Agora faz isso
João Soares de Paiva
Agora faz isso o senhor de Navarra,
pois em Provença é o rei de Aragão;
nĂŁo tĂȘm medo, nem do seu pico, nem Ă sua Marra
em Tarazona, nem que estĂĄ perto;
nĂŁo tĂȘm medo de lhes colocar arĂetes
e serĂŁo rir muito Inzura e Darren;
mas, se Deus traz o senhor de Monção
estou certo de que lhes destruirĂĄ a bacia.
Se o bom Rei lhes arrasa a Escudela,
que de Pamplona ouvistes chamar,
mal ficarĂĄ o outro em Tudela,
nĂŁo tem outra coisa de que se preocupar:
pois verĂĄ o bom Rei em acampamento
e destruir até o burgo de Estella:
verĂĄs sofrer os navarros e ao senhor
que a todos comanda.
Quando o senhor sai de Tudela, lança
ele a sua hoste e todo o seu poder;
bem sofrem aĂ de sacrifĂcio e de pena,
pois saem para roubos e voltam correndo;
o Rei procura, como perito,
que não amanheça em terra alheia,
e de onde partiu, ele torna a dormir,
o almoço ou então o jantar.
PortuguĂȘs antigo
Ora faz ostâo senhor de Navarra,
pois en Proençâestâel-Rei dâAragon;
non lhâan medo de pico nen de marrra
Tarraçona, pero vezinhos son;
nen an medo de lhis poer boçon
e riir-sâan muitâEndurra e Darra;
mais, se Deus trajâo senhor de Monçon
ben mi cuidâeu que a cunca lhis varra.
Se lhâo bon Rei varrĂȘ-la escudela
que de Pamplona oĂstes nomear,
mal ficarĂĄ aquestâoutrâen Todela,
que al non å a que olhos alçar:
ca verrĂĄ i o bon Rei sejornar
e destruir atĂĄ burgo dâEstela:
e veredes Navarros lazerar
e o senhor que os todos caudela.
Quandâel-Rei sal de Todela, estrĂ«a
ele sa ostâe todo seu poder;
ben sofren i de trabalhâe de pĂ«a,
ca van a furtâe tornan-sâen correr;
guarda-sâel-Rei, comde de bon saber,
que o non filhe a luz en terra alhëa,
e onde sal, i sâar tornâa jazer
ao jantar ou se on aa cëa.
pois em Provença é o rei de Aragão;
nĂŁo tĂȘm medo, nem do seu pico, nem Ă sua Marra
em Tarazona, nem que estĂĄ perto;
nĂŁo tĂȘm medo de lhes colocar arĂetes
e serĂŁo rir muito Inzura e Darren;
mas, se Deus traz o senhor de Monção
estou certo de que lhes destruirĂĄ a bacia.
Se o bom Rei lhes arrasa a Escudela,
que de Pamplona ouvistes chamar,
mal ficarĂĄ o outro em Tudela,
nĂŁo tem outra coisa de que se preocupar:
pois verĂĄ o bom Rei em acampamento
e destruir até o burgo de Estella:
verĂĄs sofrer os navarros e ao senhor
que a todos comanda.
Quando o senhor sai de Tudela, lança
ele a sua hoste e todo o seu poder;
bem sofrem aĂ de sacrifĂcio e de pena,
pois saem para roubos e voltam correndo;
o Rei procura, como perito,
que não amanheça em terra alheia,
e de onde partiu, ele torna a dormir,
o almoço ou então o jantar.
PortuguĂȘs antigo
Ora faz ostâo senhor de Navarra,
pois en Proençâestâel-Rei dâAragon;
non lhâan medo de pico nen de marrra
Tarraçona, pero vezinhos son;
nen an medo de lhis poer boçon
e riir-sâan muitâEndurra e Darra;
mais, se Deus trajâo senhor de Monçon
ben mi cuidâeu que a cunca lhis varra.
Se lhâo bon Rei varrĂȘ-la escudela
que de Pamplona oĂstes nomear,
mal ficarĂĄ aquestâoutrâen Todela,
que al non å a que olhos alçar:
ca verrĂĄ i o bon Rei sejornar
e destruir atĂĄ burgo dâEstela:
e veredes Navarros lazerar
e o senhor que os todos caudela.
Quandâel-Rei sal de Todela, estrĂ«a
ele sa ostâe todo seu poder;
ben sofren i de trabalhâe de pĂ«a,
ca van a furtâe tornan-sâen correr;
guarda-sâel-Rei, comde de bon saber,
que o non filhe a luz en terra alhëa,
e onde sal, i sâar tornâa jazer
ao jantar ou se on aa cëa.
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