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CORASSIS

CORASSIS

Sobreviver




Amor: primeiro e ultimo insano ato
Tanto faz se é belo ou triste o retrato
Este sentimento não é abstrato
Apenas o desejo justifica o fato

Temor : e que decepa o juizo desanimar
Em particulas partes sempre amar amar!
Não é bom ter ilusão, ou doce eterno degustar
Exemplos de amor do passado,  irão funcionar?

Pai e Mãe: viveram o amor tão bem!
Parabéns! para quem o vive também!
Viver: é o amor nunca aprisionar !

Percorrer, sempre a melhor aventura
Viver é sempre buscar pela grande ternura...
Mesmo não querendo de dores participar.
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CORASSIS

CORASSIS

Infinito



Tuas juras foram como onda sonoras
Foram passear sem rumo.
O eco consumiu tantas palavras sem juízo.
Desconjuras a propriedade acadêmica do meu amor!
E com tudo quase dito
Nada valeu para o infinito.
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Pedro Rodrigues de Menezes

Pedro Rodrigues de Menezes

um cometa chamado poesia

quero a poesia alta e superior
a que se eleve acima do corpo
capaz de transcender a lucidez
como se o sonho da montanha
fosse mais importante e nobre
que a própria subida à montanha
uma poesia que não obedeça
ao circadiano ritmo dos homens
uma poesia portanto sem o ritmo
perpendicular da língua no céu
cheio de uma tonalidade viva
que não seja o azul celeste
quero a poesia que incapacite
os homens ásperos da terra
incapazes da vigília letárgica
de um astro que os queime.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "um cometa chamado poesia")
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

CONJUNTO VARIANTE DA EXISTÊNCIA

Considero-me um ator novato com a carência de palco e platéia,
trazendo a cada ato executado um contexto de recentes ilusões.
E do pouco que sei desta vida apresento leigas lições,
numa atuação nobre de escárnio de um bufão privado a infelicidade.

E observo daqui, o findar de um dia no ócio de acontecimentos danosos
e no mesmo instante me levanto, a fim de abrir a janela sobre uma ação de repúdio
Apreciando a placidez da lua num reconforto d'alma,
onde a solidão decifra a materialidade em períodos modernos de vida.

Começo a olvidar os prelúdios da dor em meio as cicatrizes que o tempo evidencia,
Somente pago os meus tributos ao mecanismo que controla os meus passos;
apesar disto, ainda ando sendo cobrado pelos sonhos que idealizei sem conclusão alguma.

Sou o andarilho das intempéries que transpõe as incertezas,
Mas deixo ao céu deste momento efêmero a minha declaração final:
o prosseguimento da profissão dos meus dias, como um rito de bravura.

São Paulo - SP
05/02/2020.
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Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

ALMA SOTURNA

O sol se debruçou sobre meu rosto
Um brasido a crepitar em chamas
Refulgentes horas de desgosto
No coração chagado que te ama!

Alma Soturna... divinamente pura!
Abra-se em flores de míseras vaidades
Tateio sombras em cinzas de amargura
No pátio alucinante da imortalidade!

A espalhar-se em pétalas de luzes
Esses espinhos a enfeitar as cruzes
São asas paradas do meu desejo;

Desvairada e tonta ando a vagar...
Leves passos em nuvens a flutuar...
Quimera d’Alma em sangrentos beijos!

 

 

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CORASSIS

CORASSIS

Cada gosto



Conheço bem cada desgosto
o vinho barato também
que deixou de ser o santo oposto
satisfaz o paladar e serve de amém

Aleluia! o enorme mar é salgado
a população marinha dá proteção
perdão primeiro ao anjo soldado
o doce desta caminhada exceção

E na terra o sal dá tempero a vida
Lágrimas são atrizes divinas
adornam a eterna lista de petição

O vinho barato torna a vida colorida
já o caro vinho não alegra o coração indisposto
Deus meu, mê de o sal do mar, não amarga solidão
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CORASSIS

