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Luís Norberto Fidalgo da Silva Trindade Lourenço

Luís Norberto Fidalgo da Silva Trindade Lourenço

Ensayo chico acerca de los huevos… a la mexicana

Hay huevos y huevos…
Hay huevos pequeños o chicos, medianos y grandes…
Hay huevos de gallina, de pájaro, de avestruz, de cocodrilo, de serpiente… hasta huevos de Páscua, lo mismo es decir de chocolate y hay huevos de oro…
En Portugal los huevos son a docena o a media docena, pero nunca como en México… que son a kilo, a medio kilo…
En Portugal los huevos no se casan, ni se divorcian, tampoco son solteros… eso del estado civil del huevo no le importa a los huevos ni a quienes los comen.
Los huevos pueden ser "estrelados", cocidos, fritos, poche…
Ya se sabe que sin huevo no hay omelette.
Hay los populares huevos a caballo, los cuales no más los conocen los norteños en México… pero también los hay rancheros, motuleños, chimbos, a la chiapaneca o a la mexicana… y siempre van acompañados de tortillas… y claro que los hay revueltos (en Portugal "mexidos").
Una persona en México puede ser huevón, huevona o huevuda…
En México se pueden pasar las cosas por los huevos…
Se puede estar hasta los huevos…
Se puede cojer alguién por los huevos…
Se puede mandar huevos…

Érase una vez una historia de un huevo, que en Portugal, siempre es de color crema y en México casi siempre es de color blanco.

Lo que no puede pasar es quedarse uno sin… huevos.
Por ende, en Portugal tampoco hacemos nada a huevo…


Luís Norberto Lourenço
Guadalajara, México, Octubre, 2014
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aliciasilva_oficial

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A lenda do Açai

A lenda do Açai

 Conta a Lenda que há muito tempo atrás, quando ainda não existia a cidade de Belém, vivia neste local uma tribo indígena muito grande. 
 Como os alimentos eram insuficientes, tornava-se muito difícil conseguir comida para todos os índios da tribo. Então, o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional de sua tribo. 
 Até que um dia a filha do cacique, chamada Iaçã, deu à luz uma bonita menina, que também teve de ser sacrificada. Iaçã ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades de sua filhinha. Ficou por vários dias enclausurada em sua tenda e pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças. Certa noite de lua, Iaçã ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua linda filhinha sorridente, ao pé de uma palmeira. Inicialmente ficou parada, mas logo depois, lançou-se em direção à filha, abraçando - a . Porém misteriosamente sua filha desapareceu. Iaçã, inconsolável, chorou muito até desfalecer. 
 No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira, que estava carregada de frutinhos escuros. Itaki então mandou que apanhassem os frutos, deles foi obtido um suco avermelhado que batizou de AÇAÍ, em homenagem a sua filha (Iaçã invertido). Alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças. 



Nao e um poema e uma historia 
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Cedric Constance

Cedric Constance

PÁGINAS ANTIGAS

Às vezes,
Só às vezes,
Eu folheio as páginas antigas
Do meu livro de memórias...
E releio o capítulo
Onde a vida escreveu a nossa história...
Lá está você
Que nem o tempo apagou...
Só ficaram os rascunhos
Da breve fábula que eu vivi...
Do breve instante que você me amou...

Cedric Constance

ler
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

VOOS IMPOSSÍVEIS

(Antologia LIBERDADE - CHIADO EDITORA, 2021)


VOOS IMPOSSÍVEIS

Ela morre nua dentro das coisas
em sonhos que nunca se desenvolvem,
fica presa na retina dos olhos
onde se geram as asas que morrem,
encolhe-se em abraços imaginados
atormentados na pobreza contida
dos pratos de fome em que é servida.

Ela cresce e extingue-se em mãos de luz
no feito do ideal que se desfaz,
no retrato do homem que se reduz
e nas cinzas dum tratado de Paz.

Ela baila no colo da ciência,
rodopia no pé da fantasia,
falece e cai em funda letargia,
veste-se deusa em primavera florida
guardando o arco-íris em corpo febril,
na linha do sonho e tão só do sonho
de viver a liberdade contida
nos rubros dias nascidos de Abril.

José António de Carvalho, 13-março-2021
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Eduardo Becher

Eduardo Becher

Uma Batida Fora do Compasso

Ela quebra a inércia
De qualquer certeza
Que eu tenha sustentado.

