Lista de Poemas
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Diego Pereira Rodrigues
Anônimo
Prefiro a solidão do anonimato
Escrevo aos sentimentos de outro alguém
Considerai meu desconhecimento
e lembra que eu não quero ser ninguém
Se existo brevemente em outro ser
Se escrevo e alguém pode me entender
Não busco ser, de todo, conhecido
Pois mui sentir é meu grande prazer
Eu deixo nessa página de anônimos
Com sentimentos todos, conhecidos
Palavras de famosos sentimentos
Pra elevar os muito destruídos
Escritos todos, mui desordenados
Como o sentir geral da humanidade
Farei desse sentir que ainda me resta
Palavras da minha mui fragilidade
Escrevo aos sentimentos de outro alguém
Considerai meu desconhecimento
e lembra que eu não quero ser ninguém
Se existo brevemente em outro ser
Se escrevo e alguém pode me entender
Não busco ser, de todo, conhecido
Pois mui sentir é meu grande prazer
Eu deixo nessa página de anônimos
Com sentimentos todos, conhecidos
Palavras de famosos sentimentos
Pra elevar os muito destruídos
Escritos todos, mui desordenados
Como o sentir geral da humanidade
Farei desse sentir que ainda me resta
Palavras da minha mui fragilidade
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2
Helder Roque
A MINHA ESTRELA DO AMOR
A MINHA ESTRELA DO AMOR
Naquela noite calma e tranquila
Aproximo-me de um banco
Sento-me e fico contemplando
Ao meu redor nada bulia
Recosto-me e olho para o céu
Onde as estrelas parecem bailar
A lua, é a rainha do luar
Estende sobre nós o seu véu
Como é bom estar sentado,
Olhar bem lá para cima e sonhar
Fecho os olhos e sinto-me abençoado
O meu espirito deseja dançar
Descerro os meus olhos e procuro
A “Estrela” que brilha no firmamento
Mesmo, estando eu, no escuro
Meus olhos se perdem no tempo
Na busca pela “Estrela” do meu desejo
Uma, bem linda e tão brilhante
Por cima de mim eu vejo cintilante
Meu coração a quer no meu peito
É a minha “Estrela” do coração,
Aquela que eu tanto ansiava
Que todas as noites procurava
És e serás sempre uma bênção
Sabias que eu existia e te escondias
E eu, perdia-me no céu e não te via
Esboço o meu sorriso mais lindo
Que alguma vez esbocei, e brindo
Ao nosso momento e encontro
“Estrela” dos meus sonhos
Meu coração bate tanto
“Estrela” do meu encanto
Todas as noites venho passear
Pelo parque, para te encontrar
Um desejo lindo de sonhar
E ao teu lado poder brilhar
Regressei ao meu banco,
Recolhi-me no meu encanto
Levantei-me, segui o meu caminho
Seja qual for o meu trilho
Estarás sempre presente em mim
Um dia essa “Estrela” descerá dos céus
Nos meus braços eu sentirei
A mulher por quem me apaixonei
Autor: Helder Roque
22.09.2020
Naquela noite calma e tranquila
Aproximo-me de um banco
Sento-me e fico contemplando
Ao meu redor nada bulia
Recosto-me e olho para o céu
Onde as estrelas parecem bailar
A lua, é a rainha do luar
Estende sobre nós o seu véu
Como é bom estar sentado,
Olhar bem lá para cima e sonhar
Fecho os olhos e sinto-me abençoado
O meu espirito deseja dançar
Descerro os meus olhos e procuro
A “Estrela” que brilha no firmamento
Mesmo, estando eu, no escuro
Meus olhos se perdem no tempo
Na busca pela “Estrela” do meu desejo
Uma, bem linda e tão brilhante
Por cima de mim eu vejo cintilante
Meu coração a quer no meu peito
É a minha “Estrela” do coração,
Aquela que eu tanto ansiava
Que todas as noites procurava
És e serás sempre uma bênção
Sabias que eu existia e te escondias
E eu, perdia-me no céu e não te via
Esboço o meu sorriso mais lindo
Que alguma vez esbocei, e brindo
Ao nosso momento e encontro
“Estrela” dos meus sonhos
Meu coração bate tanto
“Estrela” do meu encanto
Todas as noites venho passear
Pelo parque, para te encontrar
Um desejo lindo de sonhar
E ao teu lado poder brilhar
Regressei ao meu banco,
Recolhi-me no meu encanto
Levantei-me, segui o meu caminho
Seja qual for o meu trilho
Estarás sempre presente em mim
Um dia essa “Estrela” descerá dos céus
Nos meus braços eu sentirei
A mulher por quem me apaixonei
Autor: Helder Roque
22.09.2020
575
2
yuri petrilli
cosmologia
ver-te nua a compor constelações:
a água percorre teu cosmos febril,
a lâmpada te cede a estrela infante
se sobre a pele não se guarda o instante,
sob a pele se guarda o arrepio
a água percorre teu cosmos febril,
a lâmpada te cede a estrela infante
se sobre a pele não se guarda o instante,
sob a pele se guarda o arrepio
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2
izasmin
Volátil
De maneira intensa e sólida,
O que fácil vir, tão denso irá.
