Presente

Ano: 5781
Neste círculo de pedras simplifica-se a ausência.
Eclipse na cabeça onde germina o branco.
Abolição no presente, soberania do gérmen
que dorme acordado entre o todo e o nada.
Quem não tem nome é um filho do vento
mais perto do enigma do ar e da distância.
O nada em pleno rosto volve-se o instante azul.
O fundo inacessível torna-se a superfície.
O inominado ilumina-se nos seus sombrios flancos.
O inerte mutismo vibra no silêncio que é o vento.
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