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Diego Pereira Rodrigues

Diego Pereira Rodrigues

Anônimo

Prefiro a solidão do anonimato
Escrevo aos sentimentos de outro alguém
Considerai meu desconhecimento
e lembra que eu não quero ser ninguém

Se existo brevemente em outro ser
Se escrevo e alguém pode me entender
Não busco ser, de todo, conhecido
Pois mui sentir é meu grande prazer

Eu deixo nessa página de anônimos
Com sentimentos todos, conhecidos
Palavras de famosos sentimentos
Pra elevar os muito destruídos

Escritos todos, mui desordenados
Como o sentir geral da humanidade
Farei desse sentir que ainda me resta
Palavras da minha mui fragilidade
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Helder Roque

Helder Roque

A MINHA ESTRELA DO AMOR

A MINHA ESTRELA DO AMOR

Naquela noite calma e tranquila
Aproximo-me de um banco
Sento-me e fico contemplando
Ao meu redor nada bulia

Recosto-me e olho para o céu
Onde as estrelas parecem bailar
A lua, é a rainha do luar
Estende sobre nós o seu véu

Como é bom estar sentado,
Olhar bem lá para cima e sonhar
Fecho os olhos e sinto-me abençoado
O meu espirito deseja dançar

Descerro os meus olhos e procuro
A “Estrela” que brilha no firmamento
Mesmo, estando eu, no escuro
Meus olhos se perdem no tempo

Na busca pela “Estrela” do meu desejo
Uma, bem linda e tão brilhante
Por cima de mim eu vejo cintilante
Meu coração a quer no meu peito

É a minha “Estrela” do coração,
Aquela que eu tanto ansiava
Que todas as noites procurava
És e serás sempre uma bênção

Sabias que eu existia e te escondias
E eu, perdia-me no céu e não te via
Esboço o meu sorriso mais lindo
Que alguma vez esbocei, e brindo

Ao nosso momento e encontro
“Estrela” dos meus sonhos
Meu coração bate tanto
“Estrela” do meu encanto

Todas as noites venho passear
Pelo parque, para te encontrar
Um desejo lindo de sonhar
E ao teu lado poder brilhar

Regressei ao meu banco,
Recolhi-me no meu encanto
Levantei-me, segui o meu caminho
Seja qual for o meu trilho

Estarás sempre presente em mim
Um dia essa “Estrela” descerá dos céus
Nos meus braços eu sentirei
A mulher por quem me apaixonei

Autor: Helder Roque
22.09.2020
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yuri petrilli

yuri petrilli

cosmologia

ver-te nua a compor constelações:

a água percorre teu cosmos febril,
a lâmpada te cede a estrela infante

se sobre a pele não se guarda o instante,
sob a pele se guarda o arrepio
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izasmin

izasmin

Volátil

De maneira intensa e sólida,
O que fácil vir, tão denso irá.
Mas, pensamos que vai ficar.
Que o tempo não o alcançará.


As mais belas histórias são inalcançáveis,
Mantidas em memórias da imaginação.
Para alguns podem ser descartáveis,
Para outros, melhor criação.


O poder de moldar realidades é enriquecedor,
Navegando nas águas do Equador,
Observando horizontes sem cor,
Sempre com um ar aquecedor.

Trecho de "Nódoa Angustiante", escrito no dia 24 de Maio de 2020 por Izasmin.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Era tão bom


Era tão bom saber de você...

Nas manhãs de sol surgindo,
Nas tardes de sol no poente,
Nas noites de lua a nos envolver...

Era bom ouvir sua voz...

Seu riso espalhado pela casa,
O som dos seus saltos altos no assoalho,
Seu jeito criança de ser.

Era tão bom senti-la...

Dividindo a vida comigo,
Por vezes buscando abrigo,
Recostada em meu peito.

Era doce a sua presença,..

Todo o clima de inocência,
Que nascia da pureza,
Tão natural em você.

E fui assim me envolvendo...

Me entregando a esse costume,
E aquela vertente de amor,
Jamais pensei ter um fim.

E fui um a um degustando...

