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Paola Carvalho

Paola Carvalho

Ditadura Militar

São 283 formas de torturas
Utilizadas incontáveis vezes, em incontáveis pessoas
Aquele que torturado foi, morto está, sua família nunca esquecerá
Aquele que torturado foi e vivo está, sua alma nunca reviverá  
O que há para celebrar!? 
Uma mulher grávida sendo torturada até vomitar? 
São tantos e tantos relatos, que não dá nem para acreditar.
Essa data, é história... Essa data é para recordarmos e lembrarmos, onde nunca desejaremos estarmos.

 

Novamente, não
Novamente, não

 

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Sofiarocha

Sofiarocha

DE VIAJE


Era una chica muy guapa

que por todo el mundo viajaba

y siempre donde se quedaba

en su pecho tal qual nido

nuevos comienzos se acomodaban.


Un dia llegando à Colombia

sus miedos se tranquilizarón

pues las gentes que encontró

en su nido se aterrizarón.


Miraba los cielos y las estrellas

Buscando a los que conocia

Pero también arriba de las nubes

Nuevos territórios se tecian


El aire era diferente.

Olía a nuevas aventuras.

Y de la hermosa y generosa tierra,

brotaban ofrendas aún por ella desconocidas.


“Té de Coca!” Le hablaron. “Tienes que probarlo.”

Y ella se sorprendió

pues de dónde venía

solo se conocían dos tipos de coca

la que es Cola y la que es Droga


Se rió de la cosa más tarde

Ya después de probar

La recordaba las hojas de laurel

Y la ayudó a energizar


Al sentirse bien decidió arriesgar

Pués que también le habian hablado

De unas hormigas culonas que tenía de probar

Se decian afrodisiacas

Y ella fué a descubrir ...

Tenian sabor de mantequilla de maní

con un toque de râncio, sí.

Pero nada de muy malo


Respiró hondo y cerró sus hojos

Los rayos del sol acariciaban su piel

Le recordando su família tan lejos

Ella queria darles a conocer estas cosas nuevas

Y así, para ellos,

Decidió hacer un video

Para que la pudieran ver y saber que estaba bien

Ellos lo vieron y concluyeron …

“Cariño tienes mismo que volver!

Porque te estás poniendo loca

Comiendo hormigas culonas y bebiendo Té de Coca!”


                                          Dedicado à minha querida amiga Eunice 

 

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shadowoftheworld

shadowoftheworld

Ficar no momento

Corro e me vejo flutuar
Agora sou o vento
Percebo que devo ficar
Ficar no momento
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dourado_th

dourado_th

1 Mês de Felicidade

Querida Duda Esser,

Eu sei que é clichê e que sou péssimo com palavras, mas este é um lembrete do quanto eu amo você, menina de porcelana!

Todos os meus atos são meras tentativas de te fazer enxergar através dos meus olhos e perceber o quanto você é bela, o quanto é amável, o quanto é incrível! Eu sou encantado por tudo o que faz, principalmente pela sua voz e pelo seu sorriso. Aaaa, o seu sorriso!

Obrigada por ser você mesmo em todos os momentos. Amo a sua autenticidade!

Agradeço muito a Deus por ter você ao meu lado. Hoje faz um mês que demos um passo importante (o mais feliz da minha vida) e espero que cresçamos juntos a cada dia!

Eu te amo bemm bastante. Mal posso esperar para te ter bem pertinho denovo! Estou com saudades ❤
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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

ONDE ESTÃO AS PALAVRAS?

Os meus dias vão morrendo

Na soidade das palavras

Que me faltam… remexendo

Há que tempo confinadas

Onde estão as palavras de ternura?

