Escritas

Era o último amor

Luís Filipe Castro Mendes
Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem advinha
o sabor pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Quem rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor, o mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.
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Comentários (1)

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2011-05-17

<span style="background-color: #ffff00; color: #ff0000;">la tristeza nao&nbsp;&eacute; boa companhera nao ela nos leva a caminhar&nbsp; <br /> sem sapatos no chao molhado e na &nbsp;oscuridao <br /> donde se pode encontrar a temida solidao.<br /> </span>