Despenhou-Se a Lâmpada Neste Papel Tão Frio!
António Ramos Rosa
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Ano: 5754
Despenhou-se a lâmpada neste papel tão frio!
Membros dilacerados, martelos da vontade
percutem este chão de aromas acres onde
lateja a nova lâmpada dilacerada e pobre.
Lateja sob os cascos uma nova lâmpada branca
para sentar na terra das mãos o chão das árvores,
para marcar o desejo de habitar esta terra,
para viver dos elementos do círculo material.
Não descanses, cavalo, esfacela os muros da treva,
rasga-te, mas inteiro, nas raízes do mundo,
liga esta ponte viva entre a morte e a vida.
Peço aqui o silêncio de uma plácida mancha
para que o óleo alimente o olhar do cavalo
e que a terra prossiga sua vitória rasa.
Membros dilacerados, martelos da vontade
percutem este chão de aromas acres onde
lateja a nova lâmpada dilacerada e pobre.
Lateja sob os cascos uma nova lâmpada branca
para sentar na terra das mãos o chão das árvores,
para marcar o desejo de habitar esta terra,
para viver dos elementos do círculo material.
Não descanses, cavalo, esfacela os muros da treva,
rasga-te, mas inteiro, nas raízes do mundo,
liga esta ponte viva entre a morte e a vida.
Peço aqui o silêncio de uma plácida mancha
para que o óleo alimente o olhar do cavalo
e que a terra prossiga sua vitória rasa.
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