Escritas

OIÁ

Ricardo Aleixo
Repito o que
recita o vento:

que as coisas vem
a seu tempo,

que elas sabem
qual tempo é o delas,

que esse tempo
quase nunca

é o dos viventes mas
que, assim sendo,

forca é render-se
á forca delas

movendo-se folha
ao vento, rasgacéus,

deusa ciosa das coisas
que lhe ofertem

e de cada corpo quando
dance na festa

em seu nome ao vento
veja-a: resplendente

aqui, já recontando
ali-epa, Oiá-Ó!
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