Presente

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1987 No calcanhar do vento
Neste círculo de pedras simplifica-se a ausência.
Eclipse na cabeça onde germina o branco.
Abolição no presente, soberania do gérmen
que dorme acordado entre o todo e o nada.
Quem não tem nome é um filho do vento
mais perto do enigma do ar e da distância.
O nada em pleno rosto volve-se o instante azul.
O fundo inacessível torna-se a superfície.
O inominado ilumina-se nos seus sombrios flancos.
O inerte mutismo vibra no silêncio que é o vento.
1 183 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.