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teka barreto

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Zé Mané

Seu mundo é do tamanho

de sua interpretação

Uma bala é uma bala

Que adoça

ou

Que mata

Uma bala será o que é...

Depende da intenção

Zé Mané

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Madalena_Daltro

Madalena_Daltro

Conto de Fada Fatigada entre a Cruz e a Espada

Conto de Fada Fatigada entre a Cruz e a Espada.

'Gosto
da Fada Sininho, da Barbie e da Bela Adormecida...
Gosto
de Nossa Senhora de Fátima, Assunção e Conceição Aparecida...

Mas sou da linhagem das Fionas
e minha devoção é de
Santa Joana D'Arc
e
São Nuno de Santa Maria...

Como os de Santo Expedito
meus pés estão no chão.
O alto da torre é para as
Rapunzel, Fátima e
Assunção
Preciso de precisão
porque a mim sobrou o fel...

O meu Castelo,
É um elo casto, de lenço, sem véu ao vento,
atravesse o pântano para entrar na festa...
Lá, um tonel aguarda ardente,
com água doce, e sal com mel...'

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teka barreto

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sãos os loucos...

Paradoxos...
O que seriam?
Eu sei muito bem o que são
são casos loucos...
por ter apenas razão
por isso transito nos meios
burlando as leis e as regras
escrachando em bom português
Os professores se riem
e criticam os tais poetas
que se apresentam
por meios subjacentes
a linguagem

poetas inteiros
se
complementam
nos vãos
Isso não rima!!!
Nem mesmo combina
Estrofes dizem mais que você

que
finge fazer poemas
e eu?

me divirto com tudo
que é tão absurdo
e
aparentemente
Real
Explico...
mais uma vez prá todos

paradoxos...
são todos vocês
assim mesmo como estão
cheios tal qual balão
repleto de gazes tóxicos

Vento dentro

rezando da boca prá fora
com toda a sua constrição

Saberes
no próprio vácuo
negando o vento
lá fora
eu não estou aqui
nem muito menos ali
mas envolta por todos
os meios
observando do centro
Que bom que você
compreendeu!!!
O paradoxo por fim
morreu
Por causa de minha
escrita
que não deixa rastro
nem tinta
a e r a s
que as eras
nem nunca foram
nem eu
nem você
Seremos

que bom que o fim
acabou
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teka barreto

teka barreto

Vida inteira


Eu tenho

A vida inteira para escrever poemas

que nem precisam ser lidos

mas escrever é fundamental

enquanto toco nas teclas

diminuo a velocidade

e os espaços em branco

ganham sentido

ninguém merece viver

sem ser preenchido


Não resisto aos impulsos

de alinhar no fim das contas

a cada linha acabada

seja lá qualquer assunto

que escolho enquanto

divago

me encho de vagos

pensamentos

e o que revelo

é um nada

comparado ao que nunca

escrevo


Eu vivo é mesmo

mas nas entrelinhas

Só poucos como você

compreendem o que não se mostra

poema nunca revela

o fim e para o que veio

escrevo mas é meu silêncio

quem fala por letras

que nunca escrevi

só pensei

que sim

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Não se enlouquece o Vento

Faz tempo que avento

Que amo com Tempo

Ele que gira por mim

Que abraçando sem hora

e demora

viro ELE dO avesso e

Corro com ele prá traz

Pondo o tempo na PAZ

Não se enlouquece o Vento

Ele já ISSO É

Rodopia...

Faz Tempo

Quem briga com tempo

Que AVENTO...

Se apaga no INSTANTE

Que se consome

Por DAR Voltas ATRÁS

De mim

Que por dentro

avento que amo o tempo

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Hei...

Você que é novo...

De tão AMOROSO...

TÃO BEM ME RENOVA

A ALMA...

AO SI... DOAR

AMAR AMAR E AMAR...

PARABÉNS POR SI BRILHAR!

VOCÊ É O PRESENTE

QUE O TODO NOS CONCEDEU.

TE ENVIO O MEU MAIS LINDO SORRISO...

