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space_and_time

space_and_time

Rainha das causas perdidas

Você se julga a rainha 
De todas as causas perdidas 
Eu tiro de novo a minha camisa
E me deixo cair
Nessa sua armadilha  
Sem medo e sem receio
Por nada nessa vida

Você veste sua coroa
De rainha eu diria 
E eu visto minha touca Cinza 
Pra equilibrar o clima 
Diz que não se sente nada atraída 
Por quem te coloca em um pedestal 
E que o mundo não 
Deveria ser tão desigual 

Me sinto atraído 
Por aquilo que julgo mais difícil 
Mas te entender as vezes  
Eu simplesmente não consigo...
57
2
Diego Pereira Rodrigues

Diego Pereira Rodrigues

Eterna viagem

Fervilha, tantas cores e sabores
Na imensidão tão vasta d'aventura
Na brisa fria, em noites de terrores
Na breve escuridão que rege a lua

Fervilha, tantas cores e sabores
Quando a minh'lma não mais se situa
Em canto algum entre esses desamores
Se lança em mil turbilhões d'aventura

Se pleno, se completo, satisfeito
Sugere, esteja eu, dessa aventura
Não nego meu anseio por desfecho
Nem fujo, nem procuro o que me cura

Delírio, fantasia, ou loucura
"-Há muito o que se há à navegar!"
Clamam os aliados d'aventura
"-Navega e continua a se encontrar"

-Anônimo com H

324
2
terezinha_santana

terezinha_santana

O que amo em ti

O que amo em ti
não é senão o riso que a tua presença espalha
em meu mísero espaço apertado de ser.

O que quero de ti?

Quero o teu olhar luminoso
banhando a minha alma em trevas.

O que espero de ti?

Que fiques onde estás.
Tu não me suportarias como sou,
com toda a miserável exuberância do meu ser.
E eu rejeitaria cada desejo teu
que não alcançasse o meu sentir mais pleno.

O que fazer então?

Só olha para mim.
E toca todo meu ser com a tua luz.
E arranca o brilho que a minha alma
Tem em tua presença.

O que posso dar-te?

O desejo de dar à luz a mais bela música
Nascida do encontro do nosso amor.
Do nosso estranho amor.
226
2
Nathália Botelho

Nathália Botelho

Imaginação

[XXI]


Me invade com teu carinho ausente

Me persegue com teus rastros inexistentes

Me abraça com teus braços invisíveis

E me beija, como se fosse possível.
1,562
2
CORASSIS

CORASSIS

Mãe



Senhora de grande esplendor

Os anjos não te protegem como eu

Sou apenas um escravo

Que veio também pela tua santa permissão

Os anjos são mais peritos na proteção

Mais que estes mesmos anjos anunciam ao mundo

o amor sincero de um mãe :

Serás grande entre as mulheres!

Uma mãe que encoraja nos momentos difíceis

Que vai além dos limites,

E pelo filho, sua razão de viver.

Um mãe pelo filho e capaz de morrer

Minha mãe significa esplendor!

E expresso a ti perdão, pelo

Meu insignificante amor!

Os anjos de amaram primeiro

Eu nunca deixarei de te amar ...

Teu encanto e de uma santa

Pelo filho faz milagres

Também és milagrosa!

Uma mãe carrega o peso

Que é um filho-a

Que deixa de ser menino-a.

Oh mãe vou sempre te amar!
250
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lilith666

lilith666

Salve-me

Eles mentiram
Não tem ninguém
Só há um abismo
Quero ir pro além
As vozes me chamam
E dizem pra eu ir embora
Mas eu me contenho

Morrer talvez não seja ruim,
Não é novidade pois sempre vaguei morta
E sem luz,me escondo através de máscaras
Que me servem de abrigo para minhas sombras
Que me destroem...

Salve-me daqui
Salve-de mim

Busco refúgio em todos
Mas sei que não posso evitar
Pois já estou morta
E isso ninguém pode mudar...
400
2
helbertalves

helbertalves

Meu dia de observar

Observando a vida
Em momento a deparar
Não foi muito longe
Num jogo de navegar

Muitos sentimentos
Em vontade de dizer
O ser humano com medo
Deixa o mesmo morrer

Num jogo de amar
Viro a cada instante sem reparar
Somente na carícia
Ninguém sabe o que ficar

Lágrimas de alguns escorrem
Por conta do medo a persistir
Fôlego não tem mais
Não sabe como pedir

Viro a uma esquina 
E peço fogo a quem passar
Descobri que aqui na terra
E a empatia que vem a faltar

Amor já e do coração
Uma chama vem a nascer
Mais se não estiver um pelo outro
E mesma coisa de não ter

