábito de ir ao Sul – dos Pássaros –
Que antes de vir a Geada –
Aspiram a melhor Latitude –
Somos nós – os Pássaros – que ficam.
Mendigos rondando a porta do Granjeiro –
Por cujas míseras Migalhas –
Nos batemos – até que a Neve piedosa
Empurre nossas Plumas para Casa.
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A beleza não tem causa.

A beleza não tem causa. É. Quando a perseguimos apaga-se. Quando paramos - permanece.
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O êxito parece doce a

O êxito parece doce a quem não o alcança.
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Diante de um coração partido

Diante de um coração partido / Nunhum outro pode falar / Sem ter tido o grande privilégio / De igualmente ter sofrido.
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Im Nobody! Who are you?

Im Nobody! Who are you?

Im Nobody! Who are you?

Are you--Nobody--Too?

Then theres a pair of us?

Dont tell! theyd advertise--you know!

How dreary--to be--Somebody!

How public--like a Frog--

To tell ones name--the livelong June--

To an admiring Bog!

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Temo o Homem de pouca Fala –
Temo o Homem que Cala –
Ao Orador – posso aturar –
Ao Tagarela – entreter –
Mas O que pondera – Enquanto o Restante –
Esbanja até o derradeiro tostão –
Desse Homem – desconfio –
E temo que seja Grande –
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Morri pela Beleza – mas mal
Me habituara ao Túmulo
Quando Alguém, morto pela Verdade,
Foi posto no Cômodo ao lado –
Suave me perguntou “Por que morreu?”
“Pela Beleza”, repliquei eu –
“E eu – pela Verdade – Ambas iguais” –
Disse ele – “Assim somos fraternais” –
Então, como Parentes na Noite –
Conversamos entre as Paredes –
Até que o Musgo nos chegou aos lábios –
E nossos nomes – recobriu
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