SOU GRATA POR TÊ-LO PRESENTE

EM MEU CORAÇÃO

QUE SE ALEGROU NOVAMENTE


Teka Barreto





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A vida que me matava


Para viver a vida por ti aventada
Teria asas
Qual anjo que não se vê

EU SOU...
Você que me leva
Olhando o filme rodando
Fico eu manivelando...
Olhando
Focando zoom
Zunindo... Sentindo
A máquina in corporada
Como morada fechada em escuro
Para revelação dos fatos e fotos diarias

Assisto o que mesmo crio
E digo que isso é o que é
Agora já sei desde o princípio
Que o céu e a terra prometida
Não vem a mim...
Eu a carrego prá todo lado
Neste planeta criado Terra
De onde fui modelado e ganhei esta forma

Quem encontra...
Nella mesma... Se repousa
Por tempo que não tem tempo
Num espaço que não se ocupa
Numa cama que é só moldura

E como é bom...
Viver sem medo!
Fantasmas imaginários
Pesadelos e a fome...
Inanição...
Se matam com animação
É só soar diferente...
Como trombetas de Jericó
Que derrubam os véus que viraram muros
Devido a hipnose que a todos fascina
Ludibriando a VIDA que só se move contínua
Animando o brilhar suavemente
Em medida adequada e ai...
Não sobra nada para MATAR ou MORRER

E tudo vira alegria
Cordel que rima
E tudo orna
E o riso
É o sino
Da medida
Que espalha como palha
As sobras de muitos brilhantes
Que empoeiram o céu noturno
Com sementes de futuros mundos
Dos mais diversos imaginares concebíveis e cabíveis
Pois nada é vão sem semente latente

Compreendes AGORA
Já é hora de se encheres de ares renovados
Arejados... expirando...
Aspirando os sarcófagos embolorados
Queimando tudo o que encontra
Na pira que Midas
Ao mais leve toque
Virava ouro do mais nobre quilate

Nesta vida que passou
O circo era um hospício
E nunca ninguém notou

AGORA acabou...
A lona empoeirada
De tão surrada murchou

Aquilo que é nada são
Merece ser cremado para o sempre
Pois não era um Show que se apresente
Sabes a partir de hoje...
Quem era o palhaço. Pois não?
Tudo brilhou de dentro...
Apagando as tintas vernizes e as aparências
Então...
É hora de gargalhar
As próprias custas...
Rir-se de SI
Deixa sair sua graça

Deixa sair...
As amarras
Deixa exalar
Deixa queimar seus papeis investidos
E
Tudo vai sendo purificado
E o espaço adequado...
Surgirá... Lindo e amplo
E a vida vai te mostrar
O que vieste encenar
A sua real missão
Vai... Sobe no palco e atua
Assista-se de camarote
Projete na tela sua própria vida
Deleite-se com suas travessuras
Trapalhadas... Tombos e Conquistas
Você é o autor da história
Divirta-se... Com dores e amores
Até quando quiseres

Ria... Ria...
Rio contigo...
Vendo o show de variedades
Que me revelas e dirige
E todos inventam os mais variados Carlitos
Brilham por SI a luz da Ribalta
Enquanto caminham meio desajeitados
Pelas cenas cotidianas

E cada qual descobre seu ritmo
Gingando com propriedade
Falar?
Pra que^?
Só se for para poemar...
Articulando vocais que massageiam
O dentro cheio de ocos furos...
Que FLAUTAM sons divinos
Sem que se falte AR

Soar que abençoa
Soa soa...
Rindo-se sem mais chorar... por dores
Restrições... Pudores...

Rir de lagrimar
Que brotam águas SIm...
Leite ou mel

Rir de florar
Os cá com meus...
Seus botões...
De rosas, mimosas, crisântemos
regados de águas descorrentadas

Rir para SI e de SI
Criar cores... Flores... Amores...
Peixes...
Rir de fazer mar
Amar amar amar

Oceânico de tão cômico
Fazendo ondas por SI Brilhar
Lembrar-se e... Sorrir
Por simplesmente estar
Apaixonado por tudo enquanto
Nadando em alto mar

Amar
Há mar
Amais
HÁ MAIS...
É SEM COMEÇO
É SEM FIM
MAS PODE BRINCAR
DE...
A MORTE VEM TE PEGAR
KAKAKAKAKAKAKAKAKAKA
mANuELLa AlMaDa
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DEUS INSTANTÂNEO e MOMENTÂNEO

POETA


APARENTEMENTE

EM REPOUSO

fora do ar



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Odor das dores

E foi assim...

Ela finalmente soltou

que cheiro...

Que horror!!!


Eu ao ouvi-la

sorri...

O que ela não entendeu


Então pacientemente

Respondi...

