Lista de Poemas
SÓLIDO
Autor: Séthe Santiego (João Luamba)
Conjuntura: Reflexões Alheias.
Data: 02.03.2019
SÓLIDO
Libertei a canção de silencio no vasto mar
caminhei a tocar descalço sem o vento soprar
Esbanjei o ritmo melancólico do que sou
Hoje até posso chorar
Porém, não deixar a solidão reinar
Ontem eu sabia que a vida era solida demais, para não ficar firme nela.
Gritar, gritar até acabar no esquecimento
voar, voar até cair no sofrimento.
Conjuntura: Reflexões Alheias.
Data: 02.03.2019
SÓLIDO
Libertei a canção de silencio no vasto mar
caminhei a tocar descalço sem o vento soprar
Esbanjei o ritmo melancólico do que sou
Hoje até posso chorar
Porém, não deixar a solidão reinar
Ontem eu sabia que a vida era solida demais, para não ficar firme nela.
Gritar, gritar até acabar no esquecimento
voar, voar até cair no sofrimento.
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EU SEI O MESMO QUE NÃO SÁBIA
Autor: Séthe Santiego (João Luamba)
Conjuntura: Mistérios
Data: 10.10.2019
Título: "Eu sei o mesmo que não sábia"
Todos os dias sinto o teu cheiro
Todos os dias ouço a tua voz
Todas as noites vejo o teu rosto
Todas as noites têm o teu sabor, mas a cada nascer do sol
Morri o teu eu
Mas a cada morrer do sol, nasci o teu sentido
Eu não sábia, mas agora sei que nada sei
Antigamente só a morte separava.
Agora o tempo afasta e despacha.
Ontem te conhecia, hoje não sei quem és.
Onde foram as lembranças?
Onde foram os momentos?
Todos eles foram-se com o tempo
Tempo esse amante da primavera
Tempo esse orgulhoso de espinhas
Tempo esse desconhecido
Tempo esse que te levou de mim
Mesmo sentindo o teu cheiro te desconheço.
Mesmo ouvindo a tua voz, já não te entendo
Mesmo vendo teu rosto, já não te observo
Mesmo tendo o teu sabor já não é o mesmo.
Eu sábia, mas agora tenho a certeza
Que essa pobre vida vivia com alma
Eu sei que mesmo a morte separando
O tempo juntava-nos e aproximava-nos
Hoje conheço-te tão pouco e mesmo sem saber o que te tornaste
Essas lembranças estão aqui
Os momentos estão aqui. Neste lindo envelope
Nesta linda carta
Estão aqui, mas o que há de verdadeiro
Está neste rascunho escrito em branco e assinado com lágrimas de saudades.
Conjuntura: Mistérios
Data: 10.10.2019
Título: "Eu sei o mesmo que não sábia"
Todos os dias sinto o teu cheiro
Todos os dias ouço a tua voz
Todas as noites vejo o teu rosto
Todas as noites têm o teu sabor, mas a cada nascer do sol
Morri o teu eu
Mas a cada morrer do sol, nasci o teu sentido
Eu não sábia, mas agora sei que nada sei
Antigamente só a morte separava.
Agora o tempo afasta e despacha.
Ontem te conhecia, hoje não sei quem és.
Onde foram as lembranças?
Onde foram os momentos?
Todos eles foram-se com o tempo
Tempo esse amante da primavera
Tempo esse orgulhoso de espinhas
Tempo esse desconhecido
Tempo esse que te levou de mim
Mesmo sentindo o teu cheiro te desconheço.
Mesmo ouvindo a tua voz, já não te entendo
Mesmo vendo teu rosto, já não te observo
Mesmo tendo o teu sabor já não é o mesmo.
Eu sábia, mas agora tenho a certeza
Que essa pobre vida vivia com alma
Eu sei que mesmo a morte separando
O tempo juntava-nos e aproximava-nos
Hoje conheço-te tão pouco e mesmo sem saber o que te tornaste
Essas lembranças estão aqui
Os momentos estão aqui. Neste lindo envelope
Nesta linda carta
Estão aqui, mas o que há de verdadeiro
Está neste rascunho escrito em branco e assinado com lágrimas de saudades.