Mas, pensamos que vai ficar.
Que o tempo não o alcançará.
As mais belas histórias são inalcançáveis,
Mantidas em memórias da imaginação.
Para alguns podem ser descartáveis,
Para outros, melhor criação.
O poder de moldar realidades é enriquecedor,
Navegando nas águas do Equador,
Observando horizontes sem cor,
Sempre com um ar aquecedor.
Trecho de "Nódoa Angustiante", escrito no dia 24 de Maio de 2020 por Izasmin.
O que fácil vir, tão denso irá.
Mas, pensamos que vai ficar.
Que o tempo não o alcançará.
As mais belas histórias são inalcançáveis,
Mantidas em memórias da imaginação.
Para alguns podem ser descartáveis,
Para outros, melhor criação.
O poder de moldar realidades é enriquecedor,
Navegando nas águas do Equador,
Observando horizontes sem cor,
Sempre com um ar aquecedor.
Trecho de "Nódoa Angustiante", escrito no dia 24 de Maio de 2020 por Izasmin.
777
2
A poesia de JRUnder
Era tão bom
Era tão bom saber de você...
Nas manhãs de sol surgindo,
Nas tardes de sol no poente,
Nas noites de lua a nos envolver...
Era bom ouvir sua voz...
Seu riso espalhado pela casa,
O som dos seus saltos altos no assoalho,
Seu jeito criança de ser.
Era tão bom senti-la...
Dividindo a vida comigo,
Por vezes buscando abrigo,
Recostada em meu peito.
Era doce a sua presença,..
Todo o clima de inocência,
Que nascia da pureza,
Tão natural em você.
E fui assim me envolvendo...
Me entregando a esse costume,
E aquela vertente de amor,
Jamais pensei ter um fim.
E fui um a um degustando...
Os diversos sabores da vida.
Como era bom ter você,
Aqui tão perto de mim...
1 007
2
A poesia de JRUnder
Coisas vãs
Tal qual a lançar gotas de água doce,
na areia molhada da praia...
Vem as ondas e as encobrem, transformando tudo em mar.
E o mar inteiro, tem o mesmo sabor...
1 122
2
Diego Pereira Rodrigues
Embriaguez
Transcende a vasta vida diluída
Em maus tremores ébrios, assolados
Um retrocesso curto de terror
Embriagada em amores não amados
Dilui amores em tu'alma assolada
Transcende à tua vida não amada
E ao retrocesso ébrio evitaria
De mil terrores tu embriagada
Não te fascines tu de mui horror
Sê sóbrio e te dilui em bem querer
Não retrocede e negues o terror
Não deixa, embriagada, falecer
Transcende a tua alma dolorida
Embriaguez de morte para a vida
Te retrocede ao ponto de avanço
Sobriedade é o ponto de partida
Em maus tremores ébrios, assolados
Um retrocesso curto de terror
Embriagada em amores não amados
Dilui amores em tu'alma assolada
Transcende à tua vida não amada
E ao retrocesso ébrio evitaria
De mil terrores tu embriagada
Não te fascines tu de mui horror
Sê sóbrio e te dilui em bem querer
Não retrocede e negues o terror
Não deixa, embriagada, falecer
Transcende a tua alma dolorida
Embriaguez de morte para a vida
Te retrocede ao ponto de avanço
Sobriedade é o ponto de partida
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2
terezinha_santana
Poesia realmente concreta
Eu sei que você gosta de amor meio feijoada.
