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A poesia de JRUnder
Difícil perdão.
Quase que impossível!
Não sabia, até então,
O quanto que era difícil,
O verdadeiro perdão.
Que estrago fazem as mágoas,
Que chegam em aluvião.
Invadem a nossa calma,
Machucam o coração.
É dor perene, não cessa,
Não dá tréguas. Não tem jeito!
É cicatriz, é ferida!
Marca indelével no peito.
Por mais que tentemos, não passa.
Não conseguimos fazer
Essa dor que nos persegue
Sumir... Desaparecer.
O frio gume cortante,
Que nosso querer ultraja,
Foi forjado na bigorna,
Por quem mais se confiava.
813
2
jvgq_30
o fim do meu mundo
Eu abri a janela e olhei para fora.
A neve me chamava para o fim.
Contava cada passo,
cada pegada,
cada carta,
cada poema,
cada abraço,
cada sonho
e eu nunca achava onde eu tinha errado.
Toneladas de fumaça invadindo o meu pulmão e destruindo o meu corpo.
Acordo todo dia,
pensando se eu te perdi pra sempre ou se eu nunca te tive.
É a dúvida mais cruel e dolorosa que eu já tive.
Ninguém vai decifrar
o ódio
e a tristeza
que eu jogava em cada poema,
em cada carta,
em cada folha.
Era tão irreal para parecer real.
Agora eu entro no meu quarto e te escrevo as piores linhas
as linhas mais sentimentais
com o maior ressentimento do mundo.
Noites de sábado que viraram um inferno,
minha paz morreu
e meu espírito se diluiu no céu da solidão.
Eu não te amei pra sempre.
Eu não te amo
e nunca vou.
Só me conta como eu posso sumir?
Como eu paro de sentir essa dor?
Esse sentimento?
Os dias se repetem que nem um calendário.
Eu sinto a minha vida perder todo o sentido.
Mas eu fico calado
e não espero.
Não corro atrás
e nem tento.
Foi a pior luta da minha vida.
Agora, eu sento em um banco de terra
e olho pro horizonte
tentando achar inspiração
menos em você.
Eu acabei de jogar as nossas fotos (ou as suas?) no lago
e eu volto pra casa sangrando
e morrendo cada vez mais.
Eu transformei uma paisagem tão bela no pior inferno possível.
A dor é tão gigante
e você se foi
e continuou indo
sem olhar pra trás.
E eu congelei no tempo
e esperei
a neve me matar e me tirar esse sofrimento
pra sempre
pra sempre
pra sempre
pra sempre.
-j.v
A neve me chamava para o fim.
Contava cada passo,
cada pegada,
cada carta,
cada poema,
cada abraço,
cada sonho
e eu nunca achava onde eu tinha errado.
Toneladas de fumaça invadindo o meu pulmão e destruindo o meu corpo.
Acordo todo dia,
pensando se eu te perdi pra sempre ou se eu nunca te tive.
É a dúvida mais cruel e dolorosa que eu já tive.
Ninguém vai decifrar
o ódio
e a tristeza
que eu jogava em cada poema,
em cada carta,
em cada folha.
Era tão irreal para parecer real.
Agora eu entro no meu quarto e te escrevo as piores linhas
as linhas mais sentimentais
com o maior ressentimento do mundo.
Noites de sábado que viraram um inferno,
minha paz morreu
e meu espírito se diluiu no céu da solidão.
Eu não te amei pra sempre.
Eu não te amo
e nunca vou.
Só me conta como eu posso sumir?
Como eu paro de sentir essa dor?
Esse sentimento?
Os dias se repetem que nem um calendário.
Eu sinto a minha vida perder todo o sentido.
Mas eu fico calado
e não espero.
Não corro atrás
e nem tento.
Foi a pior luta da minha vida.
Agora, eu sento em um banco de terra
e olho pro horizonte
tentando achar inspiração
menos em você.
Eu acabei de jogar as nossas fotos (ou as suas?) no lago
e eu volto pra casa sangrando
e morrendo cada vez mais.
Eu transformei uma paisagem tão bela no pior inferno possível.
A dor é tão gigante
e você se foi
e continuou indo
sem olhar pra trás.
E eu congelei no tempo
e esperei
a neve me matar e me tirar esse sofrimento
pra sempre
pra sempre
pra sempre
pra sempre.
-j.v
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Gabriela Lages Veloso
Insight
Em uma segunda-feira qualquer, um dia nublado e cinza, me encontro em um grande engarrafamento. Entro na primeira rua que encontro. Um atalho. Aparentemente um lugar comum, com pessoas comuns. Entretanto, nunca me esquecerei daquele lugar, da sensação de despertar para a realidade que me cerca.
