Lista de Poemas
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Enide Santos
Flor
Foi ficando formosa
fabulosa
flor.
Feito
fantasia
fascinante
ficou.
Enide
Santos 01/05/14
José João Murtinheira Branco
LÁGRIMAS
No céu azul dos teus olhos, correm nuvens de tempestade
Nascidas
no coração em dor, sopradas pelo vento do momento
Lágrimas,
solidamente agrilhoadas aos ferros corroídos da saudade
Tardam
a apagar o fogo, que ateia a desilusão e incendeia o sentimento.
Lágrimas
que correm sem cadência, no leito do rio da demência
Num
percurso de escolhos, para além do nada, onde mora a eternidade
Desaguam
intempestivamente, no oceano insondável da existência
Onde
a vida tem danos, entre tantos enganos, na procura da felicidade.
Neste
oceano das dores, afoga essas lágrimas filhas da vida e da morte
Segura
o leme da tua nau, iça a vela da sabedoria e procura a tua sorte
Circunda
a orbe cintilante, onde o norte é distante e o vento não tem tino.
No
cimo da montanha do ocaso, condensa-se esse intangível desejo
Nos
raios entrelaçados, onde brilham as lágrimas de procura e ensejo
Cléia Mutti Fialho
STEFANY E O PROFESSOR DE BIOLOGIA Pt.1(conto erótico)
Jacqueline Batista
Morte
Ontem eu morri
Era uma morte anunciada
O dia despontara com nuvens
Negras no horizonte
Os gritos em forma de canto
Dos agourentos pássaros
Faziam se ouvir a distância
Cambaleei até o chão que
De tão frio me despertou
Ergui a face rumo às nesgas de sol
Na tentativa inútil
De sua clemência
Refiz os últimos momentos
As últimas horas
Engoli as lágrimas como
Amargo café da manhã
Contei histórias
Contei memórias
Apaguei as mágoas
Com a borracha da certeza
Não me arrependi de nada
As últimas horas encontraram-me
Despida no canto vazio da sala
Não havia bagagem para minha partida
Da mesma forma que cheguei um dia
Agora conscientemente partiria
Estranhamente alguns sons
Chegaram para minha despedida
O choro tantas vezes guardado
A gargalhada dos momentos leves
Os ritmos lentos, porém precisos
Da vida que quis ter
Vi se apagarem as luzes
E o corpo ora emprestado
Adormecido ao pé da cama
Sem cansaço ou tristeza
Ontem eu morri e
E nessas primeiras horas
Banhadas de róseos matizes
Milagrosamente renasci!
#daalmaparaaescrita
RITA FLOR
UMA PARÁBOLA NOS MOLDES PROFUNDAMENTE PERCEPTIVOS DE FRANZ KAFKA
RITA FLOR
AS PÁSCOAS...___ E O RITUAL DA VIDA ...ESQUECIDA...
RITA FLOR
A PEQUENA LUZ ___...ETERNA...
Samuel da Mata
ALDRAVA
Pressione-me, fazendo prevalecer o seu desejo
Sufoque a lucidez e use de artimanha atroz
Silencie minha boca com a doçura dos seus beijos
Ignore em sorrisos o admoestar de minha voz
Estique a mola ao limite de seu intento
Comprima a lucidez e escarneça da caução
Exacerbe na certeza de juras e sentimentos
E de súbito conheça os limites da razão
No esgarçar da confiança surge a ruptura
O abuso da certeza é o sepulcro da paixão
Nos braços da boa é que é se ceva a loucura
No abusar do amor é onde nasce a solidão
Cléia Mutti Fialho
ENVOLVE MEUS SENTIDOS (erótico)
Jacqueline Batista
Mulher...