É meu odor das dores

estou incinerando por dentro


Ela com olhos de espanto

quase caiu em prantos

Eu?

Agradeci e sai...

Por certo...

Ninguém aquilo merecia


Eu?

Fui queimar calada

O mais longe que eu podia

Fumaçando

meus horrores


Por fim ao cair da noite

Minha porta foi tocada

com três doces batidinhas


era ela...

Se achegando

e me presenteando

com sorrisos


Meio encabulada

me deu

um tecido com forma de braços


que me agarrei

e abracei-me

aquela blusa

Tão bonita e única

quanto ela


E ela...

Toda sem jeito

Se aproxima de meu corpo


Eu...

Apenas sinalizo e...

com um sorriso aviso...

AINDA ESTOU A INCINERAR

Melhor você se afastar


Ela acenou...

Me sorriu

e me falou com um doce olhar

compreendi

se precisar estou aqui


agradeci


eu...

Ainda estou...

queimando por dentro

minhas dores...

meus medos...

horrores...

sem medo de me acabar


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Parto natural



pois ia

a

poesia

saindo

do

vagar

sem

ras~gar

do

í

do

o

que

havia

d

e

v

i

r

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UM JEITO MEIO SEMI

O NOSSO AMAR

SÓ É UM MEIO

QUE FICA NO MEIO

Meio UM meio

UM jeito MEIO

De gerar O BELO A DOIS

Em meio graviTar

A GENTE ARRUMA

SEMPRE...

meio UM meio


DE ficar

COM CUIDADO

FUNDIR?

SÓ...


QUANDO CONFUNDIR

O MEIO


DAI...


VIRAMOS UM...

DOIS EM UM


MEIO MOLECULADO


ENCHE COM VENTO

SEMI DE NÓS


E O MEIO SOME...

COM NÓS

SOME DE NÓS

sem GRAVIDADE


explode-se

desfunde

de um jeito

ao meio

mas não

machuca

só abala e

extremece

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Apenas vão

Apesar dos quadradinhos...
me avoo...
Nada me DESASSOSSEGA...
Nem FECHADINHO...
ESCONDIDINHO...
NADA...
É...
APENAS VÃO !!!
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Interconectadas

virtualmente além

Ontem morri

Ri...

E acordei...

cadê você nem pergunto

logo mudo de assunto

Mudo com meu silêncio

mudo e muda você

por isso

minha noite é de dia

e sua noite nunca vem

vez em quando acertamos

e sibrilhamos

no contente

E voltamos para sempre

ao recomeço

que desconheço...

E você?

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teka barreto

Desertar


instável o meu momento

segure-me pela mão

não faça mais nada

nem ao menos fale

só quero sentir meu corpo


preciso da sua presença

e que estes olhos me vejam

não sei se estou só...

nem sei se estou mesmo aqui


é tão real o etéreo

tão surreal me imagino

que tenho o tamanho

que penso


mas não me diga nada

nem mesmo uma só palavra

apenas olhe para mim

sem julgar

minhas medidas ou

se estou proporcional


o grande

o enorme...

não é do lado de fora

é dentro desta minha cabeça

imagino que aconteça

com todo mundo

até com você


tem hora que fico só lá

mas quero também estar aqui

como agora


Sou do tamanho do mundo

tem hora

com um corpo cheio de mim

que é levíssimo quando pesado

e penso aventar de vez

de quando em quando

prá lá e prá cá

balançando

com qualquer sopro assoprado

imagina um espirro bem dado

me pegando de supetão?


corro riscos

você nem imagina...

não largue a minha mão

me amarra...

me agarra...

tenho medo...

dos pé de vento

não consigo virar

cata-vento


Tenho só hoje

o que agora sinto

ontem já não tive mais

tem hora que me confundo

por não saber onde me encontro

com minha cabeça no vácuo

que é lá

bem lá afora

do corpo fechado por dentro


estou como que

presa... Prensada

no espaço de um tempo

sem saber dos contra-tempos

nem que compasso seguir

tem sempre um atravessando


porque não ir mais adiante

do ré ou sigo em frente?

Enfrento muitos dilemas

não sei... quais notas tocar

do ré... mi... fa

vou parar

algo mi fará chorar

melhor eu sair daqui


Para onde?

Lá perto do SOL

junto DO LÁ do SI

Bem ao lado logo ali

bem depois... Depois

Mais a sua esquerda

A direita de onde estive

um pouco antes

sabe ali?