Cheio de pernas, orelhas, línguas,
palavras de paio e lingüiça,
boiando em um caldo insensato.
Amor-feijoada.
Desses que alimentam o corpo e a alma
deliciosamente
com bastante feijão, preto, bem amassado
sal e pimenta a gosto, é claro!
É óbvio que com laranja, couve.
e aquela farofa espalhada pelo corpo inteiro do prato,
agarrada ao arroz como as tuas mãos crispadas de desejo.
Perdoe-me se temos gostos tão diferentes.
É que eu sou lírica.
Gosto da poesia da saladeira prateada
vestida de verdes, laranjas, vermelhos de vários tons e sabores.
Picantes?
Só as alcaparras e... uma gotinha de limão.
Tudo isso carregado de morangos de todos os tipos e formatos.
O que eu posso fazer?
Sou vegetariana.
226
2
space_and_time
SolidãoxMadrugada
Sempre gostei da solidão que a noite me propõe
Mas não nessa madrugada…
Sempre gostei do silêncio que as noites me propõem
Mas não nessa madrugada
Já joguei o meu tarô
Já vi o que significam as cartas
Já li os versos que eu mais gosto
Já bebi vários goles sem remorso
Já ouvi as minhas melhores melodias
Já dei risada das minhas piadas preferidas
Já me imaginei na luz do dia
Andando por aí com ou sem nenhuma companhia
Já botei pra fora quase tudo o que eu realmente queria...
Já me assustei com o vento abrindo as portas
Já ouvi alguém sussurrando pelas minhas costas
Já contei quantas estrelas posso ver no céu
Já me coloquei na cadeira do réu
E nunca termina…
Já enchi o meu cinzeiro
Já acabei com todos os incensos
Já vi de novo tudo o que eu sempre vejo
E ainda são 4h?
Mas não nessa madrugada…
Sempre gostei do silêncio que as noites me propõem
Mas não nessa madrugada
Já joguei o meu tarô
Já vi o que significam as cartas
Já li os versos que eu mais gosto
Já bebi vários goles sem remorso
Já ouvi as minhas melhores melodias
Já dei risada das minhas piadas preferidas
Já me imaginei na luz do dia
Andando por aí com ou sem nenhuma companhia
Já botei pra fora quase tudo o que eu realmente queria...
Já me assustei com o vento abrindo as portas
Já ouvi alguém sussurrando pelas minhas costas
Já contei quantas estrelas posso ver no céu
Já me coloquei na cadeira do réu
E nunca termina…
Já enchi o meu cinzeiro
Já acabei com todos os incensos
Já vi de novo tudo o que eu sempre vejo
E ainda são 4h?
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2
ezequiel_assuncao
Sorrisos Amargos
O meu demônio,
Necessidades ele irá prover.
Nós temos tempo,
Eu não tenho medo.
A noite é longa
E nela irei beber.
Vou fumar,
E até cheirar.
Não esperando
Que alguém se agrade.
A minha morte eu irei beirar.
O meu espírito ele irá chorar.
Gritar,
E nada entender.
Já tive luz, mas ela apaguei.
Estava escuro então fui me perder.
Escolhas minhas
Está tudo pronto.
As consequências eu irei viver.
Estou sem medo,
Hoje à noite é nossa.
Os meus problemas
Eu fui esquecer,
Entender.
-Estou longe deles resolver.
Passos largos e risos amargos...
