FAZENDA Á BEIRA SAL

Marina Colasanti
Marina Colasanti
1 min min de leitura 1998 Gargantas Abertas
Vacas soltas no pasto
à beira-mar
fulvas como leões ao sol poente.
Cabeça baixa
e entrando pelas ventas
um perfume de sal e mato quente.
Sob a canga do vento
inclinam-se as ramagens e os arbustos
o mar é uma planície que se encrespa.
Só as vacas não se dobram.
Sólidas
sobre delgadas patas
mastigam ervas
e ruminam ondas.
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