Lista de Poemas
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Antonio Aury
Quarta Carta ao Primo Waldir
manoelserrao1234
NA BASTA TER Q.I [Manoel Serrão]
Dali com Freud
Ou contra Kant,
Mas nunca sem
Da Vinci?
Para Picasso,
Dali há quem pinte!
Loks G. (Gilson Moreira)
Amiga
Amiga!
Cada partida tem um sabor,
a tua só determinou a dor.
Não há nada que me ampara,
nem o mundo que nos separa.
A tua chegada foi uma concorrência,
e a tua partida fez a diferença.
manoelserrao1234
FOXTROTE [Manoel Serrão]

Ainda andaremos ao léu sem mixórdias e retinas de esguelhas curiosas.
Ainda rumaremos de mãos entrelaçadas sob o sereno orvalho das madrugadas.
Ainda dançaremos a formosura dos quatros tempos de um foxtrote do Sinatra.
Toma nota ai?
Em banner, outdoor ou cartaz, pus em letras garrafais o amor no opúsculo do meu coração.
Agora silente vou falar com Deus.
Volto já!
rnb_roberto
CASTELO DE AREIA
brincavam na areia
da praia.
Tal como construtores
imaginavam erguer
um imponente
castelo
com torres e passagens.
O trabalho estava
quase pronto,
mas eis que uma
onda
pequenamente poderosa
reduziu-o
à espuma e areia.
As crianças, sorrindo
uma para a outra
tiveram juntas
a mesma ideia.
E começaram a construir
um novo castelo.
nietke
Este amor
Antonio Aury
O Tempo!
Os dias se passam,
Não querem apear
Ah! Este tempo que nos tira a sorte
Que nos traz a morte
E que vai nos levar!
Lasana Lukata
epifania
uma fúria suave de buganvílias oferecendo-se às calçadas
por entre as grades das casas pelas tardes de inverno
buganvílias de ramos arqueados e retos
e passa a menina enamorada
e o rapaz lhe põe um cacho no cabelo
passa outra menina e se fotografa ao lado delas
os meninos as levam ao pique-bandeira:
bandeira branca, lilás, salmão, alaranjada...
do alto a garça crepuscular, visão binocular
branca branca branca
da paisagem se alimenta.
tardes de inverno
por que logo hoje para fora das grades
esse único e reto ramo de buganvília vermelha
uma espada ensanguentada
que acabou de sair do meu peito?
Fernando Cartago
CADÊ VOCÊ?
Percebo na luz daquela Estrela um brilho forte, lembro me do teu sorriso.
Diversas vezes desejo na leve brisa o acolhimento do abraço teu. . .
Quero enxergar nos teus olhos a energia que encanta, sentindo o fogo da tua alma bailar freneticamente cheia de paz, amor e luz. . . Por viver e amar para amada ser.
Fernando Cartago
Antonio Aury
Clausura
enchê-lo de tudo que é bom
Pudera espalhar a mágica cor do som
no coração de todas as criaturas
Pudera transformar o estampido das armas
em benevolentes partituras!
Pudera alargar o pensamento vulcânico
dos chefes pigmeus!
Pudera ver as sinfonias vitais dos injustiçados
regidas por Jesus, Filho de Deus!
Pudera cessar a fome dos iluminados
bem menor que a música africana
Pudera guardar todas as sinfonias em museus
Até que o Homem se curve a DEUS!
manoelserrao1234
ILHOSES [Manoel Serrão]

Feito alma.
Feito carne. Feito dor.
Feito santo criador?
Oh! Desatam d’alma os nós das personas quão os opostos da incônscia, ó bardo?
Azo a sós, dê-se em essência parido, teces, opilas pelo bico da Parkinson jângais (dê) versos idem léxicos que os alinhavais a ponto perfeito?
Não o ranço? Não o vil escárnio que o encana entoado, vertendo rimas, esputa versos em escarros.
Oh! A de não tê-las n’outras cartilhas o verbo ser-dor sido purgado, alma arreboza para sê-la carne?
Vês? Vês que dor se for [do que duvido!] por não saber-se dor e não saber-se o nada, não é dor purgada a dor quê não se guarda: não é verbo conjugado; nem anima sofregada para
sê-lo arte encantada.
Vês? Vês que dor se for (do que duvido) não é dor para sê-la cria;
Não é carne para sê-la afim;
Não é alma autista para ser às sós: nem verbo cavo, martírio que não se faz.
Feito dor.
Feito verbo.
Feito carne.
Feito alma malcriada?
És preciso tu, ó Narcísico [a], espelha rasa aquém do útero, fragma d'um Eu despedaçado, venera estampa, refugo da carne afeada, que o pensa sê-lo: o "nell'oblio" remido; o frame ali por um segundo: o mito no rito da punga, a gira; a blague imaginária para o desengano; o verbo tosco, opaco, ultor? Ó sede vós além dos umbrais ancestrais dos vossos avós.
És preciso tu, ó Escárnio infame, escória que o pensa sê-lo, mais que tudo: o Deus, o Verbo e o Nada? Sido purgado, verbo ser essa dor; alma e carne depurada; poesia para ser arte? Ó sede vós além dos nós alinhavados dos vossos ilhoses.
Então, ousas a ti dizeres, ó bardo? Ou é-me essência parida? Ou de fenestra a ambrósia dos mortais.
*"nell'oblio" [Língua itáliana = esquecimento]
Comentário: Inês de Castro intelectual e fotografa.