É muito triste uma mulher sem brilho nos olhos
Sem o sorriso que brota na alma
E irradia por todo seu ser
Uma mulher precisa de leveza
De suavidade no seu caminhar
Precisa ter consciência de sua existência
Precisa acreditar na sua essência
Mulher é presente de Deus à Terra
É o diamante mais raro
É a flor mais bela
Mulher precisa vestir-se de doçura
Mesmo que os olhos chorem
É na sua alma que as lágrimas
São apenas água que cura
Que cicatriza as mágoas
Que purifica e edifica os sonhos
Mulher precisa de desejo
E sentir-se desejada
Mulher precisa amar-se primeiro
Para doar seu amor depois
E não a qualquer um,
Mas aquele que lhe faça sorrir
Sem motivo algum
Que é amigo, companheiro
Que faz seu corpo arrepiar-se por inteiro
Mulher que traz o sorriso na alma
Transforma tudo ao seu redor
Pois é equilíbrio e calma
RITA FLOR
DIVERSIDADE DIVINA
José João Murtinheira Branco
MENINO POETA
Menino poeta, de olhos cansados, escutando, os sons roucos das palavras sem nexo nesta escrita de loucos, deste poema corrido, onde a perseverança é nublada por pensamentos vestidos de negro, decantados na desilusão da espera e trajados em crepúsculos pálidos da incerteza. As frases dos teus poemas jazem vencidas caídas, varridas, para esse abismo profundo de solidão. E a sorte, essa, amarga e profana até na morte, cai em mergulho profundo, asfixiando-se por entre ais e lamentos numa mortalha lírica coberta por aromas de cedro e de rosa. Nada mais resta, apenas perpetua o barulho rasgado do silêncio dilacerado por sons imaginários, que bramindo corre no rio do pensamento, envolvendo lentamente a tua alma numa monotonia latente de escrita, sem fio de versos, sem espaços em escrita de prosa.
Poema escrito no luto, inspirado num tempo devoluto e sem sabor, de traje negro te venera, declamando estes versos à minha dor.
É uma tristeza sentida. É uma lágrima que cai.
É a
voz que já não fala. É o corpo dormente.
É a
amargura da vida. É a esperança que vai.
É a
pena que cala. É a fuga para a frente.
É a
agrura sentida. É uma luta sem sorte.
É a
tinta que goteja. É o tinteiro que cai.
É a
sina da vida. É a gadanha da morte.
É o
anjo que beija. É a alma que sai.
É o sono profundo do menino que cedeu.
É o
sonho sem mundo do poeta que morreu.
João
Murty
joao euzebio
UMA ROSA VERMELHA
VEM
TRAZ TAMBÉM
O SEU SORRISO
NESTA NOITE EU PRECISO
DO SEU OLHAR
POIS AS ESTRELAS QUE
NAVEGAM SOBRE O MAR
ARRASTARAM A LUA
DENTRO DA SAUDADE TUA
QUE EM MEU CORAÇÃO FICOU
FOI A ROSA QUE DESPETALOU
DEIXANDO APENAS OS ESPINHOS
SÃO VENTOS QUE POR ESTES CAMINHOS
ELA DESFOLHOU
VEM
QUERO VOCÊ EM MEUS BRAÇOS
FEITO NUVENS QUE PELO ESPAÇO
A LUA ESCONDEU
SEJA MINHA
QUE EU SEREI TEU
NESTE SONHOS LOUCOS
QUE AS LEMBRANÇAS
POR AI ESPALHOU
É MINHA ALMA QUERENDO FLUIR
SAIR DE DENTRO DO PEITO
FEITO CHUVAS DE VERÃO
SÃO APENAS EMOÇÕES
DESTE DESEJO
QUE EM BEIJOS
EU QUERO TRANSFORMAR
DEIXE APENAS QUE O MAR
TRAGA SUAS ONDAS
ENQUANTO OS ANJOS NOS SONDA
QUERENDO NOS JUNTAR
POIS VAMOS FORMAR ESTA CONSTELAÇÃO
NESTA EXPLOSÃO
DE SENTIMENTOS
DEIXE A CORRENTE DESTE VENTO
PASSAR
FORMAR UM RIO DE FANTASIA
POIS JÁ VAI AMANHECER O DIA
E EM TEUS BRAÇOS... QUERO SONHAR.