Os diversos sabores da vida.
Como era bom ter você,
Aqui tão perto de mim...
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Coisas vãs


Tal qual a lançar gotas de água doce,
na areia molhada da praia...
Vem as ondas e as encobrem, transformando tudo em mar.
E o mar inteiro, tem o mesmo sabor...
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Diego Pereira Rodrigues

Diego Pereira Rodrigues

Embriaguez

Transcende a vasta vida diluída
Em maus tremores ébrios, assolados
Um retrocesso curto de terror
Embriagada em amores não amados

Dilui amores em tu'alma assolada
Transcende à tua vida não amada
E ao retrocesso ébrio evitaria
De mil terrores tu embriagada

Não te fascines tu de mui horror
Sê sóbrio e te dilui em bem querer
Não retrocede e negues o terror
Não deixa, embriagada, falecer

Transcende a tua alma dolorida
Embriaguez de morte para a vida
Te retrocede ao ponto de avanço
Sobriedade é o ponto de partida
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terezinha_santana

terezinha_santana

Poesia realmente concreta



Eu sei que você gosta de amor meio feijoada.
Cheio de pernas, orelhas, línguas,
palavras de paio e lingüiça,
boiando em um caldo insensato.
 
Amor-feijoada.
Desses que alimentam o corpo e a alma
deliciosamente
com bastante feijão, preto, bem amassado
sal e pimenta a gosto, é claro!

É óbvio que com laranja, couve.
e aquela farofa espalhada pelo corpo inteiro do prato,
agarrada ao arroz como as tuas mãos crispadas de desejo.

Perdoe-me se temos gostos tão diferentes.
É que eu sou lírica.
Gosto da poesia da saladeira prateada
vestida de verdes, laranjas, vermelhos de vários tons e sabores.
Picantes?
Só as alcaparras e... uma gotinha de limão.
Tudo isso carregado de morangos de todos os tipos e formatos.

O que eu posso fazer?
Sou vegetariana.
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space_and_time

space_and_time

SolidãoxMadrugada

Sempre gostei da solidão que a noite me propõe 
Mas não nessa madrugada…

Sempre gostei do silêncio que as noites me propõem
Mas não nessa madrugada

Já joguei o meu tarô 
Já vi o que significam as cartas 

Já li os versos que eu mais gosto
Já bebi vários goles sem remorso  

Já ouvi as minhas melhores melodias 
Já dei risada das minhas piadas preferidas
Já me imaginei na luz do dia 
Andando por aí com ou sem nenhuma  companhia 
Já botei pra fora quase tudo o que eu realmente queria...

Já me assustei com o vento abrindo as portas
Já ouvi alguém sussurrando pelas minhas costas
Já contei quantas estrelas posso ver no céu
Já me coloquei na cadeira do réu 

E nunca termina…

Já enchi o meu cinzeiro
Já acabei com todos os incensos 
Já vi de novo tudo o que eu sempre vejo 
E ainda são 4h?
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ezequiel_assuncao

ezequiel_assuncao

Sorrisos Amargos

O meu demônio,
Necessidades ele irá prover.
Nós temos tempo,
Eu não tenho medo.

A noite é longa
E nela irei beber.
Vou fumar,
E até cheirar.

Não esperando
Que alguém se agrade.
A minha morte eu irei beirar.
O meu espírito ele irá chorar.

Gritar,
E nada entender.
Já tive luz, mas ela apaguei.
Estava escuro então fui me perder.

Escolhas minhas
Está tudo pronto.
As consequências eu irei viver.
Estou sem medo,

Hoje à noite é nossa.
Os meus problemas
Eu fui esquecer,
Entender.

-Estou longe deles resolver.

Passos largos e risos amargos...


-Ezequiel Costa Assunção




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Alter ego do Rorschach

Alter ego do Rorschach


Que meu primeiro verso
converse
Com nosso ultimo beijo
Éramos sós
Até ser nós
Dois desatados
Entrelaçados
Num nó, só nosso.
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Poeta Ivete Nenflidio

Poeta Ivete Nenflidio

A pintura

No quadro tingido de desalentos e frustrações, o artista imortaliza suas dúvidas e angústias.

Tentando criar uma inusitada obra de arte, o artista olha o corpo nu.

O corpo é tela em branco, onde produz graciosos afrescos, cria em pensamentos eminentes cordilheiras, revela traços nos seios da amada, imponentes picos.

Nas curvas do corpo nu desenha as estradas que ainda não percorreu. Observa seu quadro inacabado, são pequenos rascunhos.

Produz esboços de divertidas nuvens de algodão disfarçadas entre as estrias do corpo nu. Acima do coração eterniza os momentos que foram bons.

