Jardim de Asfalto
Heinrick
Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores
Maria, o onze do sete mandou flores
O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
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