Date: Mon, 24 May 2010 09:38:56 -0700
From: decastrig@yahoo.com.br
Subject: câmbio...câmbio...
To: manoel.serrao@hotmail.com
Caro amigo Esse bate papo é muito legal. Percebo, porém que meu ritmo não acompanha o seu. Vc se comunica com muita gente. Eu não. To vivendo enclausurada no Arpoador, é mole? Vou tentar passar uma mudança que percebi nos teus textos. Ñ é uma análise literária, apesar de eu ter estudado letras na USP (ñ me formei, é claro).achei engraçada a sua mudança de estilo e norma conforme o veículo. Foi nesta ordem que as percebi:· Na poesia vc se expande. Vc fala na interseção dos planos universal/individual. Seu inconsciente (Junguianamente falando) se apodera de suas línguas, de sua palavra, de sua parole (Saussure) que são lançadas nas ondas reais e virtuais da grande rede. Aqui a norma ñ é culta nem inculta, aqui vc é Serrões. Vc as declama tb, nas tertúlias da Ilha?· Nos e-mails, vejo o advogado formado no Recife: norma culta, plano universal, formal, barroco quase pomposo, um discurso imponente e impressionante aliada a uma certa malandragem de comerciante que eu já havia ouvido, mas nunca lido. Lembre-se que o pai de minha filha era um pernambucano comunista e político que, aos 15 anos ganhou um concurso de oratória da Assembléia Legislativa de Pernambuco com o tema da prostituição, defendendo as putas e concorrendo contra políticos adultos conhecidos. E olha que eu acho os meus e-mails formais demais (rimou).· Não sei como se chama aquela conversa escrita on-line que nós tivemos. Pois, é. Ali eu reencontrei o velho Serrão que eu conhecia de ouvido com sua linguagem cotidiana por um lado muito maranhense, por outro trazendo outras vivências e uma pitada das formas acima descritas, tudo isso no plano individual e informal. É coloquial, regional, mais a pitada de apuro. Eu sei que sou lenta e complicada, mas não tinha, até então, me aberto com ninguém. Tenho esta trava com "autoridades constituídas que me atrapalha muito. Serrão, responde, vai!Bjs,Inês NOTA: Na imagem [Inês de Castro, João Batrista do Lago e Manoel Serrão] às margens do Rio Una, Cidade de Morros [MA] . |

Valmiro Silva "Monstro"....vc! Uma pena, q o usuário do FACE só enxerga fotos. Se fosse uma foto teria umas 300 ou mais curtidas. Agora, uma MAGNITUDE dessa, no máximo, umas 10 curtidas...😪 Fazer o q De quem é a culpa ! CALMA!! Não estou lhe agredindo meu poeta!! Sei q vc é uma ESTRELA e q apenas se diverte com nossa ingenuidade... [Comentário Facebook – Dia 09 de outubro de 2019].
Ana_Pereira87
Queres voar?
Aterro na cama
e não sou um avião.
Deixo a consciência
debaixo o colchão.
O corpo olha-te
de lado,
vivo,
afogado na fantasia
diluída na pele.
Trazes a faca
para me esfaqueares.
Cortas-me a cabeça.
Não penso.
Cerra-me os lábios
Com a língua.
Leva as palavras duras
para a rua.
Atira o meu coração
pela janela.
Deixa lá o peso das estrelas.
Habita,
mortal,
o reverso do que
há em mim.
Queres voar?
Antonio Aury
texto
manoelserrao1234
O FLUENTE & O CONFLITO [Manoel Serrão]

