Um Movimento Como Um Sopro

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1969 A construção do corpo
Um movimento como um sopro
Um tronco branco transparente
Vejo-o suave sobre a folha
Mais branco ainda e transparente
Não o perco não o quero perder
Fascina-me até ao branco
Mas sempre branco e transparente

Objecto do olhar
irreal porque me absorve
até à fixidez da vertigem

Real se o movimento
donde nasceu me faz mover
as palavras com que o transporto
Cego através dele vejo
o branco donde o tronco surge

a transparência que se move
o chão do sopro
1 070 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.