Escritas

Prudente de Morais Neto

Manuel Bandeira Ano: 1386
O autêntico poeta, dileto
Meu crítico e companheirão,
Deu-me a maior prova de afeto
De que eu podia ser objeto:
Fez-me tio por adoção.

Prudente! Prudente e discreto
Como o avô, o Santo Varão.
Bem grande avô! Bem grande neto,
O autêntico!

Tomo aqui o tom mais circunspeto
E dou a bênção — ou benção,
Como seria mais correto —
Ao sobrinho do coração,
A Prudente de Morais Neto,
O autêntico.
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