

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!
1970-03-07 Bom Despacho
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VINTE E DUAS HORAS!
Veem coisas demais
que não vejo,
veem riqueza,
luxúria e ilusões demasiado
coloridas na tb,
eu vejo uma humanidade
corroída e, em certos lugares ou becos,
destruída pela fome, pela loucura
dos que nem sonhar
podem;
admiram
e até se tesam peitos
de silicone para embelezamento
e sedução,
eu vejo muitas
condenadas, para apenas um pouco
mais sobreviver, ter
de retirá-los;
comemoram
títulos, honrarias e guerras vencidas
com músicas, gritos e hasteamento
de bandeiras,
eu vejo a mortandade
da carne ferida das crianças mortas
e das mulheres estupradas
nos campos de batalha;
em suma,
quero deixar claro, de minha solidão,
nesta noite em que o frio começa
a dar as caras,
que me parece
verem luz demais e eu já sinto
o negro, neste mundo de coisa alguma,
logo ao amanhecer!
que não vejo,
veem riqueza,
luxúria e ilusões demasiado
coloridas na tb,
eu vejo uma humanidade
corroída e, em certos lugares ou becos,
destruída pela fome, pela loucura
dos que nem sonhar
podem;
admiram
e até se tesam peitos
de silicone para embelezamento
e sedução,
eu vejo muitas
condenadas, para apenas um pouco
mais sobreviver, ter
de retirá-los;
comemoram
títulos, honrarias e guerras vencidas
com músicas, gritos e hasteamento
de bandeiras,
eu vejo a mortandade
da carne ferida das crianças mortas
e das mulheres estupradas
nos campos de batalha;
em suma,
quero deixar claro, de minha solidão,
nesta noite em que o frio começa
a dar as caras,
que me parece
verem luz demais e eu já sinto
o negro, neste mundo de coisa alguma,
logo ao amanhecer!
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