Revive a controvérsia
De quem vê beleza
No coração atormentado.

A íris acastanhada
Dos olhos celestiais
Invadindo o universo.

Colorindo a morada,
Consoantes e vogais
Das estrelas e do verso.

Esse éter do espaço
Negro, como seus lábios,
Preenche a noite e a aurora.

Sou feito de um estilhaço
Seu, mesmo que o tempo
Nos separe para outra hora. 






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gallldino13

gallldino13

Amanhã




Amanhã a felicidade vai sorrir

Com sua boca banguela de criança arteira.

O metrô será um coração de mãe

E a Radial Leste estará livre como um tapete mágico.


Amanhã a alegria será um touro rosa correndo pelas ruas,

Lambuzando de cores os olhos de pedra da cidade

E colorindo cabeças e janelas.


Amanhã Criolo vai dar canja,

Marco vai captar o momento exato,

E Casulo vai construir uma peça lotada de gargalhadas.


Amanhã todos os faróis estarão piscando VERDE,

Na Casa das Rosas vai ter sarau,

Mariana vai parir um poema azul,

E Helô vai preparar o pão dos Elfos.


Amanhã vai ter samba na Santa,

Será meu dia de folga

E Deus vai dormir numa rede de mariscos.


Amanhã é dia de pastel na feira,

Nina vai botar uns pingos nos is,

A Paulista será só para os sapatos

E o Messias encantará um cordel.


Amanhã a felicidade banguela vai sorrir,

Porque hoje eu acordei mordido de alegria

E com uma vontade infantil de acreditar.
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claudia_miqueloti

claudia_miqueloti

A dor de um espinho

Ao sabor das horas descanso
Minha mente segue seu caminho
Quero agarrar meu destino
Mas não o alcanço
Pesa-me no peito a dor de um espinho

Exalo as ideias pelo avesso
Meu coração bate em desalinho
Quero acordar, mas adormeço
Na solidão sem seu carinho

Os sonhos perdem o viço
Meu desejo azeda como o vinho
Quero acreditar no amor, apenas isso
Não mais viver assim sozinho

*
Cláudia Miqueloti
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KAREN MARTINS

KAREN MARTINS

RESPOSTAS

Sabe aquela sensação de que tudo acabou,
Serás saudades ou ilusão,
Serás amor ou paixão
Sabe eu me perdi desde que te vi,
Me atrevi a ouvir , dizerem que eu estava doente,
Me atrevi a ouvir, dizerem que era pra sempre,
Mas sabe aquela cura com gosto de eternidade,
Está siim em Deus...
mas está em uma coisa que chamamos de amor,
aonde está voce um dia eu te encontrarei ,
é taparei essa dor..
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landebomfim

landebomfim

O Sol se poe


Amo o entardecer,
do sol que se põe...
a minha alma se traduz,
com as cores dos raios solares
rumo ao horizonte!
Logo mais vem a escuridão,
tememos este mergulho...
das noites frias sem luar...
dos  encontros e desencontros
no entardecer da vida
que também  buscam apenas repousar.
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George Goldberg

George Goldberg

Haikai

Moça desce a escada

com seu pesado casaco —

Sorriso sutil


George Goldberg

Haikai Zen

www.haikaizen.art.blog
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Olga Kawecka

Olga Kawecka

No Calvário

O bater dos martelos no Calvário
soa como um metrônomo da história;
e o sangue quente cai
sobre a terra morta.

É o começo no fim
ou o fim no começo?

Não há vida,
nem morte,
nem tempo –
apenas o bater dos martelos
no espaço da solidão.
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phenomena

phenomena

espelhos turvos

Sinto ondas emergindo em meus cabelos;

Perco minha perspectiva corpórea;

Estes falsos sentidos, estes falsos duelos...


É uma matematica existencial;

Caminhos não percorridos, sensaçoes contorcidas;

Conjuntos, formas, o cardial...


Notando, trago as mais perfumadas essências, trago o singelo;

Nos espelhos turvos meu reflexo incomunicável;

Encarar de olhos, apreciando o mais belo...
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

LÁGRIMAS

(Antologia POETAS D'HOJE - 2019)

LÁGRIMAS
 
São gotas de água salgada
Que destes meus olhos se evadem
Nem sequer sabem a razão
Verdadeira pelo que o fazem.

São como esferas de metal
Que metal este tão pesado
Se quando chegam ao chão
Furam na terra ao outro lado.

