Escritas

Lista de Poemas

Canção de outono

Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.

E soluçando,
Pálido, quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doidos
De outrora.

E vou à toa
No ar mau que voa.
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.

(Paul Verlaine, 1866, trad. Guilherme de Almeida)
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Moral abreviada

Uma nuca de loura e de graça inclinada,
Um colo que arrulha, belos, lascivos seios,
Com medalhões escuros na mama afogueada,
Esse busto se assenta em baixas almofadas
Enquanto entre duas pernas para o ar, vibrantes,
Uma mulher se ajoelha - ocupada com quê?
Amor o sabe - expondo aos deuses a epopéia
Singela de seu cu magnífico, um espelho
Límpido da beleza, que ali quer se ver
Pra crer. Cu feminino, que vence o viril
Serenamente - o de efebo e o infantil.
Ao cu feminino, supremo, culto e glória!

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Agora, livro meu, vai, vai

Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve.
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Não há nada melhor para

Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma.
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A vida humilde, cheia de

A vida humilde, cheia de trabalhos fáceis e aborrecidos, é uma obra de eleição que exige muito amor.
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Creio que é menos importante

Creio que é menos importante amar a alma de uma mulher que o seu corpo. Ao fim e ao cabo, a alma é imortal, e terei tempo de sobra para a amar, mas o corpo...
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O riso é tão ridículo

O riso é tão ridículo como decepcionante.
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Música antes de mais nada.

Música antes de mais nada.
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A esperança reluz como uma

A esperança reluz como uma haste de palha num estábulo.
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Para mim, a glória é

Para mim, a glória é um modesto e efémero absinto.
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