Sóror Maria do Céu

Sóror Maria do Céu

1658–1753 · viveu 94 anos PT PT

Sóror Maria do Céu foi uma freira e poetisa do século XVII, notável pela sua obra religiosa e pela sua capacidade de expressar a fé e a devoção através da poesia. A sua escrita é marcada por uma profunda espiritualidade, pela linguagem mística e pela entrega total ao divino, refletindo a intensa vivência religiosa do seu tempo. A sua poesia, embora enraizada numa experiência pessoal de clausura e devoção, transcende o individual para tocar em temas universais da fé, do amor a Deus e da busca pela salvação. Sóror Maria do Céu é um exemplo da expressão literária feminina no contexto monástico barroco português, revelando uma voz singular num período dominado por vozes masculinas.

n. 1658-09-11, Lisboa · m. 1753-05-28, Lisboa

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Cidra, ciúme

É ciúmes a Cidra,
E indo a dizer ciúmes disse Hidra,
Que o ciúme é serpente,
Que espedaça a seu louco padecente,
Dá-lhe um cento de amor o apelido,
Que o ciúme é amor, mas mal sofrido,
Vê-se cheia de espinhos e amarela,
Que piques e desvelos vão por ela,
Já do forno no lume,
Cidra que foi zelo, se não foi ciúme,
Troquem, pois, os amantes e haja poucos,
Pelo zelo de Deus, ciúmes loucos.
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Poemas

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Cidra, ciúme

É ciúmes a Cidra,
E indo a dizer ciúmes disse Hidra,
Que o ciúme é serpente,
Que espedaça a seu louco padecente,
Dá-lhe um cento de amor o apelido,
Que o ciúme é amor, mas mal sofrido,
Vê-se cheia de espinhos e amarela,
Que piques e desvelos vão por ela,
Já do forno no lume,
Cidra que foi zelo, se não foi ciúme,
Troquem, pois, os amantes e haja poucos,
Pelo zelo de Deus, ciúmes loucos.
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