Escritas

Até À Face Inteira

António Ramos Rosa Ano: 5762
Um campo
vivido no olhar na lentidão
da pausa
momento no esquecimento
da terra

a breve folha
em que
nos reunimos    na espessura
do alento     do
compacto

É um lado forte
vindo devagar        deixando-o vir
um lado para
absorver nu
e recomeçar o limpo
intacto

Volta sobre o campo
anterior
até à face inteira
percorrendo o chão
da nudez recomeçada
até estar todo         junto de si         de fora
a mão na folha
ao alcance do rumor
da árvore                                         finda
e que não finda         no rumor de si
e recomeça         e se percorre     o branco
de uma respirada pausa                 o aspirado
espaço