CORASSIS

Formiga



Meu território foi invadido

por centenas de pequenas
que passivamente passei a analisar
Friamente seus procederes .
De uma magnitude e ordem estilosa
Era o proceder ...
Melhor que o exímio exercito treinado .
Em silêncio prosseguiam uma atrás da outra,
soldados,trabalhando em conjunto
Mais de uma centenas de soldadinhos.
Não percebi preguiça, nem levemente em nenhuma delas .
Não descobri qual era o líder ...
Por tamanho silêncio que praticavam
Só o trabalho perfeito...
No que estavam propostas à realizar
Alimentar o restante de seu povo .
Achava eu, que gostavam muito mais de açúcar !
Mas presenciei tamanho engano !
A era industrial mudou também a estes soldados :
Gostam de arroz cru,
Biscoito salgado,
Chocolate em pó,
Restos de requeijão na colher .
Tão valentes, penetram em sacos plásticos fechados !
E a lei da sobrevivência que Deus também concede a estas .
Provérbios capitulo 6:6-8, realmente é como Salomão alistou sobre estes
a sua capacidade de agir há tempos  ...

Mas nem Salomão imaginaria isto :
-Danadas! invadiram um pote de rosca, até o momento
não entendo como! Onde havia um tesouro, biscoitos de leite
também não resistiram a tamanha gostosura .
Acredito são estrategistas , engenheiras , profissionais especialistas nas maiores dificuldades militares .
Mas trabalham em harmonia .
E não presenciei cansaço .
Por isso ao omisso, o ao candidato
Digo:
Vai ter com as formigas !


































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izasmin

izasmin

Um Latido Inteligente



Era o cachorro Tobias,
Não era um gato mas tinha sete vidas
De manhã, lia revistas
À noite, virava comentarista.


Ria de terra planistas, 
Possuía convicções futuristas,
Caráter culto e postura analítica,
É possível sentir o respirar niilista.


Cercado pelo conceito de cultura,
Comportava-se com formosura,
Conhecimento sem mensura,
A que deus cultua?


Telas que distribuem seu ser,
Entrega-lhe certo poder,
É de espanto seu saber,
Em textos, enriquecer.


Sobre as águas cibernéticas flutua.
Para adentrar, necessita-se de lupa.
Observa os andares na rua.
Sem mais desculpas.


Hipóteses de um país distópico e cínico.
Ligados a filósofos, raciocínios lógicos.
Anseios políticos, conselhos críticos.
Submerso nos mundos ideológicos.
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tonbrasil

tonbrasil

Canto

Em um canto
Na noite de sereno
Lindas canções margeiam
Rios imensos de esperança e sentimentos

A noite é fria
Mas não naquele canto

Uma melodia embala à noite
Nos recantos do brasil profundo
Um canto e um ponteio
Versos
Agasalhados numa casinha
Se diluem ao silêncio
Em um canto
O violeiro
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kronyer

kronyer

Senti

Bloqueio
de falarem por mim
estou cheio.
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rfurini

rfurini

QUANDO TE ODEIO!!

Tem dias como hoje, que quase te odeio,
Fico esperando de ti, um carinho, um olhar, um abraço que não vem.
Neste momento me questiono!
Porque insisto em nós!?
Porque me prender a algo, que parece não vai acontecer!?
De onde vem esse amor, que sinto por você!?
É quando essas perguntas todas ecoam em minha cabeça, que
Meu coração tranquilamente responde...
-Já está acontecendo...aceita!
- Não tenta entender...viva!!
Viva este sentimento, enquanto ele está vivo em você, é nele
Que você encontra seu sossego, é nele que sua alma descansa,
É nele que você se sente em casa, é nele que que seu coração quer ficar!
Se te odeio....é só por um breve momento de insensatez, um breve momento
Em que minha alma emburrece, mas logo cai em si e lembra...
O amor não se explica...sente-se, aceita-se ou não!
Neste momento, eu aceito, e em minha alma
E em minha memória, teu cheiro me alcança, e tudo fica bem de novo!
Já não te odeio mais!
E como num pedido de desculpas,
Meu coração une-se novamente ao teu, e minha alma sorri de novo,
Com a certeza de ter encontrado o caminho de volta, e
Espera ansiosa pelo próximo encontro, onde a certeza do aconchego
A estará esperando!!
 