Era uma rua estreita, muito estreita, com uma infinidade de pequenas lojas por todos os lados. Além de uma feira, uma borracharia, casas e uma igreja, que se destacava no ambiente, por suas dimensões e aparência impecável. Quantas pessoas... tantas pessoas vão e vêm freneticamente, todas com pressa, com um aspecto de cansaço e com várias sacolas, tantas sacolas quanto lojas, em um lugar que sem dúvida enfrenta graves problemas.
Tantas mães em plena adolescência, carregando seus filhos, outras crianças, no meio da rua estreita. Tento seguir com o meu carro, desviando de outros carros, carroças, bicicletas, motos e pessoas. Lá vem um ônibus. Percebo que todos que antes ocupavam a estreita rua se dispersam, sobem nas calçadas, entram nas ruas transversais. Como é a minha primeira vez nesse lugar, imito a ação. O ônibus segue seu curso e mais uma vez a rua estreita é tomada.
Algumas pessoas estão sentadas em suas portas, menosprezando os problemas das outras, afinal elas sofrem muito mais. Vejo uma jovem bem magra, extremamente suja, sentada na calçada da rua estreita, em meio ao lixo e o esgoto que escorre a céu aberto, conferindo as moedas que ganhou dos motoristas que por ali passavam. Ela já desistiu de pedir ajuda para os pedestres cheios de sacolas, pois sempre que chegam ao ponto da calçada em que ela se encontra, lançam um olhar de indiferença e desprezo, e atravessam a rua estreita, afinal eles não podem sustentar o vício (fome) que ela tem, pois eles têm muitas contas a pagar.
Dobro a esquina para sair da rua estreita, e me deparo com um muro pichado com o nome de uma facção criminosa. Vejo mais moradores sentados em suas portas. Lembro de uma notícia em que moradores como aqueles, em um bairro como aquele, foram expulsos de suas casas por traficantes que dominavam o lugar. Percebo que os rostos dos moradores deste estreito bairro têm uma mistura de medo e conformismo. Essa “é a eterna contradição humana”.
VELOSO, Gabriela Lages. Crônica Insight. In: Coletânea de Contos e Crônicas - Vencedores do Prêmio Literário AMEI 2020. São Luís: Viegas Editora, 2021.
Era uma rua estreita, muito estreita, com uma infinidade de pequenas lojas por todos os lados. Além de uma feira, uma borracharia, casas e uma igreja, que se destacava no ambiente, por suas dimensões e aparência impecável. Quantas pessoas... tantas pessoas vão e vêm freneticamente, todas com pressa, com um aspecto de cansaço e com várias sacolas, tantas sacolas quanto lojas, em um lugar que sem dúvida enfrenta graves problemas.
Tantas mães em plena adolescência, carregando seus filhos, outras crianças, no meio da rua estreita. Tento seguir com o meu carro, desviando de outros carros, carroças, bicicletas, motos e pessoas. Lá vem um ônibus. Percebo que todos que antes ocupavam a estreita rua se dispersam, sobem nas calçadas, entram nas ruas transversais. Como é a minha primeira vez nesse lugar, imito a ação. O ônibus segue seu curso e mais uma vez a rua estreita é tomada.
Algumas pessoas estão sentadas em suas portas, menosprezando os problemas das outras, afinal elas sofrem muito mais. Vejo uma jovem bem magra, extremamente suja, sentada na calçada da rua estreita, em meio ao lixo e o esgoto que escorre a céu aberto, conferindo as moedas que ganhou dos motoristas que por ali passavam. Ela já desistiu de pedir ajuda para os pedestres cheios de sacolas, pois sempre que chegam ao ponto da calçada em que ela se encontra, lançam um olhar de indiferença e desprezo, e atravessam a rua estreita, afinal eles não podem sustentar o vício (fome) que ela tem, pois eles têm muitas contas a pagar.
Dobro a esquina para sair da rua estreita, e me deparo com um muro pichado com o nome de uma facção criminosa. Vejo mais moradores sentados em suas portas. Lembro de uma notícia em que moradores como aqueles, em um bairro como aquele, foram expulsos de suas casas por traficantes que dominavam o lugar. Percebo que os rostos dos moradores deste estreito bairro têm uma mistura de medo e conformismo. Essa “é a eterna contradição humana”.
VELOSO, Gabriela Lages. Crônica Insight. In: Coletânea de Contos e Crônicas - Vencedores do Prêmio Literário AMEI 2020. São Luís: Viegas Editora, 2021.
845
2
Flávio Gomes da Silva
MINHA DOCE MENINA
De tudo o que importa nessa vida
Sua lembrança em meu último suspiro
Minha Lua, doce Lua minha
Em sua estrada havia atalhos
Que Fizeram meus olhos caminharem em seus olhos
Quando você nasceu, morri
Minha vida esvaiu-se
Vi seu choro me abraçando
E o seu olhar me beijando.
