Lista de Poemas
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Alberto de Castro
PÁGINAS EM BRANCO
Dentro da obscuridade do tempo
nossa história se construiu,
escondendo os segredos
e a melancolia reticente
que assombravam nossos corações.
Nas páginas intocadas
do nosso livro,
nossas recordações
jamais serão escritas,
estarão sempre em branco.
nossa história se construiu,
escondendo os segredos
e a melancolia reticente
que assombravam nossos corações.
Nas páginas intocadas
do nosso livro,
nossas recordações
jamais serão escritas,
estarão sempre em branco.
442
Poesia da alma
Preso em Cristo
Preso em crito
Dele não desisto
Das tentações resisto
Para viver nesse amor misto
Não é para impressionar o povo
Que falo disto
Nem para agradar os meus pais
Que vivo nisto
Nem para ser famoso
Que escrevo isto
Mas...
Para servir a cristo
Viver no caminho da verdade
Preservar a minha mocidade
Alcançar a paz da alma
E viver na calma
Preso estou em cristo
Recluso sou da sua prisão
Cheia de amor e mansidão
O seu amor é uma imensidão
É a luz e não escuridão
Salvação do pecado
Da Eva e Adão
Estenda a sua mão
Entregue o seu coração
E conheça o verdadeiro
Prazer da Vida
Pois o prazer do mundo
Lervar-te-a a perdição.
251
Alberto de Castro
TEMPESTADE DE VERÃO
Ontem eu tive um sonho
com uma tempestade de verão,
com chuva, relâmpago e trovão.
Apesar dos estragos
da tempestade,
o nosso amor não naufragou,
não!
Ele não naufragou,
e sim se fortaleceu
e nos uniu
por toda a eternidade.
Os sonhos nunca acabam,
eles nos transformam
e nos fortalecem,
alimentam as nossas almas
e aquecem os nossos corações.
com uma tempestade de verão,
com chuva, relâmpago e trovão.
Apesar dos estragos
da tempestade,
o nosso amor não naufragou,
não!
Ele não naufragou,
e sim se fortaleceu
e nos uniu
por toda a eternidade.
Os sonhos nunca acabam,
eles nos transformam
e nos fortalecem,
alimentam as nossas almas
e aquecem os nossos corações.
524
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
ABSTRAÇÕES
"O bom é ver os voos dos insetos. Quando o ser se autoanalisa, atribui-se um peso incomum e insuportável."
Comecei a ver esconderijos há muito tempo. Já na nascente da inocência condenada não compartilhava passivamente as blandícias da véspera dos escarros que viriam.
Ao vento distante daquela época em que não me justificava nas brincadeiras e nos sorrisos dos ainda inviolados templos, nem nas ambiguidades dos homens que se envergavam na corrupção de seus próprios dizeres e ensinamentos, não notaram que, além das palavras primitivas que se ensaiavam para o grande e iminente aviltamento, iniciava-se em mim, tenramente, uma perdição que me levaria ao apartamento de minha alma. A um ponto, a convergência de mundos seria inevitável.
Não sei por que contemplava, inábil e alheiamente, os vastos mundos desconhecidos, além os horizontes fechados pelos morros de minha infância. Talvez houvesse de ter, naquela imensidade dissimulada em minha mente, algo que pudesse me aliviar das visões que se me seriam reveladas, quando me aprofundasse na mística envolvida no decadente ser humano. Foi um engano que não se repetiria: os rabiscos delineadores de purezas, sonhos ou alívios quaisquer se perderiam no debater-se de egos de todos os seres.
De fato, não tardou a se confirmar a estranheza da conjuração dissimulada. Um pouco mais de caminhada e deparei com o desconcertante poder das palavras. Assim percebi que ervas daninhas foram omitidas no magnífico plantio feito nas fontes ingênuas, que se iam transformando em rios de águas turbulentas.
