Escritas

Que As Palavras Sejam o Fogo Escrito

António Ramos Rosa Ano: 5758
Que as palavras sejam o fogo escrito
nas paredes verdes dos escarros
que venham sobre o sono e a fadiga do poeta
altas leves ardentes humildes nuas

Que elas digam a sombra e o azul sob a sombra
e a impossível vida sem árvores sem mulheres
sem horizonte sem mar

Que digam o supremo desejo renascido
na boca atroz
que sejam a frescura na ferida atroz