Escritas

O regresso

Manuel António Pina


Como quem, vindo de países distantes fora de

si,chega finalmente aonde sempre esteve

e encontra tudo no seu lugar,

o passado no passado, o presente no presente,

assim chega o viajante à tardia idade

em que se confundem ele e o caminho.



Entra então pela primeira vez na sua casa

e deita-se pela primeira vez na sua cama.

Para trás ficaram portos, ilhas, lembranças,

cidades, estações do ano.

E come agora por fim um pão primeiro

sem o sabor de palavras estrangeiras na boca.



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Comentários (3)

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ANA
ANA
2016-03-16

muito bom

6-6-2013
6-6-2013
2013-06-06

adorei

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2013-03-11

<em>Eu gosto do poema , obrigado Manuel Ant&oacute;nio Pina</em>