Foi nesse momento que quis tirar satisfação com os mais eficazes pronunciadores de falsas verdades. Tímido e ainda carregando resquícios da semeadura recente, comecei com sussurros abafados. Mas haveria de me desfigurar o rosto, vestir uma máscara para lidar com tantas máscaras, e bradar em alta voz, transformando-me num grande construtor de imagens, mediante mentiras omissas em belas pinturas e sonoras sinfonias.
Nem o grande mestre, insipiente aos olhos de todo o resto, tendo percebido no pequeno amigo o assentamento da deformidade, pôde desveredar-lhe o caminho sinuoso. Deuses ditos em purezas e onipotências, lendas disseminadas com amplidões falsas, sonhos e projeções exaltadas em ineficácias, vastos conhecimentos forjados, amores jurados em eternidades, e rancores trancados em crueldades, tudo seria confrontado com um vigor que não continha permissão para derrotas no cerne da aberração, onde se escondia as construções de si: fatídicas a emanações quaisquer.
Lembro-me, dentre tantas coisas, a um encanto perdido na bravia e condenada vereda de fantasias efêmeras, de um mito que ousou me amar e me defrontar. Antes tivesse apenas amado, ou apenas defrontado. Mal sabia que a espectação mútua viria a lhe consumiria o resto do caminho até o grande penhasco, condenando ambos a mais uma grande queda em si mesmos. Todos os dias a fábula balbuciava entregas purificadas, forjadas na delicadeza de sinfônicas palavras. Em contraparte, todos os dias havia chuvas torrenciais advindas da macabridade, que lhe aplicava um veneno invisível nas veias. De ambos, foram-se sentenciados a ações mútuas e a um aniquilamento ausente, sem perceberem que em seus rios corriam angústias inconscientes: comprimidos nas margens mal delineadas havia, entre a água gélida, destroços mortais, travestidos de notáveis aparências. E ela não notou que todos que afirmam suas personalidades são reféns da representação falsificada de si mesmos.
- Um dia, serei eu, e somente eu, quem poderá te resgatar! Grava isso nos ares dos tempos todos, pois isso exigirá minha morte!
Com zelo, até intentei procurar zelo outras possibilidades, em todos os cômodos havidos e por haverem, e por fim compreendi que a desembocadura se dá no mesmo ponto: uma chaga interna, de onde eflui todas as criações e todas as imperfeições.
De fato, os andantes atemporais são indolentes no olhar e no desafio perante o abismo em que se colocam. Talvez não tenham percebido bem os monstros que abrigam em seus refúgios internos. Em toda parte do espectro, assentam-se imagens tão puras e grotescas que seus ecos sufocam qualquer essência diligenciada.
Toda fonte é, por si, tão límpida como fecunda a tudo que lhe correrá no veio de possibilidades que se seguirão pelo leito. O maior problema dos que se chamam humanos é que sempre deparam com outros humanos. Tais encontros não se mostram, além dos estereótipos, esvaziados de cobiças e pretensões subjetivas. Aprendi a não subestimar meus semelhantes: vistos de fora, resplandecem como um belo jardim cujas flores se desdenham magnificamente em palavras que manifestam purezas e belezas extasiantes. Além da alegoria, onde repousa a sinceridade omissa, há paradoxos profundos que não contemplam alguma perfeição moral, tantas vezes regurgitada aos ares exteriores.
Se toda observação pressupõe queda pela visão das imagens que figuram perante os olhos e das que propagamos a todo canto e a todo tempo, devo admitir que de tudo que se surgiu e surgirá de mim e a mim permitido, sou o culpado.
Sou anomalia indizível. Bem sei disso. Poderia dizer de outra forma, mas nunca devo ser confiável. E mentir é uma confirmação de minha natureza. Sou meu Deus morto. E sou Senhor e carrasco meu. Se me dou ou se conquisto, se me permito ou se violo, se amo ou se me dou a ser amado, se alço algum voo fadado à queda ou se me mantenho no rastejo do chão, escolho.