E te abracei como nunca,
Te beijei como nunca, Lua Estrela!
Ah, quem me dera te ver correndo
A perder de vista encontrando a felicidade!
Quem me dera te ver correndo
Para os meus braços nesse mundo frágil…
Você foi minha guerreira imortal
A luta não foi em vão
Linda é sua coroa!
Fez-me ver o invisível
E era tanta luz a te envolver!
Nasceu para cumprir a eterna felicidade
Para banhar-me de luz
E eu estando morto, revivesse
Sempre te alcançarei minha menina
Até então te vejo de longe
Para te encontrar sempre
Sempre e sempre andaremos juntos…
*(em memória)
Sua lembrança em meu último suspiro
Minha Lua, doce Lua minha
Em sua estrada havia atalhos
Que Fizeram meus olhos caminharem em seus olhos
Quando você nasceu, morri
Minha vida esvaiu-se
Vi seu choro me abraçando
E o seu olhar me beijando.
E te abracei como nunca,
Te beijei como nunca, Lua Estrela!
Ah, quem me dera te ver correndo
A perder de vista encontrando a felicidade!
Quem me dera te ver correndo
Para os meus braços nesse mundo frágil…
Você foi minha guerreira imortal
A luta não foi em vão
Linda é sua coroa!
Fez-me ver o invisível
E era tanta luz a te envolver!
Nasceu para cumprir a eterna felicidade
Para banhar-me de luz
E eu estando morto, revivesse
Sempre te alcançarei minha menina
Até então te vejo de longe
Para te encontrar sempre
Sempre e sempre andaremos juntos…
*(em memória)
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2
Gabriela Lages Veloso
Anúncio
Extra! Extra! Vende-se uma casa
pegando fogo. Comporta bilhões
de moradores. Vista espetacular.
Desde que não se importe com o
ar levemente tóxico, as praias um
tanto impróprias para o banho, as
temperaturas um pouco desreguladas.
Meus caros, essa casa pegando fogo
é tão grande, tão rica, desde que não
se repare nos simples problemas, e
viva como se não houvesse amanhã.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Anúncio. In: Revista Sucuru, 31 jul. 2021.
pegando fogo. Comporta bilhões
de moradores. Vista espetacular.
Desde que não se importe com o
ar levemente tóxico, as praias um
tanto impróprias para o banho, as
temperaturas um pouco desreguladas.
Meus caros, essa casa pegando fogo
é tão grande, tão rica, desde que não
se repare nos simples problemas, e
viva como se não houvesse amanhã.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Anúncio. In: Revista Sucuru, 31 jul. 2021.
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2
A poesia de JRUnder
Sopra, vento...
A brisa que trouxe este dia
Serena, sopra devagar.
O tempo dos vendavais,
Agora ficou para trás.
Em mares calmos, tranquilos,
Seguimos em rumos diversos.
Ficou no porto, uma história de amor
E agora, o destino é incerto.
Sopra vento, faz ondas no mar,
Que querer, não é amar.
Sopra vento, vença a distância
E nos traga uma nova esperança.
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2
José António de Carvalho
TEMPO DE UM ABRAÇO
(Antologia PALAVRAS PARA A HISTÓRIA - Gerábriga - Associação Cultural)
TEMPO DE UM ABRAÇO
O teu olhar será sempre doce,
mesmo quando tapas os olhos
pensando que escondes a alma.
Mas leio-te profundamente
no intenso azul do mar.
E bebo palavras da tua boca,
saciando-me em enredos
de conquista dos teus lábios.
E devolvo-me ao sonho,
numa entrega voluntária,
atado nas cordas dos braços,
num abraço que dilui o tempo.
E permaneço…
Permanecemos,
abraçados
a sentir a leveza do vento.
José António de Carvalho, 17-maio-2021
TEMPO DE UM ABRAÇO
O teu olhar será sempre doce,
mesmo quando tapas os olhos
pensando que escondes a alma.
Mas leio-te profundamente
no intenso azul do mar.
E bebo palavras da tua boca,
saciando-me em enredos
de conquista dos teus lábios.
E devolvo-me ao sonho,
numa entrega voluntária,
atado nas cordas dos braços,
num abraço que dilui o tempo.
E permaneço…
Permanecemos,
abraçados
a sentir a leveza do vento.
José António de Carvalho, 17-maio-2021
229
2
Gabriela Lages Veloso
(Re)existência
Muitos são os vendavais
enfrentados, no decorrer da vida.
Exigências, desafios e
mudanças, por todos os lados.
Somos como ilhas no meio
disso tudo, aparentemente
isoladas, mas interdependentes.
Cada mínima mudança
de maré, afeta a todos nós.
No meio disso tudo,
como permanecer firme?
Às vezes, só é necessário
respirar fundo e observar
a sabedoria da natureza.
