Escritas

Astéria

Manuel Bandeira Ano: 1386
O Mestre me ensinou:

Fáculas nitentes
Como metal luzidio
Bordam as manchas
— Abismos de remoinhos electromagnéticos
A verrumar a espessura solar.

Massas de nuvens
Em colunatas coesas de fímbrias froculares
Atestam lá longe a despesa ignescente da estrela
No vômito de suas ondas
Despedidas e soltas.

O oceano celeste
Outrora tido por oco
Está cheio dessas como lavas vulcânicas
Pairando invisíveis no cosmos.
E eu as detecto no meu registro natural e inédito
— O esqueleto e modelo exterior do corpo radiário de Astéria.
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