-Ezequiel Costa Assunção
Necessidades ele irá prover.
Nós temos tempo,
Eu não tenho medo.
A noite é longa
E nela irei beber.
Vou fumar,
E até cheirar.
Não esperando
Que alguém se agrade.
A minha morte eu irei beirar.
O meu espírito ele irá chorar.
Gritar,
E nada entender.
Já tive luz, mas ela apaguei.
Estava escuro então fui me perder.
Escolhas minhas
Está tudo pronto.
As consequências eu irei viver.
Estou sem medo,
Hoje à noite é nossa.
Os meus problemas
Eu fui esquecer,
Entender.
-Estou longe deles resolver.
Passos largos e risos amargos...
-Ezequiel Costa Assunção
184
2
Alter ego do Rorschach
Nó
Que meu primeiro verso
converse
Com nosso ultimo beijo
Éramos sós
Até ser nós
Dois desatados
Entrelaçados
Num nó, só nosso.
179
2
Poeta Ivete Nenflidio
A pintura
No quadro tingido de desalentos e frustrações, o artista imortaliza suas dúvidas e angústias.
Tentando criar uma inusitada obra de arte, o artista olha o corpo nu.
O corpo é tela em branco, onde produz graciosos afrescos, cria em pensamentos eminentes cordilheiras, revela traços nos seios da amada, imponentes picos.
Nas curvas do corpo nu desenha as estradas que ainda não percorreu. Observa seu quadro inacabado, são pequenos rascunhos.
Produz esboços de divertidas nuvens de algodão disfarçadas entre as estrias do corpo nu. Acima do coração eterniza os momentos que foram bons.
Com a ponta dos dedos cheios de tinta, observa o painel, enxerga o contorno de um corpo, continua compondo a pintura, pinta a beleza em movimento e a tempestade afável sem vento, os dias turbulentos, agitadas formas estranhas, as mínimas manifestações dos dias de calmaria, pinta a Lua grandiosa e algumas partes encobertas, nuvens melindrosas...
Pinta os mistérios, o dia principiando, continua pintando a tela, corpo vazio, corpo nu, pinta o Romantismo, o Realismo, o Impressionismo, o Expressionismo.
Seus olhos brilham, ele renasce. Triste artista, pinta suas lamúrias, continua pintando...
Pinta o calor do Sol aquecendo sua alma, o canto das cigarras, o som das matas, o cheiro do mato molhado.
Artista insaciável devora sua tela, pinta mais e mais...
Pinta estradas desconhecidas, procura desbravar novos caminhos; pinta o instrumento silencioso do cantador, o olhar apaixonado do homem comum, o som estridente da alegria das crianças e suas lúdicas fantasias.
A tela é corpo cansado...
Precisa adormecer, é corpo exaurido, corpo nu.
Nos pés descalços.
Mais e mais pinturas, pinta cada pedaço.
Não és mais tela em branco, és tela habitada de entretons
Colorido impossível de imprimir...
Pela manhã, a mulher matizada, renasce tatuada de beleza.
A arte e as marcas da pintura estão encravadas em seu corpo.
Pureza e contentamento.
Depois de pintar tão belo quadro,
O artista de olhos desconexos apenas observa.
Contempla seu ofício, admira e se orgulha...
Sua obra, tela corada, é corpo marcado de encanto.
Quadro harmonioso...
Pintura sutilmente traçada pelas mãos do artista.
Pelos dedos pincéis
Ele continua examinando o corpo nu vestido de beleza. Artista, apaixonado pela sua criação
Se entrega à paixão e ama delicadamente sua mais recente obra-prima.
Tentando criar uma inusitada obra de arte, o artista olha o corpo nu.
O corpo é tela em branco, onde produz graciosos afrescos, cria em pensamentos eminentes cordilheiras, revela traços nos seios da amada, imponentes picos.
Nas curvas do corpo nu desenha as estradas que ainda não percorreu. Observa seu quadro inacabado, são pequenos rascunhos.