Como uma palmeira pode
suportar tempestades, furacões
e ciclones? E, mesmo tendo
todas as folhas arrancadas, como
as palmeiras permanecem de pé?
Todas essas questões podem
ser respondidas de forma
simples: raízes. As raízes das
palmeiras são tão profundas,
que nem mesmo os ventos
mais violentos as derrubam,
elas permanecem firmes.
Certo é que restam marcas,
cicatrizes do tempo, mas as
palmeiras resistem, ficam de pé.
Em vários momentos da vida,
enfrentamos crises, algumas
particulares, outras mundiais,
porém todas são vendavais,
que só podem ser vencidos
com equilíbrio e raízes
firmes: fé, família e amigos.
Contudo, não é porque algo
pode ser enfrentado e superado,
que deixará de ser difícil.
E, a questão é justamente
essa: aprender a viver
um dia de cada vez.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema (Re)existência. In: Revista Sucuru, Paraíba, 2021.
enfrentados, no decorrer da vida.
Exigências, desafios e
mudanças, por todos os lados.
Somos como ilhas no meio
disso tudo, aparentemente
isoladas, mas interdependentes.
Cada mínima mudança
de maré, afeta a todos nós.
No meio disso tudo,
como permanecer firme?
Às vezes, só é necessário
respirar fundo e observar
a sabedoria da natureza.
Como uma palmeira pode
suportar tempestades, furacões
e ciclones? E, mesmo tendo
todas as folhas arrancadas, como
as palmeiras permanecem de pé?
Todas essas questões podem
ser respondidas de forma
simples: raízes. As raízes das
palmeiras são tão profundas,
que nem mesmo os ventos
mais violentos as derrubam,
elas permanecem firmes.
Certo é que restam marcas,
cicatrizes do tempo, mas as
palmeiras resistem, ficam de pé.
Em vários momentos da vida,
enfrentamos crises, algumas
particulares, outras mundiais,
porém todas são vendavais,
que só podem ser vencidos
com equilíbrio e raízes
firmes: fé, família e amigos.
Contudo, não é porque algo
pode ser enfrentado e superado,
que deixará de ser difícil.
E, a questão é justamente
essa: aprender a viver
um dia de cada vez.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema (Re)existência. In: Revista Sucuru, Paraíba, 2021.
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mariah_marcela
Amor?
Amor? O que é o amor?
É se apaixonar por alguém que vai te machucar no final
É acreditar em amor á primeira vista
Mesmo sabendo que a beleza da pessoa, não define o que ela é
Amor é viver o resto da sua vida com a pessoa certa
Sabendo que um dia ele não vai mais estar lá
O amor machuca
Ele te trai ele mente
Ele é o amor
É se apaixonar por alguém que vai te machucar no final
É acreditar em amor á primeira vista
Mesmo sabendo que a beleza da pessoa, não define o que ela é
Amor é viver o resto da sua vida com a pessoa certa
Sabendo que um dia ele não vai mais estar lá
O amor machuca
Ele te trai ele mente
Ele é o amor
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CORASSIS
Eu sou
Eu sou hábito
Um habitat
A solução de quem escuta
A marcha solitária e certeira dos cavalos
Um afago, uma consequente cura
Que até tem misericórdia
Dos ratos do porão
Eu sou trato perfeito, a justiça
Em gotas temperadas de quem sabe esperar
Eu sou a paz
De todo aquele que permite abrandar !
Eu sou arte , até o terrível trovão
E sou a flecha que se desvia do alvo planejado
Eu sou árvore frondosa
A madeira do machado
Não permito o alvo da morte
Daqueles bem treinados
Que me ajudam a combater a dor
Tenho dó dos injustiçados!
Eu sou toda exatidão
Que aceita a imperfeição
Eu sou as dores do parto
Das mulheres queridas
E sou o fim das guerras
Que não preparei
Eu sou o metal da espada
Que espera não ser usada
Eu sol o sol
E a divindade da lua
Eu sou parceiro de toda felicidade
Eu não criei a maldade
Em minhas cercanias
Eu juro por mim ,
Um de muitos olhos
Julga pela lealdade
Para muitos que de meu nome
Fazem sua segurança
Eu sou a esperança
Amém .
Um habitat
A solução de quem escuta
A marcha solitária e certeira dos cavalos
Um afago, uma consequente cura
Que até tem misericórdia
Dos ratos do porão
Eu sou trato perfeito, a justiça
Em gotas temperadas de quem sabe esperar
Eu sou a paz
De todo aquele que permite abrandar !
Eu sou arte , até o terrível trovão
E sou a flecha que se desvia do alvo planejado
Eu sou árvore frondosa
A madeira do machado
Não permito o alvo da morte
Daqueles bem treinados
Que me ajudam a combater a dor
Tenho dó dos injustiçados!
