Espaço Soberano

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1987 No calcanhar do vento
Ela é uma evidência na distância
entre as árvores profunda como a morte.
Soberana iminência se decanta, desmesura
que vagarosa se expande até ao esquecimento.
E são palavras de retorno à sombra húmida
e ao que se abre na luz silenciosamente.
O enigma tem um rosto de sono fulgurante.
Os pássaros embriagam-se com as litanias nos arbustos.
A conivência é completa na amplitude aveludada.
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