São como diamantes brutos
Com as impurezas da vida
Mas de valores absolutos
Tal como ela, incompreendida.

No meio desta ambivalência
Mais parece que ontem nasci
Subi a palmilhar a prudência
Em gotas salgadas desci!...

José António de Carvalho, 11-setembro-2019
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Edna  Queiroz

Edna Queiroz

De Improviso




Entre a panela e a tela me perdi.
Aquecia a massa, digitava o pensamento
– alimentos do corpo e alma.
Alma em ebulição
Pulsar dos sentidos
Trouxe à tona ingredientes para precipitar lembranças;
Bati bem certezas do instante vivido,
Revirei emoções untadas de nostalgia
Gotas de lágrimas a salgar a face.
Doce toque a arrepiar a pele
Ar ofegante inflando e recolhendo o peito
Sorriso suave a gargalhadas plenas
Momentos de prazer
Que dão sabor à vida

Entre a tela e a panela me dividi
Queimei a massa
Interrompi o verso
brasas
Fundi momentos,
Improvisei!

              Edna Queiroz
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Eu estou feliz e tu???


Hoje bailei com o mar,
deixei as ondas me enrolar,
sorri com um raio de sol
que entre as nuvens negras,
veio-nos espreitar.
Voei como uma gaivota,
para todos poder abraçar.
Gritei ao vento,
a dor e o lamento.
Chorei com a chuva,
o desânimo e o sofrimento...
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shadowoftheworld

shadowoftheworld

Sinto

Sinto sua raiva
Sinto sua dor
Percebi que procura
Se curar com o amor
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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

NÃO É SOBRE MIM

Não é sobre mim
Mas sobre os lobos devoradores
Não é sobre jardim
Mas aos que pisam sobre as flores
Não sou totalmente cordeiro
Mas também não como a carne
Das ovelhas indefesas
Nem quem faz do falso verdadeiro
Não é sobre a fome
Mas aos que furtam
O que iria para as mesas
Não é sobre o homem
Mas aos que negam o Seu nome
Não é sobre a morte
Mas aos que vivem na matança
Não sobre o mal
Mas aos que se alimentam da vingança
Não sobre a solidão
Mas aos que abandonam por herança
Não é sobre a dívida
Mas aos que cobram na abastança
Não sobre o poder
Mas aos que se corrompem por favores
Não sobretudo
Aos que negam tudo sobre amores.

 Erimar Lopes

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p0arte

p0arte

Liberdade

A liberdade que procuro 
Busco em lugares obscuros demais 
Talvez em mares nunca navegados 
Ou em povos bem isolados 
Busco não ser mais uma caixinha nesta imensidão 

Os Faróis acesos não é apenas minha
Luz no final do tunel 
Mas sim a luz que me acompanha em
Todo o processo de Libertação

Meu coração mesmo preso ao meu corpo 
Voa mais alto que os meus pensamento e sonhos 
Buscando encontrar a minha alma valejando 
Entre as turbulentas águas agitadas de seu corpo

- Yasmin Roque
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andreza g. a. alves

andreza g. a. alves

Enquanto não te perco

Da totalidade dos versos que moram em mim, o que você vê são apenas abreviaturas. Como quem abrevia nome grande e difícil e encurta apertadamente em poucas letrinhas. Habite no verso, dance nas incertezas incoerentes. Mergulhe na correnteza. Se observe, pois daqui te observo. Te elevo. Te acho dispersa e divago. E perdi o verso.
Te observava quando perdi o verso. Capturei o teu estado de graça marginal.
Etéreo e urgente. Uma parte de mim pesa pondera, outra parte delira. Um milhão de Eus colapsando suas divergências na tentativa de dar um jeito nesse desassosego. Não te peço perdão por sutilmente ter cativado as horas que passei à sombra dos teus gestos
bebendo em tua boca o perfume dos risos. Me acho ao rir teu riso. Não te estimo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
estimo-te como certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma. Em um outros carnavais, estaria a vida estourando em todos os salões. Dizem
Já eu, te escrevo a dormir
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Sofiarocha

Sofiarocha

COISA ESTRANHA

Coisa estranha esta de escrever poesia 
Quando eu não me sinto poeta
Coisa estranha escrever por entrelinhas
Quando por norma sou mais directa 

Sinto-me, mas não sei que sinto 
Escrevo, mas não sei bem qual o nervo 
Que se toca com as palavras em que toco 