Eu sou toda exatidão
Que aceita a imperfeição
Eu sou as dores do parto
Das mulheres queridas
E sou o fim das guerras
Que não preparei
Eu sou o metal da espada
Que espera não ser usada
Eu sol o sol
E a divindade da lua
Eu sou parceiro de toda felicidade
Eu não criei a maldade
Em minhas cercanias
Eu juro por mim ,
Um de muitos olhos
Julga pela lealdade
Para muitos que de meu nome
Fazem sua segurança
Eu sou a esperança
Amém .
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José António de Carvalho
A NOSSA ACRÓPOLE
(Antologia ÉVORA POESIA - ICE)
A NOSSA ACRÓPOLE
Sonho-te em bravos verões
Com aura celestial
Abrindo em par os portões.
Dos sinos dos carrilhões
Soam hinos a Portugal.
Património mundial,
História por ter nascido
Bem antes de Portugal,
E de forma bem plural
Nele tanto ter crescido.
Tão grande é a nobreza,
Um vulto da nossa história,
Tal é a sua riqueza
Onde passou a realeza,
E nós cantámo-la em glória.
José António de Carvalho, maio 2021
(Poema da minha participação na Coletânea "Évora Poesia" (agosto, 2021), numa iniciativa do Instituto Cultural de Évora)
A NOSSA ACRÓPOLE
Sonho-te em bravos verões
Com aura celestial
Abrindo em par os portões.
Dos sinos dos carrilhões
Soam hinos a Portugal.
Património mundial,
História por ter nascido
Bem antes de Portugal,
E de forma bem plural
Nele tanto ter crescido.
Tão grande é a nobreza,
Um vulto da nossa história,
Tal é a sua riqueza
Onde passou a realeza,
E nós cantámo-la em glória.
José António de Carvalho, maio 2021
(Poema da minha participação na Coletânea "Évora Poesia" (agosto, 2021), numa iniciativa do Instituto Cultural de Évora)
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emaiel
bicicletar
me sinto bobo por te amar, é estranho
quero andar lado a lado de bicicleta contigo, apesar de todo o perigo
quero te contemplar, te ver mulher, mas também menina
menina que se aconchega e diz ser minha
quero te presentear, dar algo monumental
por isso vou parcelar
te dou um beijo hoje
e um dia se forma esse mosaico - colossal
quero me afundar em ti, pressionar tua pele, me prender nas tuas cordas, não sabendo o que lá vou encontrar
certamente, alguma dor, mas nada que não possa suportar
por ti faço loucuras, inclusive amar
sou piegas, não escondo
e sendo assim, ao teu lado na ciclofaixa, viro o rosto para direita
um desgoverno, carros atabalhoados, odores confusos, tudo do que a vida é feita
entre o caos e a calmaria, olho para frente, uma curva se aproxima
nela, vou te ver melhor, vou pedir que desacelere e, talvez, tu me olhe e veja o meu sorriso que tanto pede
queria que isso fosse infinito, mas o sinal nos para, falo que o trânsito tá foda, mas eu nem acho
quero tirar palavras de ti apenas
talvez algumas delas sejam para mim
freio, vejo tuas costas, tua calça apertada
teu arquejo me infunde cores insinuantes
fujo desse erotismo para dar lugar ao que pensava antes
ao idílio, te ladeio, vejo claramente o que desejo
desejo ser essa brisa que alucina, que te tira, por um momento, de toda vida, a vida da direita, essa da anarquia que nos rodeia
desejo ser essa liberdade sentida, essa que contamina, que te torna deliquente de furar o sinal vermelho e o da minha vida.
ah, você, aí, arfando, com os cabelos revoltos, não sabe o prazer com que te ouço, ouço tuas exclamações, teus xingamentos aos motoristas imprudentes, teus 'olha a lua', 'olha o sol', 'olha o céu!', ah, olha a vida, meu amor
a vida me presenteou e não há final que seja triste, por que não um texto que não acabe? que não ponha dúvida na eternidade desse estupor que é o nosso amor?
