Escritas

Sanhud'an[Da]Des, Amigo

João Garcia de Guilhade
Sanhud'an[da]des, amigo,
porque nom faço meu dano
vosc', e per fé, sem engano,
ora vos jur'e vos digo:
       ca nunca já esse [preito]
       mig', amigo, será feito.

De pram nom som [eu] tam louca
que já esse preito faça,
mais dou-vos esta baraça,
guardad'a cint'e a touca,
       ca nunca já esse preito
       mig', amigo, será feito.

Ai dom Joam de Guilhade!,
sempre vos eu fui amiga,
e queredes que vos diga?
Em outro preito falade:
       ca nunca já esse preito
       mig', amigo, será feito.
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