Ao terminar minha observação
Pensando no que eternizar
Simpatia e amor não são vergonha
E que muitas pessoas irei amar....
269
2
Fayola Caucaia

Fayola Caucaia

FRACASSO

Mais uma noite inquieta 
Não existe nós 
Nunca existiu 
  
Qualquer possibilidade de nós, estaria fadado ao fracasso 
Por que quando um não quer 
Dois não tem 
  
Já estaria fadado ao fracasso 
Por que ninguém procura o amor 
Nem corre atrás dele 
Ele simplesmente chega 
  
Já estaria fadado ao fracasso 
Por que não é o momento 
Eu tenho a certeza   
Você tem a dúvida 
  
Já estaria fadado ao fracasso  
E há uma lista enorme  
Que vira a esquina  
Com todos os motivos para não dá certo 
  
Eu sei, eu sei 
  
Minha mente sabe de tudo isso 
Eu já li todos os sinais 
Já revi tudo o que houve 
Já reli todas as mensagens 
  
Eu sei, meu bem eu sei 
  
Mas meu coração é malandro 
Ainda pensa em você 
O desgraçado ainda ver frutos onde não tem semente 
  
É tudo uma loucura, eu sei 
Mais uma noite e me bastava, eu sei 
Me despensa de uma vez, meu bem meu bem
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lilith666

lilith666

Epitáfio

Estou em um abismo
Não há nada além de trevas aqui
Tento fugir,escapar de mim
Mas sou incapaz de me mover
Sinto que vou morrer

Observo tudo do lado de dentro
Meu eu mais insano implora pra sair
Mas o controlo pois sei que se eu o permitir
Não vai sobrar mais nada de mim

Usarei uma corda,farei da forma mais prática
Estou um passo da liberdade
Me desculpa gente..
Não sejam fracos como eu


Os traumas que habitavam em mim
Foram mais fortes
Me diziam que eu era culpada e isso não teria fim
Me matar foi a única forma
De me livrar desse tormento
Que matava por dentro...
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2
Fayola Caucaia

Fayola Caucaia

ESTREME.CEU

Estremeceu, sim senhor! 
Abalou todo o reino do senhor 
É trava no poder 
Seu capataz 
 
Estremeceu e estremece 
São vinte e cinco travas 
Não uma, nem duas 
São muitas e não estão só 
Estão comigo, estão com todas 
Todas que querem ver a mudança chegar 
 
É trans, preta e periférica 
A mais votada de São Paulo 
50 mil, que compreenderam 
50 mil, que reconhecem 
50 mil, vozes da mudança 
 
Estremeceu, todo o conservadorismo 
Estremeceu, o patriarcado 
... o bolsonarismo 
Estreme.ce essa pós-verdade 
 
É discurso, é ação 
Quero me enxergar no poder 
Quero me ver em todos os lugares 
Eu, e eu somos nós 
Se Deize está com nós, quem será contra nós? 
 
Mate e morra, vai escutar a Linn 
Preciso de Traquejos pentecostais para matar o senhoR 
Profetiza travesti 
Nossa hora vai chegar 
É tempo de travesti 
 
O melhor a fazer é 
Respeitar 
 
Nada será como antes 
Nada... 
Conservador é uma palavra que não combina com o nosso tempo 
Conservar o que? Não te quero mais no poder 
Sou foda tanto quanto você 
Somos todas capazes e você capataz 
 
Desapega dessa masculinidade frágil 
Desconstrua essas ideias que nem são sua 
Olhe pra frente, não ande pra trás 
 
Nossa hora vai chegar, 
Vai chegar 
É tempo de travesti 
Em todo lugar
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helbertalves

helbertalves

Escola 2020

Num mistério escuro
O dia há anoitecer
Várias coisas se mudaram
Algumas nem dão para perceber

Umas dão Saudade
Outras vem a intrigar
Na escola 2020
Só veio nos ensinar

Como diz os sábios
Somos todos guardiões
Já se passaram 11 meses
E mudamos as razões

Amar a quem nos ama
Ter Amor correspondido
Na aventura deste sentimento
Contamos com um cúpido

Compaixão ao próximo
Muitos com o pai foram morar
Aí vemos a compaixão
Que nunca haverá de acabar

Tendo passado qse o ano todo
aproxima a prova final
Aprendemos nessa escola
Que todo ser e único e especial.
 
263
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Nathália Botelho

Nathália Botelho

ÃME

[XIII]

Eita, que eu queria poder, ter o poder,

De escrever, de transportar o sentimento

Através das palavras

Mas não consigo, fico engasgada

Só de pensar em descrever

Como diria o rei “ como é grande o meu amor, por você”

Frase dita também por Ela

Que deu a luz, a minha luz, que deu a luz, a mim.