Isso é bem LÀ mesmo


já fui por ali e me encontrei

um dia

nem sei o que fazia eu...

se vou de novo...

outra vez?

vou... Posso ir

com o tempo seco irei

com chuva...

Aí já não sei se iria

difícil dizer ao certo

Mas não é um talvez

maior que cem mais cem

prefiro bom tempo sim

você também?

Eu sabia!

Mas vou

com algumas

restrições e


já nem sei mais em que dia

mas sei que faz muito tempo


quero saber não agora

depois...

e você?

onde você ficaria

se depois de agora

fosse só amanhã?

quem saberá dizer-me

te dirá um dia

mas me ouça com todas as letras

que virão a ser infalíveis

inteligíveis de tão bem codificadas

leia em particular

e eu te verei e chegarei

junto com você ao fim do

invisível poema mas...

parto logo em seguida

a qualquer momento da hora

quem sabe...

seria melhor agora ou

melhor seria

as quatorze e meia?

de antes de ontem


Segura a minha mão vai

me olha e não me larga

tenho medo de cair no vão

sem chão

do mundo que me gerou

a partir de coisa alguma

bem assim do nada


segura-me

me abraça

preciso sentir-me aqui

me solte com muito vagar

mas só quando

eu dormir que é bem depois de agora

e envolta por cobertas de lã

com fios tramados a mão

tecidos para todo o sempre


você saberá quando é

o determinado momento

exato

a hora sempre chega

sem atraso

bem devagar

quase nada

quase nunca

quando menos se espera

é hora

que espaciou fingindo que não viria

e pronto pousou

aqui bem no centro dentro

como é grande este lugar algum

de mim mesma

é bem aqui onde estou

neste ponto do tempo

e tão ermo

que deserto imenso

comigo ao centro

será que fico ou

deserto?

Parece...

Que não acabo!










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teka barreto

teka barreto

Fui

Penso que fui

Por isso voltei

Mas claramente

Eu sei...

Que nunca parti

Nem mesmo cheguei

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teka barreto

teka barreto

DesconstruçOM

Nunca fiz uma poesia

Só faço...

Desconstrução !!!

Crio apenas...

Oh!!!

Crio...

OM

Que em TI

Fomento

OM tem

AGORA

FAZ TEMPO

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teka barreto

DE CERTO

No palco da vida... Passo a passo e sem RASCUNHO ATUO.

Ao VIVO vivo meu roteiro...

ACRESCENTADO DE NOVAS FALAS...

NOVAS SEGUNDAS-FEIRAS


ANOS A FIO... CONFIO

E ME REVELO ATRIZ...

ARRANCO APLAUSOS ou VAIAS...

E RIO... SEMPRE POR DENTRO

ORA DESÁGUO

ORA DESERDO

E ME RECRIO DE CERTO

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Elian (Nane)

Elian (Nane)

SINA DE MÃE


Rasga teu ventre ensanguentado
Cuspindo a semente germinada
Entre amnióticos líquidos
Jorrados de tuas entranhas
Beija a cabeça coroada
Pelos dejetos abençoados
No instante supremo
Do teu grito lacerante
Aconchega em teus braços
Fazendo silenciar
O choro de estranheza
Do despejado de teu ventre
Sirva-lhe ainda quente
O néctar da vida
Da glândula em flor
Desabrochada em teus seios
Cortaram-lhe o cordão
E já não mais está em ti
Paristes teu filho
Mas não o teu destino
Proteja-o sob as tuas asas
Até quando puder
Mas quando aprender a voar
Entregue-o ao Criador
E reze...
(Nane-25/03/2015)

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teka barreto

teka barreto

D'alma vestida

Na janela
Some a parede
Na parede
De janela
Que inexiste forma
Sem parede aparente
Vejo o poema
No vão
Ninguém lê
Só eu vejo
Num pisco
Ele se mostra
Disfarçado
De espaço
De janela
De parede vazia
Daí...
Tenho que escrever
Só prá mostrar
Prá você
O poema d'alma vestida
de nova...
de noiva...
de anjo...
De corpo inexistente
E preenchido
De aparente nada
E que transpassa
Tudo que forma
E some até
Com parede
Bem ali
A minha frente
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teka barreto

DIA INTEIRO

Acordar e vir SER...

O vence DOR !

Trás na mão empunhada

a espada da ALEGRIA !

