Yi Sáng

Yi Sáng

1910–1937 · viveu 26 anos KR KR

Yi Sáng foi um poeta e escritor coreano, figura proeminente da literatura modernista do seu país. A sua obra, marcada pela experimentação formal e pela exploração da linguagem, reflete as convulsões sociais e políticas da Coreia sob o domínio japonês e o subsequente período de divisão. É reconhecido pela sua originalidade e pela forma como desafiou as convenções literárias da época.

n. 1910-08-20, Jong-ro · m. 1937-04-17, Tóquio

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Poema n. 1

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Biografia

Identificação e contexto básico

Yi Sáng (이상, 1910-1950) foi um dos mais influentes poetas e prosadores coreanos do século XX. O seu nome de nascimento era Kim Hae-gyeong (김해경). Nasceu em Seul, Coreia, durante o período de domínio japonês.

Infância e formação

Kim Hae-gyeong nasceu numa família de classe média alta em Seul. Recebeu uma educação ocidentalizada e ingressou na Escola Secundária Gyeongseong, onde se destacou academicamente. Posteriormente, estudou na Escola Técnica Josai em Tóquio, Japão, formando-se em arquitetura.

Percurso literário

Yi Sáng começou a escrever em japonês e coreano, inicialmente publicando contos e poemas. Ganhou reconhecimento pela sua participação em revistas literárias e pelo seu estilo inovador. A sua obra poética e em prosa desafiou as normas estéticas e linguísticas, explorando a fragmentação e a ambiguidade.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras mais conhecidas de Yi Sáng incluem poemas como "

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Yi Sáng viveu e escreveu num período de intensa turbulência na Coreia, marcado pela ocupação japonesa (1910-1945) e pela subsequente divisão do país. O seu trabalho reflete a angústia existencial e a desorientação cultural de uma nação sob domínio estrangeiro e a luta pela identidade nacional.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Yi Sáng enfrentou dificuldades pessoais e problemas de saúde ao longo da sua vida. Teve um relacionamento complexo com a sua esposa, Kim Nam-hee. A sua vida foi marcada por dificuldades financeiras e pela instabilidade política.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Em vida, Yi Sáng não obteve um reconhecimento amplo, mas após a sua morte, a sua obra foi redescoberta e aclamada pela sua originalidade e profundidade. É hoje considerado um dos pilares da literatura modernista coreana.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Yi Sáng foi influenciado por escritores modernistas europeus e japoneses. O seu legado reside na sua audácia experimental e na forma como expandiu os limites da linguagem poética e da prosa em coreano, abrindo caminho para futuras gerações de escritores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Yi Sáng é frequentemente interpretada como um reflexo da alienação, da identidade fragmentada e da crítica à sociedade colonial e moderna. A sua exploração da linguagem é vista como uma tentativa de encontrar novas formas de expressão num mundo em mudança.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Yi Sáng era conhecido por ser um pensador introvertido e por levar a sua arte muito a sério, experimentando constantemente com palavras e formas.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Yi Sáng morreu em Seul em 1950, vítima de tuberculose, pouco depois do início da Guerra da Coreia. As suas obras foram largamente publicadas e estudadas após a sua morte, solidificando o seu lugar como um dos maiores poetas coreanos.

Poemas

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Poema n. 7

Nesta terra de remoto exílio um ramo • no ramo floresce uma
flora brilhante • peculiar árvore florida de abril • trinta voltas •
espelho claro nos dois lados pré pós trinta voltas • a lua cheia
que decai agora em direção ao horizonte alegrerridente feito
um broto novo • em meio ao ímpeto do riacho límpido do vale a
lua cheia toda estropiada que derrui penalizada com o nariz
decepado • uma carta vinda de casa atravessa essa terra de
exílio • eu de mal em mal protegi-me de louvores • broto da lua
esmaecido • o longínquo da camada atmosférica cobrindo esta
quietude • esta grande caverna oca de um ano e quatro meses
em meio à grandiosa miséria • astros coxeiam tropeçam e por
ruelas mortiças de astros milestilhaçados a grandiosa
neventania foge • cai nevasca • pedrassal tingida de vermelho-
sangue pulverizando-se • com o meu cérebro como pára-raio,
restos mortais encharcados de luz transbordantes de luz vão
sendo transportados • eu, uma cobra venenosa em exílio na
torre, acabei plantado no horizonte e nunca mais pude mover-
me • até que desça a graça dos céus.
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Poema n. 2

Quan do o meu pai dor mi ta ao meu la do eu me tor no o pai do
meu pai e tam bém me tor no o pai do pai do meu pai mas se o
meu pai na con di ção de meu pai é a in da meu pai en tão por
que mo ti vo eu me tor no o pai do pai….. do pai do pai do meu
pai por que mo ti vo eu de vo sal tar por ci ma do meu pai e fi
nal men te por que mo ti vo eu te nho de vi ver fa zen do o pa
pel de mim do meu pai e do pai do meu pai e do pai do pai do
meu pai?
687

Poema n. 1

13criançascorrempelaestrada.
(Quantoàruaéapropriadaumasemsaída.)

A 1acriançadizqueestácommedo.
A 2acriançadizqueestácommedo.
A 3acriançadizqueestácommedo.
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(Mesmoumaruaabertaseriatambémapropriada.)
Tudobemtambémseas13criançasnãocorrerempelaestrada.
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Poema n. 14

Há um gra ma do em fren te ao ve lho cas te lo e so bre es te gra
ma do des can so o meu cha péu. Do to po do cas te lo a mar ro u
ma pe dra bem pe sa da à mi nha me mó ria e a lan ço a té on de
al can ça a dis tân cia da mi nha for ça. Ou ço o cho ro tris te da
his tó ria que re tro ce de so bre su a tra je tó ria pa ra bó li ca.
Num da do mo men to, ve jo a bai xo um men di go pos ta do ao
la do do meu cha péu co mo um guar di ão de pe dra. A in da que
lá em bai xo o men di go es tá a ci ma de mim. Ou se rá a al ma e
xâ ni me do so ma tó rio da his tó ria? A fun du ra do meu cha
péu a ber to em di re ção ao es pa ço in vo ca o céu i mi nen te.
Su bi ta men te, o men di go en cur va o seu ar tre me tre men te
e jo ga u ma pe dra pa ra den tro do meu cha péu. Eu já des mai
ei. Ve jo um ma pa em que o co ra ção se trans la da pa ra den
tro do crâ nio. U ma gé li da mão se en cos ta à mi nha tes ta. Na
mi nha tes ta a gé li da mão dei xa su a mar ca que nun ca mais
se a pa gou.
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Poema n. 9

For te ven ta ni a to dos os di as e fi nal men te uma gran de mão
as sen ta so bre a mi nha cin tu ra. As sim que o chei ro do meu
su or al can çar o ma ra vi lho so va le da im pres sões di gi tais, a
ti re! He de a ti rar! Sin to o pe so do ca no do re vól ver so bre o
meu a pa re lho di ges ti vo e sin to a su per fí cie li sa de sua pon
ta den tro da mi nha bo ca cer ra da. Pou co de pois, fe cho os o
lhos co mo quem dá um ti ro, mas o que foi is to que cus pi pe la
bo ca no lu gar de um pro jé til?
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