Que os meus amores me diziam

Às vezes, não com tanta frescura

E que agora me apeteciam

Preciso do toque delas

Revestidas de emoção

Dessa sensação que só elas,

Perto aquecem… meu coração

Estou receosa que se percam

Não tenham o mesmo sabor

Que vão continuar distantes

E aos meus olhos percam a cor

Até quando este vazio

Das palavras sempre em festa

Que acalentavam o frio

Até na casa cheia de frestas

05-03-2021 Maria Antonieta Matos
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marialuiza

marialuiza

parte do corpo

Me dói o peito, barriga e cabeça. E também dói algo a mais em mim, como se fosse parte do corpo o amor. Que com sua desconhecida anatomia, fica fragilizado, esfria. Dá direção aos outros órgãos e não se identifica com o cérebro ou coração. Esses deixa pedidos, com o funcionamento falho, aflitos. Escolhendo o estômago como intermediário e os olhos para fugir de conceitos abstratos, que pra um órgão sentimentalista são um fardo.
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

POEMA À MÃE

(Antologia ALMA LATINA 2021)

POEMA À MÃE – no seu Dia


Enquanto a vida nos mantiver juntos
Com longínquo horizonte por destino
Falaremos de todos os assuntos…
Sorrirei, porque ainda sou o teu menino.

Falaremos do nosso crescimento
E das vicissitudes desta vida,
Do tempo: da chuva, sol e do vento.
Oh mãe!... És sempre a nossa tão querida!

Meus olhos, sempre que olho para ti,
Felizes de não verem a tua idade,
só veem o teu rosto, se sorri,
Na procura da tua claridade.

Dizes-me que te custa, que não podes.
E eu penso que estás apenas cansada
Por tanto trabalhares, e não deves.
Oh mãe! Não me digas… não digas nada!

Fiquemos no silêncio e na alegria
De viver este amor de mãe e de filho,
E quando, Mãe… quando é o teu Dia,
Nasce nos meus olhos um novo brilho…

Mais um dia… e a vida a fugir, lá vai...
Ainda te dedico mais esta quadra,
Se és Mãe, agora, és também o Pai,
Que, de onde está, nos vigia, ama e guarda.

José António de Carvalho
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Resgate-me desta solidão

Sinto o vazio de tua falta,
quero-me entrelaçar nos teus braços.
Onde estás agora?
Resgate-me desta solidão!
É impossível te esquecer.
invade-me o sentimento
de não poder sentir-te, nem ver...
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Sergio Persi

Sergio Persi

Sociedade cruel

Sociedade onde quem têm dinheiro pra comprar uma loja cheia de iPhone, alega não ter dinheiro pra matar a fome de um homem.

Entre guerrear nas estrelas e outras tantas besteiras e asneiras, querem fazer o que é impossível, mas não se atentam em fazer o possível.

Gastem milhões em fuzis e bombas nucleares, pois a fome não mata os seus familiares. Aquele que alega um mundo melhor querer, é o primeiro a não ajudar à quem está na fila pra morrer.

Se você quer melhorar um mundo bárbaro, se torne um homem extraordinário. As suas atitudes podem até não mudar o planeta, mas elas mudarão os que estão a sua volta como cidadão.
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paola_

paola_

paixão

A cada novo momento penso que encontrei
Na escrita
Na linha
Na rua
Na tinta
E são paixões
Mas são tão breves
Simplesmente apagam
E pouco floresce
Parto para mais uma jornada
Mais uma paixão
Que dê alguma redenção
Já que vivo só de ilusão
Olho ao meu redor
E vejo cada um com sua paixão
Sinto inveja, não nego
Para alguns é tão fácil encontrar
E disso fazer seu lar
Quanto a mim
Sigo a vagar
Nesse vazio
Que me é tão familiar
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CORASSIS

CORASSIS

Para sermos menores



Para sermos menores



Hoje o invencível tornou-se ultimo colocado,

Hoje postura de combatente condecorado,

Juntou -se ao seu pais derrotado .


