Lista de Poemas
Os Modelos
O Espaço Do Poeta
os dois candelabros de prata, o cachimbo vermelho.
Está sentado, quase invisível, na poltrona, com a janela sempre às suas costas.
Por detrás dos óculos, enormes e cautos, observa o interlocutor à luz intensa,
ele próprio oculto dentro de suas palavras, dentro da História,
com personagens seus, distantes, invulneráveis,
capturando a atenção dos outros nos delicados revérberos
da safira que traz num dedo, e alerta sempre para saborear-lhes as
expressões, nos momentos em que os tolos efebos
umedecem os lábios com a língua, admirativamente. E ele,
astuto, sôfrego, sensual, o grande inocente,
entre o sim e o não, entre o desejo e o remorso,
qual balança na mão de um deus, ele oscila por inteiro,
enquanto a luz da janela atrás lhe põe na cabeça
uma coroa de absolvição e santidade.
“Se a poesia não for a remissão – murmura a sós consigo -
não esperemos então misericórdia de ninguém”.
(tradução de José Paulo Paes)
Versos na tarde
os dois candelabros de prata, o cachimbo vermelho.
Está sentado, quase invisível, na poltrona, com a janela sempre às suas costas.
Por detrás dos óculos, enormes e cautos, observa o interlocutor à luz intensa,
ele próprio oculto dentro de suas palavras, dentro da História,
com personagens seus, distantes, invulneráveis,
capturando a atenção dos outros nos delicados revérberos
da safira que traz num dedo, e alerta sempre para saborear-lhes as
expressões, nos momentos em que os tolos efebos
umedecem os lábios com a língua, admirativamente. E ele,
astuto, sôfrego, sensual, o grande inocente,
entre o sim e o não, entre o desejo e o remorso,
qual balança na mão de um deus, ele oscila por inteiro,
enquanto a luz da janela atrás lhe põe na cabeça
uma coroa de absolvição e santidade.
“Se a poesia não for a remissão – murmura a sós consigo -
não esperemos então misericórdia de ninguém”.
(tradução de José Paulo Paes)
Coisas simples e incompreensíveis
sobretudo envelhecem, envelhecem, envelhecem — os dentes,
os cabelos, as mãos, os espelhos.
Aquele vidro do candeeiro, quebrado — foi consertado com um jornal.
E o pior de tudo: quando aprendes que algo vale a pena, já passou.
Então se faz uma grande serenidade. Chega o verão. As árvores
são altas e verdes — muito provocantes. As cigarras cantam.
À tardinha, as montanhas azulecem. Lá de cima descem
homens obscuros. Coxeiam ladeira abaixo (fingem que coxeiam).
Lançam cães mortos ao rio, e depois, muito tristes e como que irritados
dobram os sacos de linho, coçam os testículos e olham a lua
na água. Somente essa coisa inexplicável:
fingirem-se de coxos, sem que ninguém esteja a vê-los.
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