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Rodeios
Autor: Séthe Santiego (João Luamba)
Conjuntura: Mais do que menos
Data: 14.09.2019
Título: Rodeios.
Rodeios
Já não há nada, apenas lágrima
Já não há pureza, apenas tristeza
Já não há amor, apenas ódio
Já não há mar, apenas rio
Todos somos incertos
Todos somos silênciosos
Todos somos esforçados
Todos somos Heróicos
Tomem a liberdade da gente
Mas a gente é livre como o vento
Enquanto haverá noivas, haverá viúvas
Tudo um pouco mais de menor importância.
Conjuntura: Mais do que menos
Data: 14.09.2019
Título: Rodeios.
Rodeios
Já não há nada, apenas lágrima
Já não há pureza, apenas tristeza
Já não há amor, apenas ódio
Já não há mar, apenas rio
Todos somos incertos
Todos somos silênciosos
Todos somos esforçados
Todos somos Heróicos
Tomem a liberdade da gente
Mas a gente é livre como o vento
Enquanto haverá noivas, haverá viúvas
Tudo um pouco mais de menor importância.
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INCERTA IGUALDADE
Autor: Séthe Santiago (João Luamba)
Conjuntura: Dar é receber.
09.03.2018
Incerta igualdade
Uns dão, eu não
Uns têm, eu não
Uns são, eu não
Uns sentem, eu não
Uns não choram, eu sim
Uns não amam, eu sim
Uns não lutam, eu sim
Uns não gritam, eu sim
É incerto dizer o que dar e receber
É triste ouvir e calar
Saber o que fazer e não fazer.
Nadar e morrer no mar em que consiste confiar.
Lembrar e depois esquecer.
Tentar é desistir
Porque eu sou e não és.
Eu dou e não dás.
Eu tenho e não tens.
Diferente é o mundo da gente onde cada um dá o que pode ser.
Igual não seremos, para sempre vivemos.
E em breve morreremos.
Uns hão de estar e eu não
Uns hão de sofrer e eu não
Uns hão de ver e eu não
Uns hão de ser e eu fui.
Passado, serei Presente sem futuro.
Lembrado no final do túnel
Onde a luz da nova geração, brilhará procurando a minha.
Eu sou vento e já fui humano
Agora sou tempo sem contorno
Não sou oceano sem sereais
Mas sou sereias sem canto
Quem me dera cantar com amor
Quem me dera gritar com clamor
Quem me dera sentir o calor
Quem me dera amar com pudor
Uns cantam, eu não
Uns sentem, eu não
Uns gritam, eu não
Uns clamam, eu não
Hei de chorar com o futuro da gente
Hei de remar num passado contente
Hei de rumar num distino incerto
Hei de nadar sem rio concreto.
Conjuntura: Dar é receber.
09.03.2018
Incerta igualdade
Uns dão, eu não
Uns têm, eu não
Uns são, eu não
Uns sentem, eu não
Uns não choram, eu sim
Uns não amam, eu sim
Uns não lutam, eu sim
Uns não gritam, eu sim
É incerto dizer o que dar e receber
É triste ouvir e calar
Saber o que fazer e não fazer.
Nadar e morrer no mar em que consiste confiar.
Lembrar e depois esquecer.
Tentar é desistir
Porque eu sou e não és.
Eu dou e não dás.
Eu tenho e não tens.
Diferente é o mundo da gente onde cada um dá o que pode ser.
Igual não seremos, para sempre vivemos.
E em breve morreremos.
Uns hão de estar e eu não
Uns hão de sofrer e eu não
Uns hão de ver e eu não
Uns hão de ser e eu fui.
Passado, serei Presente sem futuro.
Lembrado no final do túnel
Onde a luz da nova geração, brilhará procurando a minha.
Eu sou vento e já fui humano
Agora sou tempo sem contorno
Não sou oceano sem sereais
Mas sou sereias sem canto
Quem me dera cantar com amor
Quem me dera gritar com clamor
Quem me dera sentir o calor
Quem me dera amar com pudor
Uns cantam, eu não
Uns sentem, eu não
Uns gritam, eu não
Uns clamam, eu não
Hei de chorar com o futuro da gente
Hei de remar num passado contente
Hei de rumar num distino incerto
Hei de nadar sem rio concreto.
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