O corpo me é dado-e com que fim,

Ossip Mandelstam
Ossip Mandelstam
1 min min de leitura
Meu corpo único,tão de mim?

Pela alegria chã de respirar,
Silenciosa,a quem devo louvar?

Sou jardineiro e sou flor- cativo
Na prisão do mundo sozinho não vivo.

E já nos vidros da eternidade
Cai meu calor,meu sopro respirado.

Nela se grava um desenho pra sempre,
Irreconhecível de tão recente.

Escorra do momento a água turva-
O desenho amado não esbate à chuva.

1 807 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.