e com uma rima tosca vou recomeçar o ciclo
sim, sem fim
até porque te amo, simples assim…
quero andar lado a lado de bicicleta contigo, apesar de todo o perigo
quero te contemplar, te ver mulher, mas também menina
menina que se aconchega e diz ser minha
quero te presentear, dar algo monumental
por isso vou parcelar
te dou um beijo hoje
e um dia se forma esse mosaico - colossal
quero me afundar em ti, pressionar tua pele, me prender nas tuas cordas, não sabendo o que lá vou encontrar
certamente, alguma dor, mas nada que não possa suportar
por ti faço loucuras, inclusive amar
sou piegas, não escondo
e sendo assim, ao teu lado na ciclofaixa, viro o rosto para direita
um desgoverno, carros atabalhoados, odores confusos, tudo do que a vida é feita
entre o caos e a calmaria, olho para frente, uma curva se aproxima
nela, vou te ver melhor, vou pedir que desacelere e, talvez, tu me olhe e veja o meu sorriso que tanto pede
queria que isso fosse infinito, mas o sinal nos para, falo que o trânsito tá foda, mas eu nem acho
quero tirar palavras de ti apenas
talvez algumas delas sejam para mim
freio, vejo tuas costas, tua calça apertada
teu arquejo me infunde cores insinuantes
fujo desse erotismo para dar lugar ao que pensava antes
ao idílio, te ladeio, vejo claramente o que desejo
desejo ser essa brisa que alucina, que te tira, por um momento, de toda vida, a vida da direita, essa da anarquia que nos rodeia
desejo ser essa liberdade sentida, essa que contamina, que te torna deliquente de furar o sinal vermelho e o da minha vida.
ah, você, aí, arfando, com os cabelos revoltos, não sabe o prazer com que te ouço, ouço tuas exclamações, teus xingamentos aos motoristas imprudentes, teus 'olha a lua', 'olha o sol', 'olha o céu!', ah, olha a vida, meu amor
a vida me presenteou e não há final que seja triste, por que não um texto que não acabe? que não ponha dúvida na eternidade desse estupor que é o nosso amor?
e com uma rima tosca vou recomeçar o ciclo
sim, sem fim
até porque te amo, simples assim…
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izasmin
Dupla
set. 19, 2021
Onde parei de crescer e oscilar?
Mil e um planos fazer e depois estagnar,
Sucumbindo aos prazeres sem pensar,
Não sei como voltar.
Após libertá-la, será caos?
Será equilíbrio?
Será o fim,
ou início?
Dupla, uma puritana
Outra, se apresenta sem cerimônia
Fugir ou se entregar?
Por hora, chorar.
Decepções continua a causar,
Rejeições aceitar,
Palavras ao ar,
Sou má?
Onde parei de crescer e oscilar?
Mil e um planos fazer e depois estagnar,
Sucumbindo aos prazeres sem pensar,
Não sei como voltar.
Após libertá-la, será caos?
Será equilíbrio?
Será o fim,
ou início?
Dupla, uma puritana
Outra, se apresenta sem cerimônia
Fugir ou se entregar?
Por hora, chorar.
Decepções continua a causar,
Rejeições aceitar,
Palavras ao ar,
Sou má?
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lAUS MÜLLER SWATCH
Carta ao amigo.
Caro amigo, lembro-me bem de quando nos conhecemos na fila da escola, de início confesso que não gostava de você por não te entender, mas depois percebi que compartilhávamos das mesmas ideias. Passou-se o tempo, e eu fui percebendo o quão identicos nós éramos, fomos ganhando um laço de irmandade gigantesco, e que eu achava que nunca iria ter fim... Só que chegou a vida adulta, e com ela muitas responsabilidades, hoje nem mais nos falamos. Nos cruzamos nas ruas e nem se que nos cumprimentamos, e sobre aquela bela amizade hoje só me restam lembranças... Isso me fez perceber que a vida é dura, caro amigo, e que amigos vem e vão embora da sua vida sem que seja perceptível...
82
2
samuelthorn
O SOM DO SILÊNCIO
Uns cresceram para a religião.
Outros cresceram apoiando
Totalmente a destruição
Outros cresceram apoiando a paz.
Já outros
Cresceram aceitando o tanto faz.
A dominação do mundo gira!
Na opinião de alguns
Enquanto outros são calados
Não tendo valor nenhum
Todos sabem da grande luta.
Que têm de enfrentar
Mas a maioria apoia
Aquele que deseja muito
A dor, o sofrimento e a violência
Só aumentar
A melhor forma de vencer.
E por meio do silêncio e da expressão
Passando a real realidade
Para pessoas, povos e nações.
Autor: SAMUEL THORN
Outros cresceram apoiando
Totalmente a destruição
Outros cresceram apoiando a paz.
Já outros
Cresceram aceitando o tanto faz.
A dominação do mundo gira!
Na opinião de alguns
Enquanto outros são calados
Não tendo valor nenhum
Todos sabem da grande luta.
Que têm de enfrentar
Mas a maioria apoia
Aquele que deseja muito
A dor, o sofrimento e a violência
Só aumentar
A melhor forma de vencer.
E por meio do silêncio e da expressão
Passando a real realidade
Para pessoas, povos e nações.
Autor: SAMUEL THORN
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Gabriela Lages Veloso
Selene
Sou parte do universo,
Mas não estou à deriva.
Sou atraída por uma força maior do que eu,
Maior do que a vida,
Maior do que tudo.
Sou feita de fases.
Metamorfose em curso.
Sou o reflexo da luz estrelar.
Espelho solar.
