Lista de Poemas
A íris selvagem
havia uma saída.
Me ouça bem: aquilo que você chama de morte
eu me recordo.
Mais acima, ruídos, ramos de um pinheiro se movendo.
Então, nada. O sol fraco
cintilando sobre a superfície seca.
É terrível sobreviver
como consciência,
enterrada na terra escura.
Então tudo acabou: aquilo que você teme,
se tornando
uma alma e incapaz
de falar, encerrando abruptamente, a terra dura
se inclinando um pouco. E o que pensei serem
pássaros lançando-se em arbustos baixos.
Você que não se lembra
da passagem de outro mundo
eu te digo poderia repetir: aquilo que
retorna do esquecimento retorna
para encontrar uma voz:
do centro de minha vida veio
uma vasta fonte, azul profundo
sombras na água do mar azul.
matinas
expulsos do paraíso, você criou
uma réplica, um lugar de alguma maneira
diferente do paraíso, sendo
planejado para ensinar uma lição: por outro lado
a mesma — beleza em cada lado, beleza
sem alternativas — Exceto que
por não sabermos qual era a lição. Deixados sós,
nós exaurimos uns aos outros. Seguiram-se
anos de trevas; nos revezamos
trabalhando no jardim, as primeiras lágrimas
encheram nossos olhos conforme a Terra
ficou turva com pétalas, algumas
vermelho-escuras, outras cor de carne —
Nós nunca pensamos em você
a quem aprendíamos a venerar.
Nós apenas sabíamos que não é da natureza humana amar
somente aquilo que retribui o amor.
Gratidão
gentilezas.
Gosto de pequenas gentilezas.
De fato as prefiro à gentileza mais
substancial, que está sempre a te cravar os olhos,
feito um grande animal sobre o tapete
até que tua vida inteira se reduza
a nada além de levantar manhã após manhã
embotada, e o sol luminoso rebrilhando em seus caninos.
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Politicamente engajada à esquerda, ecologista e vegetariana, a escritora de 57 anos, cuja cabeça é coberta de dreadlocks, não hesita em criticar a política do atual governo nacionalista conservador de Direita e Justiça (PiS).
Nascida em 29 de janeiro de 1962, em uma família de professores em Sulechow, no oeste da Polônia, é autora de uma dúzia de livros. Formada em Psicologia na Universidade de Varsóvia, estudou os trabalhos de Carl Jung. Por um tempo, trabalhou como psicoterapeuta em Walbrzych (sudoeste) e lançou-se à escrita. Publicou então uma coletânea de poemas, antes de embarcar na prosa.
Após o sucesso de seus primeiros livros, passou a se dedicar inteiramente às letras e se mudou para a cidade de Krajanow, nas montanhas Sudeten (sudoeste). Hoje, seus livros são best-sellers na Polônia, traduzidos para mais de 25 idiomas, incluindo catalão e chinês. Muitas de suas obras foram levadas aos palcos e telas.
Sua obra, extremamente variada, vai de um conto filosófico "Zielone dzieci" ("As crianças verdes", em tradução livre, 2016), a um romance policial ecologista engajado e metafísico "Prowadź swój pług przez kości umarłych" ("Guie seu arado sobre os ossos dos mortos", em tradução livre, 2010), passando por um romance histórico de 900 páginas "Ksiegi Jakubowe" ("Escrituras de Jacó", em tradução livre, 2014).
Em seu universo poético, o racional se mistura com o irracional. Seu mundo está em movimento perpétuo, sem ponto fixo, com personagens cujas biografias e características se entrelaçam e, como um quebra-cabeça gigante, criam uma imagem geral esplêndida.
Tudo é descrito em uma linguagem rica, precisa e poética, atenta aos detalhes. "Olga é uma mística na busca perpétua da verdade, verdade que só pode ser alcançada em movimento, transgredindo as fronteiras. Todas as formas, instituições e idiomas concertados é a morte", explica de suas amigas, Kinga Dunin, também escritora e crítica literária.
A própria Tokarczuk se descreve como uma pessoa sem biografia: "Eu não possuo uma biografia muito clara, que possa contar de uma maneira interessante. Sou composta desses personagens que saíram da minha cabeça, que eu inventei. Sou composta por todos, tenho uma biografia com muitas molduras, enorme", afirmou a escritora em entrevista ao Instituto Polonês do Livro.
Lançado em 2014, "Ksiegi Jakubowe" conquistou o mais prestigioso prêmio literário polonês Nike, o segundo de sua carreira. O livro se tornou best-seller na Polônia, mas também foi alvo de fortes ataques dos círculos nacionalistas. Após uma entrevista à televisão pública em 2015, onde denunciou o mito de uma Polônia tolerante e aberta, ela recebeu ameaças de morte por "difamar o bom nome da Polônia e dos poloneses".
Durante uma semana, sua editora contratou um segurança para ela. O mesmo livro rendeu - a ela e a seu tradutor sueco - a primeira edição do Prêmio Literário Kulturhuset Stadsteatern de Estocolmo. "Sinto como se tivesse o Nobel", disse na ocasião.
Olga Tokarczuk também é coautora do roteiro do filme "Spoor", dirigido por Agnieszka Holland e inspirado em seu romance "Prowadź swój pług przez kości umarłyc". Lançado em fevereiro de 2017, o filme ganhou o Prêmio Alfred Bauer na Berlinale no mesmo ano e representou a Polônia na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. Olga Tokarczuk tem um filho adulto. Ela divide seu tempo entre seu apartamento em Wroclaw, sua casa no campo e as muitas viagens.
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