a criança em ruínas I
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer.
Comentários (3)
Criancas
Hmmm... estranha descrição do amor. Não será antes uma confissão da prisão-apego sentido por alguém que nos é muito querido?Se essas palavras se referem a um filho, convém recordar o imortal poema de Gibran que é um hino à liberdade consciente... pai e filho são dois seres independentes e livres!https://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/3327093
Não seiou não estou para pensar nissomas nada me habilita especialmentea dizer do mar, do amor,de sofrer, do brincar da criançado sentir de um poeta.O que eu vivi dizda minha filha a beijaro rosto do poetaque teve de se vergarà estatura dos 6 anitosda Marta.Nesse instante não pudecomparar o sorriso dos dois seres,não pensei em que avesso de quêacontecia aquela cena,nem se nos espera uma ou duaspaletes de danos colateraisao gostarmos de gente,nem se o amor está em que margemda poesiaem sílaba do versonem pensei em ter"medo e querer morrer".Nada me habilita a dizerque a morte é a noiteque pare cada dia... cada vida...Nada me habilitamas eu acredito e issodá-me tanto gozo.Saravah J. Luis Peixoto.J. Luis Meloum teu “devoto”