Mediadora Dos Dias

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1985 Mediadoras
Cada página um dia
na alegria simples
de um jogo. Cada átrio
um grito. Pequenas chamas

do mar. Feliz sombra,
rumor de rio, silêncio
claro. Transparência.
Sabor do desejo salvo.

Respira a lâmpada
frágil. Tempo: repouso
na água. Vogais
entre os veios do sono.

No rumor dos frutos
simples, a plenitude
de estar. Vertentes
onde o silêncio aflui.

Colinas. Águas
de um tranquilo fulgor.
Pedras cintilam, sílabas
num mundo aéreo.
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