Que corta o mal e as DUVIDAS

Sem que se deixe DÍVIDAS

para toda a sua vida !


És SENHOR de uma fortuna

que em SI... Não se acumula

Por mais que does e DOARES

Nunca acabará em MENOS !

Pois vem dos ARES

Por DEUS SOPRADOS!

Apenas...

Si INSPIRE E

SEJAS COM ELE UM SÓ INTEIRO !!!


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Heloisa Melo

Heloisa Melo

Abraça-me

Abraça-me sem compromisso

Sem culpa , sem medo

Abraça-me sem pressa, sem jeito

Abraça-me bem forte , com riso

Abraça-me e me acalma

E me devolve a paz

Abraça-me e faz levitar

E deixa acontecer

Abraça-me e mira nos meus olhos

Verás o teu reflexo em mim

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teka barreto

PLAGIO

SOU PLáGIO DE MIM MESMA

DE TANDO QUE ME COPIO

EU INSISTO EM TOCAR

SEM COMPOR VERSOS NOVOS

VOU TER QUE ME PROCESSAR

POR DIREITOS DE AUTORIA


tEKa

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teka barreto

teka barreto

Quereres

Foi meio intenso

aquele dia a noite

ela sem medo

me dizia dela

Enquanto jorrava

em mim

toda a sua confusão

eu de mim

nada diria

ela era

e para sempre seria

a musa do meu

amor

bem dentro de mim

guardada

embalada suavemente

por um tum tum

ritimado

gostoso de se deixar...

Acalentar


então ela sorriu

e os olhos dela

brilharam

eu vi bem aqui

sentada em frente

ao computador

Vi por vias diretas

que penetram células

moléculas

paredes ou seja lá

o que for matéria


mentiras eu não as conto

eu apenas avento

o melhor sempre possível

chamem de encantamento

chamem do que quiser


Pois querer

tem tanto poder

que só os loucos

sabem domá-lo

do bem

do mal

do norte

ou do sul

tudo é um

jeito de amar

Que reconhece quem não


de certo...

está

errado...

virar o mundo do avesso

eu recomendo

passar

antes...

lavar e quarar

deixar o sol penetrar

mesmo em dia

de noite escura


e os racionais me diriam

és louca

e eu lhes responderia...

Como poucas

ousaram SER


Embora não tenham poemas

eles são o que são...

Apenas um sem querer

querendo virar

meu mundo

de ponta cabeça

prá cima

Tem vez

que confundo as rimas

e elas...

riem prá mim

piscam os olhos

cheios de vida

com todas as letras

e logo se calam

se juntam em formação

ficando a minha

disposição

e eu?

Perco sempre a razão

e morro de amor

por elas que voam em revoadas


me diriam

de novo...

Os sãos

a ralhar...

pois o que são só falha

e tudo neles...

repito... ralha

O sol

Só raia

de dia

e eu...

rio junto com as rimas


e eu pacientemente

responderia

Novamente...


O sol de noite

é mais um dia

que escureceu

suas vistas

feito um breu eclipsado

que apaga

a luz

dos muitos loucos

fingidos de sãos

E com toda razão


Valha me DEUS!!!

Como é triste...

ter sempre e sempre razão

Razão é algo esquisito

é sem querer

Ser demente...

que embota

e parasita...

paralisando toda uma vida


Ao ponto

do ponto final

se tornar

um mundo alheio

onde aponto

com o dedo

o fim

que te espera

reticente

entre parenteses

é onde vives

com toda a sua razão


acorda senhor

a corda rebentará

sem hora

de hora prá outra

você vai ter que

renovar

reticente AR


Sair desta casca e morrer

e isso será renascer

por SI parir-se inteiro

de dentro...

No centro

foste concebido

Por DEUS

que as entranhas

agora em SI mesmo

te gestam


És gravido do SI Brilhante

Amante que te

penetrou

seu gozo?

Ainda não ecoou

as dores são contraídas

Pelas posses

do irresistível

que negas

sem saber

sem querer

sem viver

ao certo


viver é tão plenamente

que fluímos de contente


não resistas

se queres viver

uma vida

livre de penas


é fácil...

é só...

É... SI soltar

Apenas!!!










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teka barreto

teka barreto

sonhar acordado

Nunca mais

esquecerei de inventar

o que não aconteceu

Nos SoNhOs

de dormir

Sem sono

Prá sonhar

de acordo

com que

seria


se

fosse

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