Para o Amor confluente?
Até que a morte os separe.
Para o Amor conflitante?
Chá de sumiço!!!!
Antonio Aury
Inversão de valores
TatianaBorba
Sou Cabocla
Antonio Aury
Veneno!
entram pela porta da frente e saem pela porta dos fundos!
Antonio Aury
Papai E'terno
A vida aquarela-se em descolorização
Frágil e covarde sucumbe à morte
Sonega o amor e aniquila a sorte
Escraviza a alma e o coração
papai
Antonio Aury
Obsolescência
Obsolescência
I
Meus direitos e conquistas foram tragados
Por vermes eticamente tão iguais
Num conluio de lama e podridão
Foi um baile enebriante de putrefação
Que apertaram a mão do satanás!
Para mim só restou decepção
por trocarem Jesus por Barrabás!
Vinicius Souza
As Quatro Estações
Havia chegado a primavera,
e todos os ventos apontavam
para um horizonte belo e auspicioso.
As promessas eram vivas e verdadeiras.
Os olhos continham um fulgor
melódico e opulente,
como de uma pobre criança faminta.
Na primavera
o tempo engatinhava
e minha janela pairava sempre aberta.
O mel e a seiva acusavam sempre para o norte
onde os sonhos ganhavam asas.
A dança celestial entre os lírios,
impelia-me sempre avante.
Então veio o verão,
e o caminho tornou-se ínvio.
As pegadas deliam-se atrás de mim
num remoto deserto.
O ar tornou-se tórrido e sufocante.
O zênite, antes profícuo
parecia saltar as abóbodas do universo
a cada passada em seu ritmo.
Nem água, nem brisa.
Só fogo e labor.
Asas cansadas
temendo um último adejar.
Mas, não findava ali minha missão.
Chegara o outono,
entre as florestas secas e sombrias,
por lobos, minha alma foi afugentada.
Eram inumeráveis
como pontos no espaço.
As folhas, agora adotavam
um negrume funesto e lúgubre.
O mundo tornara-se inerte e incolor.
As paixões de outrora,
jaziam soturnas,
Junto à folhagem, já sem vida e cadavérica.
A escuridão à frente
entorpecia a menor esperança.
O céu agora acinzentado,
ignorava qualquer contato espectral.
Estava só entre feras sedentas...
Eis que chegou o inverno.
E com as últimas forças
galguei para o sul.
Lá, instalei-me entre loucos
e essa, foi a minha melhor estadia.
No frio estridente,
fui aquecido
pelos ternos abraços da loucura.
No mar insípido e sem vida
observei um pequeno peixe saltar.
Finalmente, encontrara vida.
Ironicamente, no lugar onde menos procurei.
dellacoelho
REQUIEM
O silêncio consome o véu calado
em sintonia sublime ao Universo,
lânguido êxtase fúnebre de um verso
cravado em sol e a Deus santificado.
Sangrando o pranto em notas torturado,
transtorna a viúva de um converso;
extraindo a dor ferina do anverso,
na encovada mãe do réu inchado.
Almas celestes clamam à agonia
de um terno ardor em sinfonia
in excelsis agudos de lamento.
O troar é condenável heresia,
merecida é a voz da afasia
neste eternizar do sofrimento.
Soneto de Della Coelho
TAINAQUAGLIO
DESERTO
EU TE AMEI!
DESDE à PRIMEIRA VISTA,
DESDE O PRIMEIRO TOQUE, O PRIMEIRO BEIJO.
TALVES ESSE TENHA SIDO MEU ERRO,
BASEAR TODA UMA VIDA EM,
FRAGEIS PILARES.
PARTIU-SE, QUEBROU-SE,
E O QUE ANTES FLUIA, SECOU-SE.
TRANFORMANDO O ABUNDANTE MAR DE AMOR,
EM UM IMENSO VAZIO DE AREIA.
AGORA FRIO E ARRIDO,
SE TORNOU UM DESERTO.
NãO RESTA ABSOLUTAMENTE NADA!
AQUI NãO CHOVE! NENHUMA ESPéCIME SOBREVIVEU,
PROCURO FREGUENTEMENTE POR CHUVA,
QUALQUER QUE SEJA! DESDE GAROA, ATE MESMO UMA GOTA!
ALGO QUE POSSA FAZER BROTAR DENOVO
AQUELE SENTIMENTO LOUCO
MAIS NãO TãO POUCO,
CAPAZ DE TRANSFORMAR EM OCEANO
AQUELE DESERTO MORTO.
Antonio Aury
Frase1
Antonio Aury
COOL
Entogados, de fardas e de galões
Com certeza estes vis usurpadores
se orgulham de entregar o país por uns tostões!
COOL
Hoje vivemos a ver grandes enganadores
Entogados, de fardas e de galões
Com certeza estes vis usurpadores
Se orgulham de entregar o país por uns tostões!
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