Mediadora do Deserto

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1985 Mediadoras
Cegueira límpida. Silêncio
de um incêndio. Que odor
nas áridas axilas!
Ela escuta a música do sol.

Divagações, figuras
esvaem-se na brancura.
Cegas frases de areia
no deserto da mesa.

Nada, ninguém. Retorno
à matriz branca. Ausência.
Espaços nus e inertes.
Mineral simplicidade.

Querer e não querer no início.
O risco é apenas um sopro
para incendiar o vento
no esquecimento do mundo.
528 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.