Não entendo esta biologia do ser 
Que não assenta nas coisas práticas 
Nas químicas básicas do corpo e das moléculas 
Não entendo esta necessidade  
De beber e suar palavras 
Este equilibrio desequilibrado 
Entre o receber e o doar 
Daquilo que nem sei que seja 

Coisa estranha esta de escrever assim 
Quando não me sinto uma coisa concreta 
Delineada e definida, de formas e com formas 
Daquelas que se podem cravar na pedra 

Tenho ângulos e vértices por todo o lado esbatidos 
Onde está a científica ciência  
Para medir e identificar a antítese desta forma de estar 
E não sendo científico o existencialismo da consciência 
Será que realmente existo? 

Escrevo apenas porque a minha essência 
Seja ela o que for, gosta de o fazer 
Porque nisso e disso retira um certo prazer 
E recebe algum alívio, 
Para qualquer soçobro do ser 
 
Que forma de escrita esta que me sai convulsa 
Estarei doente   
Serei apenas e sem sabê-lo, uma dócil paciente? 

Padecente de sonhos distendidos 

Dilatados, inflamados, 
De coceira atiçados 
E meio perdidos, meio achados ?! 
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Paola Carvalho

Paola Carvalho

O retorno de quem assombra-te

Há algo que assombra-me
Tem nome, endereço e imensa beleza
Ele desapareceu, com a solidão eu lidei
Seu retorno está próximo
Antes de voltar, assombrando já me está
Todas às noites tornaram-se mais difíceis 
Eu não sei como vai ser, não sei como reagir
A certeza é a dor
A dor da assombração estar novamente frente a frente a mim
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Lagaz

Lagaz

Amor de esteio

Tantas vezes,
morri.
Por amar demais.
E por amar demais,
vivi demais,
E viver é muito mais,
que um desejo.
Um breve momento,
na brisa da manhã.
Um esteio;
Que nos faz pensar,
e sentir o amor por inteiro.
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José Luís Ferreira (Venoi)

José Luís Ferreira (Venoi)

não sei porque te amo

não sei porque te amo
nem pergunto às árvores a que horas adormecem

porque acredito no teu chão
e nos teus lábios florescem pétalas de orvalho
e desejo

não sei porque te amo
nem espreito as raízes do teu corpo

porque acredito quando sorris
na utopia do teu olhar
quando me olhas
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Inês Reis

Inês Reis

Memórias de uma velha.

Sinto que timidamente, retorno à escrita como se de ao longe acenasse a uma afastada  amiga de infância. As condições são perfeitas: me sinto inspirada e me encontro só. 

Ontem celebrei mais um ano e me emocionei. Confesso que não planejei chegar onde  estou, ser como sou ou de ter deixado levar a vida o que me levou... memórias. 

Me lembro daquele dia que, enquanto fazia de seu peito almofada, me falou que não  existiam almas gêmeas. Que elas se encontram espalhadas em milhares de corpos que por  aí vagueiam e que por sua vez, continuam nessa incessante e romântica procura sem  enxergarem que se encontram todos os dias.  

Acreditei. E me lembro também que reprimi o choro e de seguida, beijei seus lábios  ferventes ao sabor do chocolate quente que tínhamos tomado lá fora durante mais uma das  diárias partidas de xadrez. 

As pessoas: era esse o nosso tópico de conversa favorito. Afinal, estudar o comportamento  humano é deveras interessante, assim como o seu corpo, que a maioria infelizmente  considera promíscuo. E por isso despendíamos horas entre museus e galerias, a apreciar  cada traço e curva que os artistas haviam esculpido ou pregado na parede. Transcendíamos  a matéria e as pessoas não o entendiam. 

Incrível como após todos este anos ainda sofro de insônias. Ele adormece primeiro e então,  lhe ajeito os cabelos que caem sobre seu rosto que viaja noutra dimensão. A sua pele  insanamente se mantém morena e os seus olhos cinzentos claros continuam a petrificar  quem os fite. Mas eu, estou velha. O peito outrora firme, se tornou mole. O cabelo castanho  loiro à luz do sol, desvaneceu. E a face antes lisa, ganhou expressão através dos milhares de  lágrimas e risos.  

Apago a luz, aconchego-me e agradeço. Escrevo este texto mal engomado só para mim.  Para lhe dizer que de entre todos, é apenas para ele que a minha alma sorri. 



Inês Reis
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