Mãe. Seria um anagrama para ame?

Ame tudo aquilo que seja capaz de amar

Ame tudo aquilo que não quer ser amado

Ame tudo aquilo que acha que é não amado


Não existe adjetivo que caracterize

Advérbio de tempo, espaço, lugar...que ajude a entender

Substantivo ou verbo

Não há língua que consiga expressar

Nem aquelas três fúteis palavras.

Enfim

Mãe, é isso

“Só isso”

Apenas,

Mãe.
2,155
2
izasmin

izasmin

Sou.

Sou filha,
Sou certinha.

Sou mais velha,
Sou maturidade.

Sou vela,
Sou só.

Sem teu conforto, me abrigo em mim mesma.
Tão perdida e inconformada com tal situação.
103
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Helio Valim

Helio Valim

Sufocando a cor


Segrega-se, humilha-se... mata-se!
A odiosidade impele a humanidade,
joga-a, sem qualquer dúvida,
no fim da fila das iniquidades.

Não é um pensamento individual.
É uma mácula estrutural,
manchando o cerne da sociedade,
rompendo o frágil tecido social.

Sangrando, imolando... sufocando
a voz da comunidade.
Que, oprimida, revolta-se e grita,
Rebela-se e briga.

Mas, não basta o clamor legítimo das “ruas”,
não basta o calor intenso das chamas.
Deve-se atingir o âmago das almas,
corroídas pelo ódio do preconceito...

Resgatando, então, a humanidade perdida
na fila do descaso e da arbitrariedade,
germes dessa eloquente barbárie.
Agora rechaçada pela “rua” ensandecida!
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La ris sa

La ris sa

chamas

incitou fogo
no próprio corpo
testando a sorte

incendiada
incrustada
sua quimera

no turbilhão
no caos
na fresta dos dias
nos hiatos dos segundos
nos ruídos do tempo
se fez na crueldade

mistérios incandescentes
movimentos incertos
olhos labaredas

onde não há previsões
tornar concreta as impossibilidades

de súbito
engoli
                                           sua expiração
te fiz parte do meu fogo
combustivel da minha queimação

nas chamas
                  nos extases
                                   inflamar a vida

através do desejo
vermelhovivo
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_tuliodias

_tuliodias

Despedindo-me de ti, meu amor.

Eu me encontrei no seu toque, 
no seu riso, na sua simplicidade e maturidade. 

O teu carinho iluminou a escura solidão da minha organicidade
eu te sentia, com você vivia, revivia.

Nossa longa e breve conversa,
o meu profundo e abismático amor,
me fizeram olhar pra ti, e de ti ter sede
eu quis, eu ainda quero, até o final deste poema, embriagar-me de ti.

Ainda aqui, até aqui, desejo-te
sinto a necessidade de ter teu corpo colado ao meu
da minha alma presa a sua, encarceradas na beleza e na tragédia
que resumem uma relação entre pessoas de cores distintas
mas não quero resumir-me a isto, 
quero expressar a minha subjetividade, e sim, pretos amam, pretos choram, pretos sofrem.

Meus dedos sentirão falta de tocar-lhe carinhosamente,
de acariciar-lhe por todo o corpo, de junto da tua mão, embarçar-lhes.

Meu corpo, até aqui, anseia o teu
meu prazer pulsa com teu prazer em cima do meu
entre sons de satisfação, eu me perdi totalmente naquilo que me ofereceste.

Contigo, vivi aquilo que entendi ser meu espaço também, o amor:
Meu amor, meu jeito de amar, de sentir, minhas singularidades.

Eu quero, até o fim deste poema, sentir-lhe dentro de mim,
eu anseio a tua existência junto a minha, eu quero estar dentro de você.

Mas. Mas. Mas, como eu norteio em viciosos ciclos do 'mas', despeço-me de ti, neste quente e congelativo poema, recordando-me das duas afetivas vivências juntos, mas é preciso seguir, seguir, seguir.

Nosso desencontro perdeu o encanto para você.
nosso desencontro perdeu o encanto para você.
nosso desencontro perdeu o encanto para você.

Despeço-me de ti na minha arte,
porque nela encontro refúgio
e encontro o amor da minha subjetividade: A solidão.

Nosso encontro sem lucidez,
tornou-se lúcido
e entre nós, esse espaço perdeu alguns passos.

Até o ponto final deste texto, amei-te
mas após este, segui entendendo que a minha existência não se condiciona a tudo que de fato quero, e que é preciso continuar sempre.

Obrigado. 
Eu segui.


338
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Helio Valim

Helio Valim

É Arte


Arte é liberdade...