Rfurini
Agost0/2020

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Patricia Oliveira

Patricia Oliveira

TERAPIA

Páginas arrancadas
Folhas amassadas
Um silêncio massacrante,
Horas inerte.
Em transe.
Olhar distante
Oscilação de pensamentos
Surtos constantes
Retorno,
Registro
E,
Mais um poema sendo escrito.
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1
Matheus Dantas

Matheus Dantas

A FRESTA NA JANELA

Numa delicadeza tênue é decomposta o reflexo que molda este prisma,
O qual me atormenta com os seus devaneios sitiado na sua crista.
Não conheço a procedência de quando ele eclode e me fenece,
Porém sei que estou contido em grilhões que me afasta de um escape breve.

Envolvo-me neste declive, ao qual despoja o sangue ferroso em minhas mãos.
Abandonando em descrédito,
A repartição contextual deste íntimo genioso;
Para incitar a divagação arbitrária deste momento que me rege.

Mas, cultivo a consciência de que este ímpeto advém das tormentas
Imergindo o estímulo existente a qual atrai a mortalha que feriu-me,
No qual surgiu o rompimento intolerante da perpetuidade.

Tornando-se uma alegoria oscilante da tristeza,
Onde debruço no levante desse pélago
- Sendo esta a imensidão de águas que habita a minh'alma rude.

São Paulo - SP
07/08/2020.
12 047
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Lagaz

Lagaz

Cultive sonhos

Cultive sonhos
desde sempre
alimente
e os enriqueça
Ao ponto da colheita

Transforme-se
e faça valer a pena
2 122
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Gabi Luna

Gabi Luna

a gata de mil patas

Uma gata de mil patas invadiu a minha sala. Estava tudo tão vazio e calmo que eu nem me preparei. Quando percebi, se alojava em minhas vestes, tomando o colo pra si, ou era eu quem aninhava no colo que era dela. Embalsamada em ternura, esquentei minhas mãos naquela pele e afundamos na companhia uma da outra. De vez em quando vinha uma inspiração. Ela, de seu universo interno, calmamente devolvia o novelo pra mim. Costuramos mundos caminhando noite a dentro. Virando latas, lambemos a poeira das estrelas de cada constelação. Percorremos horas, dias, meses, até que contar o tempo perdeu totalmente o sentido. Nos engalfinhamos também. Grunhidos incessantes cortavam a luz da lua nas horas de dedicação. Secretamos. Camufladas sob o lírio. A gata e eu nos fundimos formando um novo ser. Toda sorte de prole parimos. Depois ela partiu, eu também, mas nós nunca nos deixamos. Vivemos na intensidade das doses homeopáticas que nos preocupamos em servir a conta gotas, por consciência, do risco que corremos de sorver completamente uma a outra.


*****

“A gata de mil patas”, foi escrito por Gabriela Luna em 2018 e publicado no mesmo ano nas páginas de “Que o dedo atravesse a cidade, que o dedo perfure os matadouros”, livro artesanal criado em colaboração entre Palavra Sapata, Sapatão Ficção & Colaboratório.
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Tsunamidesaudade63

Tsunamidesaudade63

Carta pro céu, pra meus avós


Meu avô, minhas avozinhas,
quando Deus vos levou,
ainda eu era uma criança.
Muitos anos já passaram
e vocês estão bem vivos, na minha mente.
Lembro tão bem,
como se o tempo não tivesse passado,
Está bem guardado na minha memória
o vosso rostro já cansado,
pela fadiga do trabalho,
e tambem pela vossa idade,
E em cada uma das minhas partidas,
havia sempre uma despedida triste.
cada um de vocês me olhava, me abraçava,
desses seus tistes olhos saiam lágrimas salgadas,
imagem essa, por mim continua bem guardada,
Lá em cima no céu,
como era cá em baixo na terra,
vos amo, meus queridos avós...

Luzern, 26.07.2018, Joao Neves...
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Nadia Celestina Bagatoli

Nadia Celestina Bagatoli

SOLIDÃO!!!





Era uma noite fria.

Pela janela observava a lua.

As estrelas se confundiam

com seu nome.

Uma leve brisa tocava

o meu rosto.

Me lembrando dos nossos
 
loucos beijos...

Nosso amor havia ido embora,

há milhões anos luz daqui.

Agora só as lembranças restam

em meu coração.


 
Autoras:  (Thalía Bagatoli Weiland)
                (Nadia Celestina Bagatoli) 

 
Dia, 23 de abril de 2009. Quinta-feira. 

(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).