Sou o silêncio da noite.
Um silêncio que pulsa e grita.
Um silêncio que controla as marés.
Silêncio, luz e sombra.
***
Selene
Soy parte del universo,
Pero no estoy a la deriva.
Me siento atraído por una fuerza mayor que yo mismo,
más grande que la vida,
más grande que todo.
Estoy hecho de fases.
Metamorfosis en curso.
Soy el reflejo de la luz de las estrellas.
Espejo solar.
Soy el silencio de la noche.
Un silencio que grita.
Un silencio que controla las mareas.
Silencio, luz y sombra.
VELOSO, Gabriela Lages. Entre Letras, Rimas e Ilusiones: Sección 2/Edición 007 - Poesía Selene. Revista Interactiva Guarapodulce, Colômbia, 2021.
Mas não estou à deriva.
Sou atraída por uma força maior do que eu,
Maior do que a vida,
Maior do que tudo.
Sou feita de fases.
Metamorfose em curso.
Sou o reflexo da luz estrelar.
Espelho solar.
Sou o silêncio da noite.
Um silêncio que pulsa e grita.
Um silêncio que controla as marés.
Silêncio, luz e sombra.
***
Selene
Soy parte del universo,
Pero no estoy a la deriva.
Me siento atraído por una fuerza mayor que yo mismo,
más grande que la vida,
más grande que todo.
Estoy hecho de fases.
Metamorfosis en curso.
Soy el reflejo de la luz de las estrellas.
Espejo solar.
Soy el silencio de la noche.
Un silencio que grita.
Un silencio que controla las mareas.
Silencio, luz y sombra.
VELOSO, Gabriela Lages. Entre Letras, Rimas e Ilusiones: Sección 2/Edición 007 - Poesía Selene. Revista Interactiva Guarapodulce, Colômbia, 2021.
605
2
natalia nuno
onde me sei...
cada verso é a chave
da minha alegria
é como escutar uma melodia
é o resplendor da esperança
tudo o que ainda no meu sonho
cabe...
cada verso vem vestido de aroma
novo...
com a frescura do tomilho
a sensualidade da rosa
cada verso é um filho
que traz a força, que vive
e que ama
cada verso é a chama
é o recordar de tudo que amei
teu corpo despido
onde me sei...
natalia nuno
da minha alegria
é como escutar uma melodia
é o resplendor da esperança
tudo o que ainda no meu sonho
cabe...
cada verso vem vestido de aroma
novo...
com a frescura do tomilho
a sensualidade da rosa
cada verso é um filho
que traz a força, que vive
e que ama
cada verso é a chama
é o recordar de tudo que amei
teu corpo despido
onde me sei...
natalia nuno
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Nadia Celestina Bagatoli
CÉU AZUL..
Rio do Sul/Dia 05-Março-1997
_E era azul o céu, límpido.
Não um azul marinho, mas um azul
Claro, como o azul dentro da alma.
Um clarão beirando em coisas azuis._
_Assim, mesmo, clarão.
Clarão como a alma, não é calma,
a alma; pois era azul, luz do
amor e profundo, como o nosso
dia do encontro._
Autora: Nadia Celestina Bagatoli
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
_E era azul o céu, límpido.
Não um azul marinho, mas um azul
Claro, como o azul dentro da alma.
Um clarão beirando em coisas azuis._
_Assim, mesmo, clarão.
Clarão como a alma, não é calma,
a alma; pois era azul, luz do
amor e profundo, como o nosso
dia do encontro._
Autora: Nadia Celestina Bagatoli
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
183
2
mcegonha
Mais um dia
Nasceu a claridade em mais um dia para viver,
que aconteça o que tiver de acontecer.
Nada esperar para poder criar a letra palavra
na composição do texto que tudo vai mudar,
Todos somos sonho de em cada novo momento nos inovar,
chegou o hoje.
Mais um dia vai começar.
Nunca te peças o que não és, nunca te penses o que não podes ser,
Aqui começa sem começar
pequeno almoço, almoço com jantar.
Que estranha troca da letra sintonia na palavra,
contexto desigual
no entrar sem entrar.
Mais um dia acaba de começar.
A verdade é segundo, minuto e hora,
peço desculpa de a fazer esperar
minha cara amiga o sol acaba de raiar.
Céu azul, sol brilhante em novo dia acabado de plantar.
A causa cria o efeito,
a união faz a lei com que Deus nos criou.
Obrigado vida outro dia agora começou.
Dizendo sinceramente
sou espírito sou alma sem nunca poder saber o que sou.
Outro poema agora acabou.
Sendo que o outro novo dia ainda nem raiou.
7 113
2
1
José António de Carvalho
TU, MULHER…
(Coletânea - HORIZONTES DA POESIA XIV)
TU, MULHER…
És margem direita,
rio e foz,
estuário com voz,
corrente afoita.