Produz esboços de divertidas nuvens de algodão disfarçadas entre as estrias do corpo nu. Acima do coração eterniza os momentos que foram bons.
Com a ponta dos dedos cheios de tinta, observa o painel, enxerga o contorno de um corpo, continua compondo a pintura, pinta a beleza em movimento e a tempestade afável sem vento, os dias turbulentos, agitadas formas estranhas, as mínimas manifestações dos dias de calmaria, pinta a Lua grandiosa e algumas partes encobertas, nuvens melindrosas...
Pinta os mistérios, o dia principiando, continua pintando a tela, corpo vazio, corpo nu, pinta o Romantismo, o Realismo, o Impressionismo, o Expressionismo.
Seus olhos brilham, ele renasce. Triste artista, pinta suas lamúrias, continua pintando...
Pinta o calor do Sol aquecendo sua alma, o canto das cigarras, o som das matas, o cheiro do mato molhado.
Artista insaciável devora sua tela, pinta mais e mais...
Pinta estradas desconhecidas, procura desbravar novos caminhos; pinta o instrumento silencioso do cantador, o olhar apaixonado do homem comum, o som estridente da alegria das crianças e suas lúdicas fantasias.
A tela é corpo cansado...
Precisa adormecer, é corpo exaurido, corpo nu.
Nos pés descalços.
Mais e mais pinturas, pinta cada pedaço.
Não és mais tela em branco, és tela habitada de entretons
Colorido impossível de imprimir...
Pela manhã, a mulher matizada, renasce tatuada de beleza.
A arte e as marcas da pintura estão encravadas em seu corpo.
Pureza e contentamento.
Depois de pintar tão belo quadro,
O artista de olhos desconexos apenas observa.
Contempla seu ofício, admira e se orgulha...
Sua obra, tela corada, é corpo marcado de encanto.
Quadro harmonioso...
Pintura sutilmente traçada pelas mãos do artista.
Pelos dedos pincéis
Ele continua examinando o corpo nu vestido de beleza. Artista, apaixonado pela sua criação
Se entrega à paixão e ama delicadamente sua mais recente obra-prima.
306
2
paola_
círculo
sinto falta
do desejo
do desejoso
de ser desejada
cometer falhas
no decorrer da estrada
convergir
pra um mesmo existir
e depois
de alcançar o pico
como se nunca tivesse existido
em queda livre
ali estarei
me desfazendo
daquilo que nunca tive
alcanço o chão
com o pedaço do outro
tento encaixar no vão
não há solução
olho pro meu bolso
está cheio de pedaços
dos mais variados formatos
são apenas fardos
que teimo em carregar
pra onde quer que eu vá
do desejo
do desejoso
de ser desejada
cometer falhas
no decorrer da estrada
convergir
pra um mesmo existir
e depois
de alcançar o pico
como se nunca tivesse existido
em queda livre
ali estarei
me desfazendo
daquilo que nunca tive
alcanço o chão
com o pedaço do outro
tento encaixar no vão
não há solução
olho pro meu bolso
está cheio de pedaços
dos mais variados formatos
são apenas fardos
que teimo em carregar
pra onde quer que eu vá
359
2
yuri petrilli
ambíguo
não tens resposta e não teces proposta
em poema. lamentas, mas lamentos
são cansativos e cansar desgosta.
já não te alevantas contra os momentos.
a poesia esvaziou-se toda.
a poesia não tem mais poesia.
na superfície pensas: "que se foda,
é isto", mas, de fato, sob a névoa fria
e espessa que paira sobre teus olhos
(e que te impele a escrever de tal modo,
alheio e amargurado, como agora)
cativas a luminescência entre espólios.
és vela opaca sobre um mundo todo.
e és o próprio pavio que te devora.
em poema. lamentas, mas lamentos
são cansativos e cansar desgosta.
já não te alevantas contra os momentos.
a poesia esvaziou-se toda.
a poesia não tem mais poesia.
na superfície pensas: "que se foda,
é isto", mas, de fato, sob a névoa fria
e espessa que paira sobre teus olhos
(e que te impele a escrever de tal modo,
alheio e amargurado, como agora)
cativas a luminescência entre espólios.
