1F

Herberto Helder
Herberto Helder
1 min min de leitura 1988 Última ciência
Correm com braços e cabelo, com a luz que espancam,
com ar e ouro.
Correm como se movessem água.
Que inspiração e obra nos laboratórios do mundo.
Todas metidas no vento.
Tão leves que metem medo.
E esplendem os ramais da água apoiada à noite,
esplendem, invadem
a casa. E as crianças pensam de sala para sala envoltas nela.
Até que as embebeda o sono
encharcado nessa água
poderosa. E então a água fica de olhos fechados,
negra negra
negra.
1 166 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.