Escritas

Enganou-se. Era aliás perfeitamente desculpável,

Marcel Proust
Enganou-se. Era aliás perfeitamente desculpável, pois a própria realidade, não obstante necessária, não é completamente previsível. Os que vêm a conhecer algum detalhe exato da vida alheia tiram logo conseqüências que não o são, e vêem no fato recém-descoberto a explicação de coisas que precisamente não têm nenhuma relação com ele.