és vela opaca sobre um mundo todo.
e és o próprio pavio que te devora.
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2
Nadia Celestina Bagatoli
NUNCA PARE
" Nunca pare de sonhar...
Pois um dia os seus sonhos vão
cansar de ser ilusões,
e passarão ser realidade."
P.G, 17 de agosto de 2012. Sexta-feira.
AUTORA: NADIA CELESTINA BAGATOLI.
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
Pois um dia os seus sonhos vão
cansar de ser ilusões,
e passarão ser realidade."
P.G, 17 de agosto de 2012. Sexta-feira.
AUTORA: NADIA CELESTINA BAGATOLI.
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
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2
Diego Pereira Rodrigues
Vida humana
Quiçá, miraculosa desventura
quiçá desnecessária se tornasse
sejais de todo um contentamento
que dos acertos, muitos nos falhasse
Em nós fulgura, brilho, cor sem nome
Primordial pendor de crueldade
A dor que abre os olhos, apunhala
nos modifica e trai fragilidade
Quiçá, miraculoso sofrimento
quiçá não fosses tu tão relevante
Sejais em nós uma forte consciência
Reformulando a alma navegante
Em nós, de preto e branco, sem beleza
Primordial sabor da humanidade
Sem brilho nos ensina enquanto vivos
defeitos mil, da vil realidade
Irrevogável ponto em comum
Sinônimo de humano, sua sorte
Persegue-nos noturna e diariamente
Persegue-nos de perto a nossa morte
Sinônimo da mui fragilidade
pra muitos, fonte de terror e mal
Não há, pra esses, fonte de sentido
Como não há na morte de um animal
Se os problemas todos nos perseguem
E traem nossa irrealidade
De mil necessidades, todas vem
nos coroar de vil humanidade
quiçá desnecessária se tornasse
sejais de todo um contentamento
que dos acertos, muitos nos falhasse
Em nós fulgura, brilho, cor sem nome
Primordial pendor de crueldade
A dor que abre os olhos, apunhala
nos modifica e trai fragilidade
Quiçá, miraculoso sofrimento
quiçá não fosses tu tão relevante
Sejais em nós uma forte consciência
Reformulando a alma navegante
Em nós, de preto e branco, sem beleza
Primordial sabor da humanidade
Sem brilho nos ensina enquanto vivos
defeitos mil, da vil realidade
Irrevogável ponto em comum
Sinônimo de humano, sua sorte
Persegue-nos noturna e diariamente
Persegue-nos de perto a nossa morte
Sinônimo da mui fragilidade
pra muitos, fonte de terror e mal
Não há, pra esses, fonte de sentido
Como não há na morte de um animal
Se os problemas todos nos perseguem
E traem nossa irrealidade
De mil necessidades, todas vem
nos coroar de vil humanidade
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2
Honoré DuCasse
Sem Rosto
Era uma vez um sorriso sem rosto
De olhar assustado
Atrás de uma máscara
Triste e calado
São os tempos do contratempo
Que nos tiraram o tempo
Num mundo desumanizado
Estranho,
Preso no seu tempo
Ausente no pensamento
Desconfiado,
Que olha para dentro,
Deixando o abraço em confinamento
Os dias ao acaso,
E a morte sem lamento
553
2
CORASSIS
Dormir

Vou dormir,sem desejo ainda
Tempestades na minha mente
Padecem meu juízo demente
A dor angustiante infinda
Pelo insano e grande cansaço.
Vida tirana se faz de estimação
Interrompe a pouca animação
Sem guarida, a vida nega o abraço
O calor humano inexistente
Preciso dormir e pretendo
Deixar assim a dor impotente
Incertezas nesta trajetória
Apenas sei, quem atira pedras
Tem uma estrada sem vitória
237
2
ednaide gomes de paiva
DESEJO
DESEJO
Gosto do seu jeito,
Perco-me nele e gosto de gostar,
Sinto como se fosse antigo,
Como num paraíso proibido.
