Escritas

Lista de Poemas

Bi, bi, bi... Eu ouvi greve?!

Bi, bi, bi ... Eu ouvi greve!?

E para quem pensava que as "formiguinhas" eram burrinhos de cargas, elas estão causando um grande estrago!
De tanto trabalharem para sustentar a "cigarra", chegou a hora que as algemas foram quebradas.
E aos poucos tudo vai parando, como num efeito dominó...
Pararam-se os caminhões e depois os carros. Lotam-se os postos em filas de quilômetros... E aos poucos tudo lá vai parando...
E para ônibus, para!
E para escola, para!
E para indústria, para!
E supermercados? Também para!
Param-se ricos, pobres, crianças e idosos. As cidades param!
E quem é contra ... Ou quem é a favor, também são obrigados a parar.
E ao passar dos dias uma coisa vai parando.
Para daqui, para dali e para acolá.

De certo modo, trazendo o caos ou a solução.

E de repente... Tudo para!

Ouvi-se somente os berros de um povo clamando palavras de ordem!

E junto dessa vez, não ouvi-se o bater das panelas. Só um bi, bi, bi e o povo a gritar!

[...]

E assim vamos vendo a força que as "formiguinhas" têm.
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PRIMEIRO DIA

Quem me dera ao menos uma vez,
dizer palavras bonitas.
Ao menos uma vez...
viver o presente
desfrutar do agora
sem medo de errar.

Quem me dera ao menos uma vez,
ser feliz!
Ao menos uma vez...
Ser ninguém,
brincar de inventar
imaginando como seria nebuloso pensar!

Quem me dera ao menos uma vez,
viver de fantasias.
Ao menos uma vez...
talvez sobreviver a esse inferno,
conhecer Deus, ou talvez de brincar!
Jogar dados com ele.
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INEXATO

Tenho medo.

Medo eu!

Se as vezes me fraquejo,

não significa nada.

Alias... não sou de ferro!

Também sei errar.
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AO ENTENDER DA ARTE

O que é arte?
É só pintar?
É só desenhar rabiscos,
ou é aquilo que vemos?

A arte é uma realeza da filosofia humana!
E na incontestável dúvida da vida
se une a esquesitice,
predestina o surreal.
É a linguagem inteligente
O pensamento racional.
Enganas com a complexidade,
unindo útil ao agradável.

Viver é a arte do poder sonhado!

Então para que serve?
Vai além de dar sabor as cores,
de cor aos sons.
A arte é poeta!
Simplesmente de como vemos o mundo,
porém com os olhos da miséria.
Nada se faz concreto,
outrora tudo se concretiza.
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SOLITÁRIO

Eu vejo você em sombras
Seu rosto em cinzas
Sua boca em fogo
Seus olhos na água.
Eu vejo você através dos espelhos
Com sua silhueta em outra.
Te vejo através das paredes
Seu corpo nu indo de encontro a outro.
Te vejo no escuro
Com seus lábios indo de encontro a boca
Te vejo como furacão
Com suas palavras ao vento
Te vejo no mar
Remando contra as marés
Te vejo de longe
Distante de mim.
Te vejo sempre
Em cada esquina
Em cada mensagem
Em cada sofrimento
Em cada lágrima
Em cada olhar.
Te vejo ao vivo
Sem poder te encostar!
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AMBIÇÃO HUMANA

Será que os fins justificam os meios?
Ou é preciso ter para ser?
A sobriedade humana impõe padrões de vida,
os vícios contrapõem com os desejos.
Ter dinheiro compra felicidade?
Traz saúde?

O que move o mundo é a ambição.
O que nos condiz é a beleza ou a riqueza?

Somos quem podemos ser,
ou emulamos o espelho?
Nada ou Tudo?
Ser ou ter?
Somente uma resposta: dê a Narciso ou que é de pertence!
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EXISTÊNCIA

Ser diferente ou indiferente?
Quão sabedoria exige de nós, meros mortais!
Quando me deparo frente ao espelho,
vejo marcas, traços da vida.
Quando me vejo, observo o que sou, minh'alma!
A vezes reparo na beleza de meus olhos, dos meus olhos!
E vejo quão profundos são, feitos buraco negro!
Em instantes, como um raio ao vagar o espaço
me vem em mente uma breve lembrança.
Quando me lembrei, vi que a vida passou
passo a passo, como uma criança aprendendo a andar.
Quando voltei a realidade,
não pude deixar de chorar.
Tudo o que eu tinha
agora não tenho mais...
Meus pais!
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IN (COLOR)

Há dias que não vejo o sol,

Só um céu escuro, sem cor!

Tal liberdade que dei ao tempo

Tornou obscuro o que me restou.
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Qual resposta?

Durante vários anos
Durante a vida
perguntas me rodeiam:
Será que somos quem pensamos ser?
Eu, pessoa íntregra
pequeno sonhador.
A vida, o que significa?
Viver o tempo
buscando converter-se em vento.
Será que o azul é vermelho?
E o amarelo, é verde?
Vemos sem ver.
Vemos o que é conveniente.
Só mesquinharias!
Morremos ou apenas dormimos o sono da eternidade?
O que somos?
De onde viemos?
Do útero de uma mulher ou por um milagre divino?
Pra onde vamos?
Anjos ou demônios?
Ai meu deus, que confusão!
São tantas perguntas,
pra tão pouca resposta.
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Cantiga Angelical

Hoje os anjos cantam a sua glória,
solenemente cantam maravilhas.
Hoje os anjos cantam o seu nome
Maria, João, Júlia ou Margarida.
Hoje os anjos não mais cantam
desgraças, baú d'espantos, solidão!
Cantam tristezas, luto.
Palavras indecifráveis,
cadeados abertos.
Cantaram adeus!
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