Com a ponta dos dedos cheios de tinta, observa o painel, enxerga o contorno de um corpo, continua compondo a pintura, pinta a beleza em movimento e a tempestade afável sem vento, os dias turbulentos, agitadas formas estranhas, as mínimas manifestações dos dias de calmaria, pinta a Lua grandiosa e algumas partes encobertas, nuvens melindrosas...

Pinta os mistérios, o dia principiando, continua pintando a tela, corpo vazio, corpo nu, pinta o Romantismo, o Realismo, o Impressionismo, o Expressionismo.

Seus olhos brilham, ele renasce. Triste artista, pinta suas lamúrias, continua pintando...

Pinta o calor do Sol aquecendo sua alma, o canto das cigarras, o som das matas, o cheiro do mato molhado.

Artista insaciável devora sua tela, pinta mais e mais...

Pinta estradas desconhecidas, procura desbravar novos caminhos; pinta o instrumento silencioso do cantador, o olhar apaixonado do homem comum, o som estridente da alegria das crianças e suas lúdicas fantasias.

A tela é corpo cansado...

Precisa adormecer, é corpo exaurido, corpo nu.

Nos pés descalços.

Mais e mais pinturas, pinta cada pedaço.

Não és mais tela em branco, és tela habitada de entretons

Colorido impossível de imprimir...

Pela manhã, a mulher matizada, renasce tatuada de beleza.

A arte e as marcas da pintura estão encravadas em seu corpo.

Pureza e contentamento.

Depois de pintar tão belo quadro,

O artista de olhos desconexos apenas observa.

Contempla seu ofício, admira e se orgulha...

Sua obra, tela corada, é corpo marcado de encanto.

Quadro harmonioso...

Pintura sutilmente traçada pelas mãos do artista.

Pelos dedos pincéis

Ele continua examinando o corpo nu vestido de beleza. Artista, apaixonado pela sua criação

Se entrega à paixão e ama delicadamente sua mais recente obra-prima.
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paola_

paola_

círculo

sinto falta 

do desejo

do desejoso 

de ser desejada

cometer falhas 

no decorrer da estrada 

convergir 

pra um mesmo existir

e depois

de alcançar o pico

como se nunca tivesse existido  

em queda livre

ali estarei 

me desfazendo 

daquilo que nunca tive

alcanço o chão 

com o pedaço do outro 

tento encaixar no vão

não há solução 

olho pro meu bolso

está cheio de pedaços 

dos mais variados formatos

são apenas fardos

que teimo em carregar 

pra onde quer que eu vá
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yuri petrilli

yuri petrilli

ambíguo

não tens resposta e não teces proposta
em poema. lamentas, mas lamentos
são cansativos e cansar desgosta.
já não te alevantas contra os momentos.

a poesia esvaziou-se toda.
a poesia não tem mais poesia.
na superfície pensas: "que se foda,
é isto", mas, de fato, sob a névoa fria

e espessa que paira sobre teus olhos
(e que te impele a escrever de tal modo,
alheio e amargurado, como agora)

cativas a luminescência entre espólios.
és vela opaca sobre um mundo todo.
e és o próprio pavio que te devora.
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Nadia Celestina Bagatoli

Nadia Celestina Bagatoli

NUNCA PARE

" Nunca pare de sonhar...
Pois um dia os seus sonhos vão
cansar de ser ilusões,
e passarão ser realidade."

P.G, 17 de agosto de 2012. Sexta-feira.


AUTORA: NADIA CELESTINA BAGATOLI.


(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
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Diego Pereira Rodrigues

Diego Pereira Rodrigues

Vida humana

Quiçá, miraculosa desventura
quiçá desnecessária se tornasse
sejais de todo um contentamento
que dos acertos, muitos nos falhasse

Em nós fulgura, brilho, cor sem nome
Primordial pendor de crueldade
A dor que abre os olhos, apunhala
nos modifica e trai fragilidade

Quiçá, miraculoso sofrimento
quiçá não fosses tu tão relevante
Sejais em nós uma forte consciência
Reformulando a alma navegante

Em nós, de preto e branco, sem beleza
Primordial sabor da humanidade
Sem brilho nos ensina enquanto vivos
defeitos mil, da vil realidade

Irrevogável ponto em comum
Sinônimo de humano, sua sorte
Persegue-nos noturna e diariamente
Persegue-nos de perto a nossa morte