Paulo Jorge LG
Desencantos
Desencantos alados que me corroem,
Nas sombras fugidias desenhados,
Que busco incessantemente trazer,
À luz enamorada do luar trajado.
Desencantos finados que me arruinaram,
Nas trevas me deixaram enclausurado,
Desabrigado da chuva insolvente que cai,
Que não me deixa desassossegar.
Desencantos que mergulham-me fundo,
Sem sequer poder ou saber respirar,
Nas entranhas da terra que por mim,
Suspiram sem parar tão saudosas.
Desencantos do meu desencantamento,
Que me inebriaram de tanto enfastiamento,
No meu leito de prenúncio de má sorte,
Onde gizei o luto do meu inconformismo.
Lisboa, 25-8-2013
Alma e Gort
Amor secreto
|
EF
A colisão
Realidade e fantásia
Mar é marásia
[á=e, o
leitor é esperto
Espero não
ser descuberto!]
Transgressão
e seriedade
Condizentes
à idade
Partidas e
pousos
Crases e
agudos
Não que eu
ouso.
Largar meus
estudos
Páginas e
páginas
Sem
conteúdos
Rimas forçadas
(não foram
orçadas!)
Poesia
patética
Hiporcisia
poética
Quanta
banalidade!
Barata
sentimentalidade
Desculpas, mea
culpa, e...
de novo
realidade!
O elefante
na sala
As memórias
na mala
Memórias do
futuro,
emérito
E o do
pretérito,
Duro
Memória de
esquecimento
Sentiente
sem sentimento
Loucura,
tem cura
Realidade,
a real idade
Portas
fechadas
Facadas,
fachadas
Pensar,
lembrar, sentir
Sentir,
pensar, fugir
Você e eu
Bem e
agora,
e agora,
bem?
O que tem
lá fora?
A vivência
(ou será
conveniência?)
vai ajudar
a
sobreviver nossa convivência?
Quem quer
dobrar o estupor?
Tem que
passar até o torpor
Vai valer a
pena?
Tudo valerá
a pena,
Se nossa
alma for serena
Ricardo Cabús
Não Sei o Quanto de Mim Sou Mulher
Não Sei o Quanto de Mim Sou Mulher
(Cacos Inconexos)
Não sei o quanto de mim sou mulher
Se
na lágrima que deita calada
numa
manhã cinzenta
Se
na inconstância do desejo
que
nuveia a tristeza
Não
sei o quanto de mim sou mulher
Se
no querer- me livre
assim
como os outros
Se
no querer-me onipresente
assim
como Ele
Não
sei...
Sei
que de tanto gostar
carregá-lá
em mim
faz-me
feliz
Eunice Pimentel
Fala de chuva e gente
Meire Moreira
idade e maturidade
Viver mesmo é sentir o coração. E por quem ele bate.
Meire Moreira
jomadosado
lág(RIMAS)
Lágrimas de Mel
envoltas no P
do Papel
que me faz chorar
Sigo-me no teu olhar...
Lágrimas tão fartas
envoltas no E
do róseo Estojo
onde oculto estas cartas
Não quero que partas...
Lágrimas salgadas
envoltas no R
do Relógio Reluzente
que foi meu, teu presente
Sigo fiel nas tuas pegadas...
Lágrimas sem retorno
envoltas no D
do Desejo Despojado
por não ser mais amado
No teu coração, sonho acordado
O A sei que é de amar
Mas o O falhou... não te soube Ouvir
Mas espera... junto as lágrimas ao luar
P-E-R-D-Ã-O
Arrisco a palavra para só eu... me consolar
RITA FLOR
AS E ESTAS ESSÊNCIAS ( Onde não há ALZHEIMER !...)
Cléia Mutti Fialho
UNIFORME E HOMOGÊNEO (conto erótico)
RITA FLOR
A ARTE ? ___ABERTA E CERTA... ( O VASO SEM PAREDES...)
Cléia Mutti Fialho
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