Para sermos maiores um palmo de uma criança

Hoje o mundo se desencorajou do amor, esperança

Onde há mais felicidade em receber uma grande herança


Amigo leitor, quero informar

Esta é uma antiga dor a analisar

Descarte um resumo pessimista, e voz a gritar


Hoje estou tatuando e sempre o coração a relembrar

Nadinha desta vida mesmo,que com sacrifício conquistei vou levar

Nem a platina valiosa implantada no joelho que me faz andar



Hoje seguirei pensando não o que pensam da minha presença.

Hoje a postura de prepotente, e que a muitos pervença

Penso apenas, se sou a Deus além de pó benquerença.









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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Parece que foi ontem.



Todo garboso, a cavalo montado,
Trajado a requinte e com todo glamour,
Por varias vielas, estreitas, serenas,
Ecoa seu canto, o trovador.

Moçoilas felizes debruçam às janelas,
Pra ver e ouvir tão ilustre cantor.
A dedicatória é toda pra elas,
Nas trovas que contam em rimas, o amor.

Ah! Velhos tempos, quanta saudade,
Da simplicidade, da paz em sonhar.
Das coisas pequenas, da vida amena,
Alegres serestas em noites de luar.

Havia beleza nos olhos atentos,
Havia paixão no jeito de falar,
Havia respeito, havia pureza,  
Havia romance bailando no ar.

Os anos passados, não vão mais voltar,
A vida tem pressa em se modificar.
Quem viu e viveu, levará na memória,
Os tempos se foram... Restou a história.
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

ASSIM MULHER

Dia Internacional da Mulher 2021

ASSIM MULHER

 
Há um bosque, uma selva
uma larga pradaria
nesse rio de alegria
nesse mar revolto
ou nas águas paradas
na mais perfeita harmonia.

Há um nascer de sol
uma brisa na manhã,
um dia a meio do dia
se a tarde é infinita,
ou a noite tão intensa
como subir a montanha
mais íngreme e imensa,
e relativiza qualquer dor
enquanto Mulher e Ser
de qualquer canto e cor.

Há um recuo, uma oscilação,
um pequeno avanço, um pulo,
um sair desfiando do casulo
no frémito de nova geração.

Há um mar sereno
no peito que foi rasgado
no âmago de quem crê
que o tempo é passado,
mas o tempo é presente
um presente com futuro 
que passará a reconhecer
a alma de SER MULHER.

José António de Carvalho, 07-março-2021
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p0arte

p0arte

Espelho

Vejo por trás do espelho 
Aquilo que nem o meu reflexo 
Consegue me mostrar 

@p0.art 

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joaquimms

joaquimms

Ausência

AMAR é não renunciar ao que está certo,
UNS desistem pois temerosos estremecem,
AOS desejos que sentem, de peito desperto,
OUTROS mais seguros e pensados acrescem.
PREZA mal quem de excesso nulo se alimenta,
O prazer devassando e alguém magoando,
TEU consorte iludindo por sede opulenta,
PRÓXIMO de ti somente a luz rareando.
O amor, através da claridade, ressurge,
SOL que revolve e pelo brilho as trevas cala,
TURVA-SE o degredo por onde a cor não urge,
NA paisagem mais clara descobre-se a alma:
SUA forma sem luxúrias nem receios,
AUSÊNCIA de ambições que ensombrem anseios.
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Heinrick

Heinrick

Talvez Infinitivos

Só porque eu sou sozinho
Não significa que sou triste
Não quer dizer que migalhe por atenção
Não é que precise da sua comoção

Mas como posso fazer essa colocação?
Um sentimento sem palavra pra conotação
Um sentimento, sentido sem sentido
É estranha essa sensação

Talvez eu seja bobo
E só isso.

Talvez amar não seja milagre, apenas um processo
Talvez eu tenha mil coisas pra dizer
Mas não quero que pareça que eu amo
Por isso economizei algum verso

Que dizia que eu queria te encontrar
Pra talvez a gente conversar, falar, trocar
Algum olhar
Se espiar fantasiar, começar
A se aproximar, dançar
A dança de amar

E mais uma infinidade de verbos infinitivos
Ou substantivos
Porque meu coração é feito de tinta
E até adjetivos
Porque eu sou bobo demais por causa isso
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

SÓ MAIS UM DIA

Coletânea LIVRO ABERTO (RVA) 2021

SÓ MAIS UM DIA

O sol parece que andou
como a ave quando esvoaça
mas se ninguém reparou
é só o dia que passa.

