Maria

Maria trazia no ventre um menino. Para ela que enchia
as horas pensando no filho nascituro, o menino era um ser
sobrenatural. Por isso, num ritmo apressado de passos,
voou pela paisagem doce da Galileia, a comunicar
a sua prima Isabel que, dentro em breve, daria à luz.
E fê-lo num tão cândido hino de amor à vida
que a prima rasgou os lábios num canto rubro de admiração:
Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!
Maria respondeu com o Magnificat, onde se reconheciam ecos de todas as mães do Mundo. E nem sequer uma palavra
de incerteza lhe murchou os lábios. Os sonhos das mães
não têm princípio nem fim...

985 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.