soneto V - Os loucos e eu somente
Edmir Domingues
Quero os loucos somente, que as crianças
já não são mais ternura e ingenuidade,
e em loucos, neles só, terão reflexos
meus desejos que vêm de infância antiga.
E seremos na sombra as borboletas
de uma sombra maior, de um mundo morto,
mundo em que ardem de febre e enfermidade
os que brincam de roda na calçada.
Comporemos, os loucos e eu somente,
castelos sobre céus abandonados
e um carnaval de lâmpadas mortiças.
E à noite, quando houver faltado o azeite,
cantaremos canções, canções tão lúcidas
que alguns nem saberão que somos loucos.
já não são mais ternura e ingenuidade,
e em loucos, neles só, terão reflexos
meus desejos que vêm de infância antiga.
E seremos na sombra as borboletas
de uma sombra maior, de um mundo morto,
mundo em que ardem de febre e enfermidade
os que brincam de roda na calçada.
Comporemos, os loucos e eu somente,
castelos sobre céus abandonados
e um carnaval de lâmpadas mortiças.
E à noite, quando houver faltado o azeite,
cantaremos canções, canções tão lúcidas
que alguns nem saberão que somos loucos.
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