História que alguém narrou
de gente que muito abraça
se o sol parece que andou
mais outro dia que passa.

E se mais alguém pensou
que o caminho não é de ida
é alguém que se enganou
nas contas que fez à vida.

E se quem tanto hesitou
se o tempo é ameaça
é porque jamais amou
em cada dia que passa.

José António de Carvalho, 28-07-2019
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Helio Valim

Helio Valim

Alma parnasiana


Vos direi que sou parnasiano.
Ora direis, perdeste o senso!
Então, vos direi, no entanto,
que deves conter vosso espanto.

Se, à noite, com estrelas converso,
não há dúvidas sobre meu verso.
Meu estilo preservo, com objetividade,
mas não dispenso sensibilidades.

Direis agora: mas isto é Parnasianismo?
Então, vos direi: tenho alma parnasiana,
mas minha crítica é cotidiana.

Vos direi mais: prezo a construção formal
e o preciosismo vernacular tradicional.
No entanto, cultuo, de fato, a crítica social.


Tributo à Olavo Bilac, inspirado no poema “Ora (direis) ouvir estrelas!” da coleção de sonetos intitulada” Via Láctea”.
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maria_ana_guimaraes

maria_ana_guimaraes

REGRESSO

Uma vez expelida, esta voz,
que frenética em mim se alojou,
parasita do meu pensar,
suga-me o meu cerne.

Atordoada, já não giro em torno de nada.
Sou dispersa, sou bocados de mim.
Arrancados pela sua força sobre-humana.
Que insiste em ser hospedeiro em dias soalheiros, em dias negros.

Meus olhos vêem paisagens ondulantes,
que me fazem perder o equilíbrio.
esgotada de mim própria,
Exposta pela materialização da minha essência.

Escorre meu suor pela minha pele, fria.
Minha boca balbucia réstias do que escrevi.
minhas mãos tremem,
e num arrepio, desfalece num último suspiro.

Num respirar nauseante,
volto ao solo que abandonei.
Como se mudasse a sensação de tempo,
perco-me nesse limbo sufocante.

Meu corpo jaz ao som de uma marcha fúnebre,
minha mente não resiste mais.
Rendo-me, fico sem voz,
Pálida, esvaio-me em paz.

Regresso.
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Alexandre Rodrigues da Costa

Alexandre Rodrigues da Costa

O FIM DA HISTÓRIA

Caros amigos,
a história acabou.

O último que sair,
por favor, apague a luz.

Sim, sei, não
houve motim
e todas as ordens
foram seguidas à risca.

Mas é algo que não
dá para mudar.

A história acabou,
e ninguém furou
os próprios olhos
ou disse
“o resto é silêncio”.

Não, não há nenhuma
“waste land”
ou comédia
para alegrar os tolos.

Evitem fazer perguntas
tão maldosas.

As tvs continuam
ligadas. Então por que
o desespero?

Esqueceram, sim,
corpos
ao longo da praia.
Talvez quisessem
deixar algum sinal
ou enigma
para aqueles que nunca
passaram por aqui.

O latido dos cães
continua a incomodar?

Mas isso não é
nenhum enigma.
Há sempre alguém
que se distrai
com o latido de cães,
quando nada existe
para se escutar.

Cuidado, fizeram
um longo desvio à frente

e dizem que depois
da última curva
há um grande abismo.

Não, não e não.
Quantas vezes já disse:
não podemos olhar
para dentro dele.