És delírio e proeza,
corpo cinzelado
p’los dedos moldado,
princípio da natureza.
És fogo e estio,
balada inocente,
Sol brando poente,
vela de navio.
És noite e dia,
também, sol nascente,
ângulo de diamante
a refletir alegria.
Parabéns!…
É sempre teu dia!!!!
José António de Carvalho, 08-março-2022
TU, MULHER…
És margem direita,
rio e foz,
estuário com voz,
corrente afoita.
És delírio e proeza,
corpo cinzelado
p’los dedos moldado,
princípio da natureza.
És fogo e estio,
balada inocente,
Sol brando poente,
vela de navio.
És noite e dia,
também, sol nascente,
ângulo de diamante
a refletir alegria.
Parabéns!…
É sempre teu dia!!!!
José António de Carvalho, 08-março-2022
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2
2
José António de Carvalho
QUANTAS VEZES
(Antologia PALAVRAS PARA A HISTÓRIA - Gerábriga - Associação Cultural)
QUANTAS VEZES
Quantas vezes te disse,
vamos falar de nós.
Como se desconhecêssemos
porque é que a terra
tem de ser lavrada,
porque é que a rede do pescador
tem de ser remendada,
e as pontas dos fios
que se partem no tear
têm de ser unidas e atadas.
E nós sabemos que a casas,
que se fragilizam no tempo,
são reféns de nova visão
e de mãos sábias e recuperadoras.
E nós sabemos do desespero
de uma planta no seco verão,
é como se tivesse ferida aberta
a esvair-se de sangue
no seu depauperado coração.
José António de Carvalho, 13-setembro-2020
QUANTAS VEZES
Quantas vezes te disse,
vamos falar de nós.
Como se desconhecêssemos
porque é que a terra
tem de ser lavrada,
porque é que a rede do pescador
tem de ser remendada,
e as pontas dos fios
que se partem no tear
têm de ser unidas e atadas.
E nós sabemos que a casas,
que se fragilizam no tempo,
são reféns de nova visão
e de mãos sábias e recuperadoras.
E nós sabemos do desespero
de uma planta no seco verão,
é como se tivesse ferida aberta
a esvair-se de sangue
no seu depauperado coração.
José António de Carvalho, 13-setembro-2020
273
2
joaquim cesario de mello
ANALÓGICO
Sou analógico
e às vezes até mesmo
um tanto antiquado
Meu tempo é o dos ponteiros
dos relógios e das folhas
descartáveis dos calendários
por onde atravesso
com a mesma fome juvenil
a devorar fases e épocas
Meus brinquedos continuam
feitos de cordas e de madeiras
e dos alumínios das latas
de leite Ninho
e as minhas roupas
manchadas de oitis cheiram
a percevejos e ainda lagrimejo
as queimações das lacerdinhas
Sigo em frente
com olhares dos meus
vinte e poucos anos
vendo muros pichados de 68
nos outdoors coloridos
das butiques e dos boticários
Minhas revoluções e rebeliões
foram apenas não aceitar
virar os anos e fazer aniversários
Joaquim Cesário de Mello
e às vezes até mesmo
um tanto antiquado
Meu tempo é o dos ponteiros
dos relógios e das folhas
descartáveis dos calendários
por onde atravesso
com a mesma fome juvenil
a devorar fases e épocas
Meus brinquedos continuam
feitos de cordas e de madeiras
e dos alumínios das latas
de leite Ninho
e as minhas roupas
manchadas de oitis cheiram
a percevejos e ainda lagrimejo
as queimações das lacerdinhas
Sigo em frente
com olhares dos meus
vinte e poucos anos
vendo muros pichados de 68
nos outdoors coloridos
das butiques e dos boticários
Minhas revoluções e rebeliões
foram apenas não aceitar
virar os anos e fazer aniversários
Joaquim Cesário de Mello
233
2
1
H. Castro
A dúvida
O vício
O medo
O medo do vício
O vício no medo
O pensar já é raro
Queria mesmo é realizar meu desejo
Mas tenho medo.
Me falta coragem para pensar.
O medo
O medo do vício
O vício no medo
O pensar já é raro
Queria mesmo é realizar meu desejo
Mas tenho medo.
Me falta coragem para pensar.
377
2
Pedro Rodrigues de Menezes
a metamorfose do coração
lamento que o coração
não possa explodir
em catarse vibrante
na alegria encarnada
do sangue comum
e esteja inanimado
perante a surpresa
das origens aos termos
e por isso se cinja
à sua mera função
fisiológica e orgânica
de bomba cardíaca
expansiva metamorfose
que o tempo gelou
transformando
intumescendo
uma pedra sobre
outra pedra.
Pedro Rodrigues de Menezes, “a metamorfose do coração”)
399
2
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