O Passar das Horas

O Passar das Horas

São 23h55 de um sábado — 28 de dezembro de um ano qualquer

O meu amor por ti nasceu num ano bissexto
Há horas você foi embora
e para me distrair fui à livraria comprar poemas
Os últimos de Drummond

Há horas você foi embora
e não tem poema que me console

Tenho andado frágil,
sensível,
chorando à toa,
mostrando o coração

A minha versão atual não é moderna
Visto a roupagem do desgaste
e, sem fazer questão do meu resgate, vou ainda mais longe:
me ofereço como quem oferece rosas num mercado ambulante,
sem promover contra você rebelião ou levante

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