A Arte com a sua subjetividade
completa a humanidade,
recupera nosso inconformismo
e liberta a tão ilibada racionalidade.

Arte é solidariedade...

Uma nação resiliente
não desiste de seus artistas,
não humilha, nem ofende,
aqueles que são tão altruístas.

Arte é caridade...

Doam suas “calientes” almas,
em intensa dramaticidade calma,
dissimulando exuberante emoção
que extrapola qualquer razão.

Arte é criatividade...

Objetos, cores, sons, palavras e luzes.
Quadros, esculturas, palcos e partituras.
Obras sobre diversos dramas e matizes.
A Arte é a vanguarda das loucuras.

Arte é toda arte...
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adilson_castro

adilson_castro

Fez Deus o diabo

 


Saudades palpitantes condensam memórias sofridas
Alma minha a ti procura escaldante
Como os navegadores as Índias
 
Mística é a tua beldade
Sem palavra deixara os poetas
 
Anjos caem à tua atração
Em teu nome montanhas desfilam
 
Óooh !
Que raio de um diabo chamamos Amor ?!
Quando se muito desejamos, menos o temos
Por si matamos, por si morremos
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2
Nathália Botelho

Nathália Botelho

Inimigo

[XXX]


Tento encontrar meu sentido aqui na vida.

Você já?

Eu não sei. Às vezes me prendo a pensamentos nada confiáveis.

Fico me perguntando o que minha Alma quer.

Percorro mundos, atrás do viés da minha vida.

E tento costurar minhas cicatrizes com minhas mão trêmulas.

E me entorpeço em doses altas de sofrimento

E tento me aliviar em curtidas e compartilhamentos

Imagino, entre minhas quatro paredes meu destino

E choro a luz do dia, buscando algum alívio. 

1,310
2
Heinrick

Heinrick

Ospitau

Hoje vi uma moça, raivosa
pois parecia decente
do psicológico perecido ansiosa
protegendo sua cria doente

Aos berros entrou no hospital.
"Isso não é um hospício!!!"
"É um lugar do mal",
a moça responde

5 Horas de espera
Ou seriam 6?
Menina doente, avia feito 7
de viver xanse nem 1 pouco

a mãe pula o balcão como numa celva
amarrada por fios e cordões
então a polícia é chamada
cim, pelos vilões

vilões invisíveis, mas perceptíveis
eses os verdaderos selvagems animais
robaran dinheiro, robam sonhos, robam vidaz 
qe noz roubaran as ezcolas e os ospitais
1,026
2
Daniel Castro

Daniel Castro

Baptiste

Despeça guia
ao andar por Calcutá
que traço de poema sem reflexão
é sujeira de debaixo do tapete
para tristeza de qualquer ladrão.

Se me ponho à faxina e verbos
recupero, alegria é de dona de casa
divã de corpo e copo são.

Pessoa talvez heteronímia
a praga deite ao meu renego
de cansaço
furto de consciência e cangaço
de economia escrivã.

Desde voluntária servidão, mercê
ao coveiro de defuntas palavras
é requerer feitiço posto ao escovão

à memória de revólver na cintura,
sem conta alguma,
Maria Bonita sem Lampião.

Transcrevo de interrogação o ponto
à exaustão, de ouvido
sem ideia compreender
a alma, sequer sentido
de interrogação.

E desse mudo sentimento falo
pouco ou quase nada
sua prosa é contígua sorte
e morte de interdita cultura.

Oral procissão decifrando as alamedas
desce à praça, ode conversa
onde cantam sertanejas monções

às criaturas.

Faz-se chuva-canções de todo morto,
de mim faz porto, qual seguro e improvável canal
eu Suez

interliga desertos povos
sem comunicação, e de surdas divindades,
mote para cartas à mesa postas
e novo baralho às mãos.

Eu sofreguidão, serenata
de gente cuja inata noção é pouca
nenhuma

Ester a por dormir
noite, que sobre nós recai
carrossel de contradições
Jesus...

Faz-se mister
descê-lo da cruz.
293
2
Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Haiku

Tenha a vida
 
Que cabe em haikai

Amar, sonhar e chorar
480
2
Guilherme  Zrenner

Guilherme Zrenner

O sol desce mais uma vez no sítio dos ressentimentos.

Ao findar o dia
entrevejo a harmonia
no cheiro
das flores colhidas
lembro-me da pequena Cordélia
olhando ao teto-sem-foro
criando de mil estórias
até o adormecer
enquanto eu
escondia o pecado do dia
na poesia
207
2
Antonio Aury

Antonio Aury

Voz

A minha voz ninguém cala
Entenda como quiser
Não sou baú e nem mala
Falo sempre que puder!
560
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