 
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Lagaz

Lagaz

Poema cretino

Poema cretino
esse que versa sobre o amor;

Porque não ama ninguém,
nem sabe ser amor.

Poesia mesquinha
essa que descortina o amor;

Porque não sabe amar, 
e o que amar.

Se querem rima,
dizem paixão; Melhor esquece-las,
são falsas;
jóias infelizes.

Não sei muito sobre o amor,
nem amar quem sou;
A fogueira que me aquece 
é passageira.

Poeta fingido,
esse que escreve sobre a dor;
"que finge tão completamente.
que chega a fingir que é dor..."


Pensando na pessoa de Fernando.
A quem devemos todos os créditos.

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Matheus Dantas

Matheus Dantas

EMBATE ACERCA DA SOLIDÃO

Estou numa plena exaustão,
No qual consome a resistência, que me idealizou nesta representação.
Onde a corrida pelo ouro,
Está dentre as questões materiais nesse cotidiano ruinoso.

Deixando-se levar na falsa sensação de regozijo,
Que severamente nos constitui.

Criando elementos viventes, sobre a evolução da frieza desenfreada
À partir das tendenciosas questões de interesses.
Que num compasso infeliz ultrapassa a essência única de cada ser
Com o intuito de conceber efeitos materialistas,
Em uma simplicidade tão singela.

Avistada nas faces esculpidas,
Perante, ao conjunto infindável de experiências.
Na qual designa os variados desfechos selados,
Pelas lições aprendidas.
Que se apresentam a fim de acarretar uma atribuição
O qual engradece os elementos envolvidos,
Nas suas execuções de experimentação.


Resumindo-se numa sobrevivência constante, sobre a normalidade
Envolvida em ideias irresolutas que tento defender,
Caracterizando o silêncio.
Visto que eu sou condicionado a ficar calado,
A fim de omitir aquilo que poderia expressar.
Fazendo disto, a solidão melancólica
Ao qual eternizo
Em meio aos alicerces daquilo que ainda possuo como essência.

São Paulo - SP
10/07/2020. 
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Lagaz

Lagaz

O Palhaço quando dorme

O palhaço em seu coração
Não carrega mais um sorriso
Não pinta mais o rosto
Não demostra a emoção

Quer apenas descanso

O Palhaço em seu lugar
Não está em paz
Não é mais belo
E tão forte
E chora quando ninguém vê

O Palhaço quando dorme
deita o corpo sobre a grama
Não é mais a criança 
Nem o adulto do amanhã

Quer apenas descanso
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Oãimad Aristeu

Oãimad Aristeu

ALÉM DISSO E DAQUILO

Uma flor
Vários galhos
Um rio
Vários caminhos
[...] O velho da vila
Crianças tolas
Se afogam no medo e
Se perdem no início

Um oceano
Vários marés
Um coração
Vários sentimentos

[...] À culpa é dela
Ouviu-se a voz do interior
Mais àquela..
Revela o que sinto

Um homem
Várias almas
Um universo
Vários vivos

[...] Só há hipócrita
Nas mais profundas sombras
Um lugar injusto
Descreve a injustiça dos habitantes.
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Oãimad Aristeu

Oãimad Aristeu

Cor

Cor

Assim como o verde esperançoso...
Levar-me para frente
O preto doloroso
Lembra-me os antecedentes

Cor

Espalhas alegria
No inverno ou verão
De noite ao dia
Descartas em mim a solidão

Esclareces o amor
Das luz a noite
Das pura sorte
Frio e calor...
459
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16alkaspoetry

16alkaspoetry

IRREMEDIÁVEL




IRREMEDIÁVEL

Quando
o corpo se vicia,
em indiferenças
a alma desanda...
Nada dá jeito:
remédio,
prece,
romaria...
nada bem....
quem diria,
a vida não anda...!
1 093
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gabicarnavale

gabicarnavale

AOS POETAS

O poeta é um bandeirante
Que desbrava o intelecto
Ele brinca com as palavras
Num jogo de afetos
Finge uma dor fingida
Sente o que não foi sentido
O poeta é feliz
E ao mesmo tempo um deprimido
Em sua rede de palavras
A arte se estrutura
O poeta é um artista
E uma errônea criatura
Escrever é eternizar-se
é futuro e passado
O poeta é atemporal
Ao infinito é lançado
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