Olho-te todos os dias,
Sem cansar e sem te dizer,
Medo?
Talvez...
E no meu profundo desejo,
Prendo-me na verdade,
De querer-te amar...
Sentir seus braços a me abarcar.
Depois percebo o real,
O inevitável vem me lembrar,
Existem valores...
Prendem a sua distância de mim.
Não quero chorar, nem perder,
Insisto no direito de ter,
Um momento se quer,
De prazer...
Eu nos teus braços,
Você a me agasalhar,
E em loucuras vamos se doar,
Numa infinita vontade de ficar.
Gosto do seu jeito,
Perco-me nele e gosto de gostar,
Sinto como se fosse antigo,
Como num paraíso proibido.
Olho-te todos os dias,
Sem cansar e sem te dizer,
Medo?
Talvez...
E no meu profundo desejo,
Prendo-me na verdade,
De querer-te amar...
Sentir seus braços a me abarcar.
Depois percebo o real,
O inevitável vem me lembrar,
Existem valores...
Prendem a sua distância de mim.
Não quero chorar, nem perder,
Insisto no direito de ter,
Um momento se quer,
De prazer...
Eu nos teus braços,
Você a me agasalhar,
E em loucuras vamos se doar,
Numa infinita vontade de ficar.
341
2
1
A poesia de JRUnder
Prólogos e epílogos
Então ouvi um pedido:
Fale-nos sobre o amor!
Entreguei-lhe assim uma folha em branco.
- Aqui está, respondi.
Ninguém melhor do que quem amou, pode escrever sobre o como e o quanto amou.
Cada amor é único, assim como cada amante o é.
Cada paixão carrega suas próprias razões e seu próprio alimento.
Cada vida tem o seu tempo e escreve a sua história, única que é.
Cada autor escolhe seu tema.
Os prólogos não tornam previsíveis os epílogos.
645
2
A poesia de JRUnder
Divã
Olhar perdido no nada, apenas poeira no ar.
Retas e curvas da estrada, tudo ficou para trás...
Ontem parece distante, tanto quanto o amanhã,
Não se define o horizonte. É luz que se deita ao divã.
Pensamentos se avolumam, embaraçam-se na mente,
A dor é exclusividade. Pertence a quem a sente.
Só resta mesmo o caminho, que se cumpre a seguir.
Não se sabe do destino, de quem não tem pra onde ir.
A linha demarca a chegada. Apenas questão de sorte...
Alguns encerram a vida. Outros encontram a morte.
845
2
paola_
lembranças
Hoje peguei aquelas músicas que você me enviou
Dá aquela sensação de nostalgia
E assim se foram 4 anos
Engraçado!
É diferente ouvi-las
Depois de tanto tempo
E ainda gerar contentamento
Dá aquela sensação de nostalgia
E assim se foram 4 anos
Engraçado!
É diferente ouvi-las
Depois de tanto tempo
E ainda gerar contentamento
419
2
Ladybird
Casa da vó
O barulho da chuva
O cheiro do café
O bolo no forno
As crianças correndo
As risadas na cozinha
O cheiro do café
O bolo no forno
As crianças correndo
As risadas na cozinha
1 729
2
1
Helio Valim
Embuste pra todo lado
Nosso mundo tá falido...
Tem embuste pra todo lado...
Vive-se em crise com a verdade.
São tantos farsantes falando em catarse,
criando ruídos, ofuscando a sociedade.
Impostores atordoando a serenidade.
Entrou-se em colisão com a sanidade
de modo a absorver o fim da sinceridade,
mas nem os plácidos, ainda, suportam
essa perpétua falta de razão.
Os lhanos perderam espaço
para os argutos de plantão,
que vendem pontes, aos incautos,
quem sabe até Plutão.
Oferecem estereótipos pálidos
a uma imensidão de tolos cálidos
que os consomem crédulos,
sem qualquer dúvida, nada céticos...
Nosso mundo tá falido...
Tem embuste pra todo lado...
306
2
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