Os olhos
Manuel António Pina
1 min min de leitura
O rosto que olha para trás,
o lado de fora do visível
existe este rosto ou é apenas,
diante da infância, o olhar que se contempla?
Em ti, noite,
reclino a cabeça.
O que eu fui sonha,
e eu sou o sonho:
alguma coisa que pertence
a um desconhecido que morreu
que outro desconhecido (é este o meu nome?)
fora da infância infinitamente pense.
Manuel António Pina | "Todas as palavras - poesia reunida 1974-2011", pág. 106 | Assirio & Alvim, 2012
o lado de fora do visível
existe este rosto ou é apenas,
diante da infância, o olhar que se contempla?
Em ti, noite,
reclino a cabeça.
O que eu fui sonha,
e eu sou o sonho:
alguma coisa que pertence
a um desconhecido que morreu
que outro desconhecido (é este o meu nome?)
fora da infância infinitamente pense.
Manuel António Pina | "Todas as palavras - poesia reunida 1974-2011", pág. 106 | Assirio & Alvim, 2012
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.