Ergo Meus Olhos

Ergo meus olhos vagos, na distância
      Da sombra do meu Ser...
Pairam de mim além, e a minha Ânsia
      Cansa de me viver.

Meus olhos espectrais de comoção,
Olhos da alma, olhando-se a si,
Nimbam de luz a longa escuridão
      Da vida que vivi.

Auréola de Dor, que finaliza
Na noite do abismo do meu nada;
Silêncio, prece, comunhão sagrada,
Sombra de luz que em Ti me diviniza,
      Tortura do meu fim,
            Alma ungida
                  E perdida
Na grandeza de Si. E já sem ver-me,
Maceração crepuscular de Mim,
      Agonizo de Ser-me.
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