Talvez Nada Nos Reste
Talvez nada nos reste
senão este trabalho
que divide e rasga a própria ferida
Tudo o que o poema faz desfaz
Mas sustenta a ferida
nas margens mais distantes
da distância
na insensata esperança
no abismo
Tu beijas aqui a dança e o desastre
Já ninguém te vê
palavra nula imediata
Nenhum sinal da aliança viva
um único sinal
dilacerante
acorde
Amanhã de novo buscarei
o lugar sem nome
e o nome inominável
senão este trabalho
que divide e rasga a própria ferida
Tudo o que o poema faz desfaz
Mas sustenta a ferida
nas margens mais distantes
da distância
na insensata esperança
no abismo
Tu beijas aqui a dança e o desastre
Já ninguém te vê
palavra nula imediata
Nenhum sinal da aliança viva
um único sinal
dilacerante
acorde
Amanhã de novo buscarei
o lugar sem nome
e o nome inominável
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.