Escritas

Quem nunca hesitou

Raquel Nobre Guerra Ano: 1976
Quem nunca hesitou na paragem do 28
e pensou: ali vai a metáfora da minha vida.
E nem por pensá-lo escapou ao açude
de mandar parar tanta gente só por si.

Não é possível ser feliz com tanta correspondência
e entre nós que vamos em itinerários românticos
a cruz na porta da tabacaria é tão-só o aviso
para lavar a cabeça contra o pessimismo.

Se não te aconchega o lumaréu de estar vivo
não te aflijas quando predizem a meteorologia
uma estação no inferno será sempre o destino
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Comentários (1)

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Darlan de Matos Cunha
Darlan de Matos Cunha
2022-11-16

Uma série de poemas capazes de colocar sob risco de infarto e apoplexia os tranquilos. Sangue caliente, feroz, é assim que a showciedade entorna suas tintas sobre todos.<br />*<br />Um abraço.