Sinônimo da mui fragilidade
pra muitos, fonte de terror e mal
Não há, pra esses, fonte de sentido
Como não há na morte de um animal

Se os problemas todos nos perseguem
E traem nossa irrealidade
De mil necessidades, todas vem
nos coroar de vil humanidade
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Honoré DuCasse

Honoré DuCasse

Sem Rosto

Era uma vez um sorriso sem rosto
De olhar assustado
Atrás de uma máscara
Triste e calado
São os tempos do contratempo
Que nos tiraram o tempo
Num mundo desumanizado
Estranho,
Preso no seu tempo
Ausente no pensamento
Desconfiado,
Que olha para dentro,
Deixando o abraço em confinamento
Os dias ao acaso,
E a morte sem lamento
 
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CORASSIS

CORASSIS

Dormir



Vou dormir,sem desejo ainda
Tempestades na minha mente
Padecem meu juízo demente
A dor angustiante infinda


Pelo insano e grande cansaço.
Vida tirana se faz de estimação
Interrompe a pouca animação
Sem guarida, a vida nega o abraço


O calor humano inexistente
Preciso dormir e pretendo
Deixar assim a dor impotente


Incertezas nesta trajetória
Apenas sei, quem atira pedras
Tem uma estrada sem vitória


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ednaide gomes de paiva

ednaide gomes de paiva

DESEJO

DESEJO

Gosto do seu jeito,
Perco-me nele e gosto de gostar,
Sinto como se fosse antigo,
Como num paraíso proibido.

Olho-te todos os dias,
Sem cansar e sem te dizer,
Medo?
Talvez...

E no meu profundo desejo,
Prendo-me na verdade,
De querer-te amar...
Sentir seus braços a me abarcar.

Depois percebo o real,
O inevitável vem me lembrar,
Existem valores...
Prendem a sua distância de mim.

Não quero chorar, nem perder,
Insisto no direito de ter,
Um momento se quer,
De prazer...

Eu nos teus braços,
Você a me agasalhar,
E em loucuras vamos se doar,
Numa infinita vontade de ficar.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Prólogos e epílogos


Então ouvi um pedido:
Fale-nos sobre o amor!
Entreguei-lhe assim uma folha em branco.
- Aqui está, respondi.
Ninguém melhor do que quem amou, pode escrever sobre o como e o quanto amou.
Cada amor é único, assim como cada amante o é.
Cada paixão carrega suas próprias razões e seu próprio alimento.
Cada vida tem o seu tempo e escreve a sua história, única que é.
Cada autor escolhe seu tema.
Os prólogos não tornam previsíveis os epílogos.
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2
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Divã


Olhar perdido no nada, apenas poeira no ar.
Retas e curvas da estrada, tudo ficou para trás...
Ontem parece distante, tanto quanto o amanhã,
Não se define o horizonte. É luz que se deita ao divã.

Pensamentos se avolumam, embaraçam-se na mente,
A dor é exclusividade. Pertence a quem a sente.

Só resta mesmo o caminho, que se cumpre a seguir.
Não se sabe do destino, de quem não tem pra onde ir.
A linha demarca a chegada. Apenas questão de sorte...
Alguns encerram a vida. Outros encontram a morte.
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paola_

paola_

lembranças

Hoje peguei aquelas músicas que você me enviou

Dá aquela sensação de nostalgia

E assim se foram 4 anos

Engraçado!

É diferente ouvi-las 

Depois de tanto tempo

E ainda gerar contentamento
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Ladybird

Ladybird

Casa da vó

O barulho da chuva
O cheiro do café
O bolo no forno
As crianças correndo
As risadas na cozinha
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Helio Valim

Helio Valim

Embuste pra todo lado


Nosso mundo tá falido...
Tem embuste pra todo lado...

Vive-se em crise com a verdade.
São tantos farsantes falando em catarse,
criando ruídos, ofuscando a sociedade.
Impostores atordoando a serenidade.

Entrou-se em colisão com a sanidade
de modo a absorver o fim da sinceridade,
mas nem os plácidos, ainda, suportam  
essa perpétua falta de razão.

Os lhanos perderam espaço
para os argutos de plantão,
que vendem pontes, aos incautos,
quem sabe até Plutão.

Oferecem estereótipos pálidos
a uma imensidão de tolos cálidos
que os consomem crédulos,
sem qualquer dúvida, nada céticos...

Nosso mundo tá falido...
Tem embuste pra todo lado...
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