Em breve chegaremos
lá, não no abismo, mas

depois dele, onde teremos
todo o tempo
do mundo e se acaso
nos cansarmos de fazer
nada, aí, sim,
poderemos ao menos
nos espancar
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Fayola Caucaia

Fayola Caucaia

SÁBADO COM CARA DE QUARTA-FEIRA

Tá chovendo muito em Salvador
Muito mesmo, chuvas intensas e já faz dias
Está chovendo desde o meu aniversário
Os dias estão tão brandos, que relaxa a alma
Parece que tudo vai melhorar
Tem menos pessoas nas ruas
O conforto da casa se torna mais presente
Quem não quer um cochilar?

Tá chovendo muito já faz uns 3 dias
Hoje é sábado, com cara de quarta-feira nublado
Os pingos do resto de chuva que acabou de passar
Caí sobre minha janela, constante, sereno e relaxante
Os pássaros cantam bem alto
Ainda estou na cama e consigo ouvi-los
Tão lindo, muito lindo
A favela aqui é imensidão
O canto do pássaro ecoa nessa vasta imensidão
Todos ouvem 
Um dia novo está raiando
Agora é 10:10
Estamos no caminho certo

Não tá mais chovendo agora
A água deu uma trégua
Restou apenas a gota, que persiste em cair 
Seu som relaxa, sua vontade de cair é inabalável 
Mas ela sabe o que faz
A hora, a gota e o pássaro vira sinfonia 
Queria muito descrever o som do pássaro 
É tão fofinho, tem som de alegria
O pássaro faz um esforço danado pra mostrar vida
Tão lindo, muito lindo 
Eu tô notando você

Hoje é sábado com cara de quarta-feira
Vou acordar para fazer o que deve ser feito
O dia precisa ser
+1dia
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

FECHA-SE A PORTA, ABRE-SE A JANELA

(Antologia QUARENTENA - CHIADO EDITORA)

FECHA-SE A PORTA, ABRE-SE A JANELA

Abandonados aos nadas da vida
A cumprir esta dura quarentena,
Dura forma de vida, enegrecida,
Que desfaz todo e qualquer preconceito.
E pensar se assim é que vale a pena
Ou se antes é que era bom, com efeito.


O caminho até aqui bem nos mostra
Que o Homem é como um outro ser qualquer…
E se for para viver como uma ostra
Ou pra andar aqui a dormir como um gato,
Qualquer dia desatino de facto,
Ou ainda terei alguém que mo vai dizer.


Mesmo estando nesta guerra escondidos,
Mas que o inimigo nos vê por inteiro,
Segue os nossos passos desprotegidos…
Oh minh’ alma exausta, exposta ó desgaste,
Nem calculas o susto que pregaste
P’la falta da luz do teu candeeiro.


Ainda assim vejo p'la minha janela
Que o sol, o mar e os campos estão aí,
Que sorriem como outrora. Mas ela,
Confinada, oh... que vida torturada!
Triste como leoa acorrentada,
Numa ténue esperança ainda sorri!

José António de Carvalho, 27-abril-2020
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Ana Scuro

Ana Scuro

Essência da poesia



A essência da poesia

Está nas rochas

No som que o mar revolto produz

No silêncio falante da natureza

Naquilo que só o coração sensível o suficiente consegue perceber.
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CORASSIS

CORASSIS

Bôemia


Queria ser mais um
Como os boêmios faceiros
Que não tinham tempo para morrer.
Não contavam o tempo da decadência

Ter uma inclinação
Para o amor
Eu,um ser mortal
Um tempo de amor, de inocência

Queria ser mais um
Como aqueles boêmios distantes
Que não tinham tempo para morrer
Beber, cantar toda poesia

Brindar o amor
Com a imortalidade
Beber o último cálice
Tinham a alegria como preferência

Que os tornavam embriagados de amor
E que mantinha acesa
A chama dessa razão e vivência

E por isso,
A morte não era real
Já que não se havia tempo
Existia alegria, amor sem malevolência

O amor era a essência da canção
Onde as noites eram mais belas
E a vida regada pelo romantismo
Tornava-se tênue.
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