Sim, faço escolhas. E, na imperfeição de julgamentos e de visões, todos os erros são meus. Acertos, não. Não existe isso, condenados que estão à farsa da figuração egocêntrica. Dos erros sou detentor inalienável, embora cuspa aos versejantes inconsciências em forma de lâminas afiadas. Não obstante, sois vós todos também culpados da grande farsa que convosco coabito. E já não me apiedo de mim, nem de vós outros em vossas próprias insignes.
Isso também aprendi ao me ofertar a mundos alheios e também deles me alimentar nos mesmos moldes e nas mesmas sombras em que todos nos sentamos para aliviar uma chama qualquer - vaga, perene e insustentável em seus bocejos pronunciados -, sabendo que as metas de todos os sonhadores culmina na imperfeição natural de suas próprias fraquezas, não reveladas nas translucidações de seus seres. Assim foi que, em angústia - e até de minha dor devem duvidar -, vi-me impotente contra minha própria humanidade. E me percebi um inconfiável contracenante na abstração horrenda de todas as coisas vivas ou mortas. Incapaz de ser sincero por nascença, confesso que, ao penhorar ilusões ou outra coisa qualquer, consciente estava de que o desdouro se daria em algum cruzamento de escolhas fugazes.
2 051
Teka Castro
Celulares em todos os lugares
De repente, as pessoas não se dão mais conta, em em todos os lugares, usam seus celulares.
Dentro do culto da Igreja, desrespeitando assim a Casa de Oração,
Dentro da sala de aula, desrespeitando a comunicação explicativa do professor, que têm muito mais valor que um aparelho chipado.
Vejo que o mundo mudou, piorou, pessoas nas ruas andam digitando, clicando, e o celular, que não é mais um simples telefone, é algo que se tornou febre e acaba matando pessoas.
Muitas que vivem digitando em seus celulares, teclando de lá para cá, nem imaginam o que pode ocorrer, atravessam as ruas, e os motoristas, que absurdo também optam para ver suas mensagens em lugar de no trânsito prestarem atenção.
Então o que fazer?
Parar de usar, ou se habituar a usá-lo nos momentos certos, sem prejudicar a si próprio ou os demais?
Temos que viver em paz com as tecnologias que nos cercam.
No dia 8 de novembro de 2017, na Missa feita no Vaticano, o Papa Francisco critica o uso de celulares, veja o link: https://g1.globo.com/mundo/noticia/papa-critica-uso-de-celular-entre-fieis-e-religiosos-durante-as-missas.ghtml
São Paulo, 9 de novermbro de 2017.
Dentro do culto da Igreja, desrespeitando assim a Casa de Oração,
Dentro da sala de aula, desrespeitando a comunicação explicativa do professor, que têm muito mais valor que um aparelho chipado.
Vejo que o mundo mudou, piorou, pessoas nas ruas andam digitando, clicando, e o celular, que não é mais um simples telefone, é algo que se tornou febre e acaba matando pessoas.
Muitas que vivem digitando em seus celulares, teclando de lá para cá, nem imaginam o que pode ocorrer, atravessam as ruas, e os motoristas, que absurdo também optam para ver suas mensagens em lugar de no trânsito prestarem atenção.
Então o que fazer?
Parar de usar, ou se habituar a usá-lo nos momentos certos, sem prejudicar a si próprio ou os demais?
Temos que viver em paz com as tecnologias que nos cercam.
No dia 8 de novembro de 2017, na Missa feita no Vaticano, o Papa Francisco critica o uso de celulares, veja o link: https://g1.globo.com/mundo/noticia/papa-critica-uso-de-celular-entre-fieis-e-religiosos-durante-as-missas.ghtml
São Paulo, 9 de novermbro de 2017.
221
itsolecram
Estigmas
estigmas da vida;
conturbações da convivência;
dores dos atos.
são os reflexos que reinam sobre a minha consciência.
sei que posso,
mas não consigo.
isso parece necessário
para reanimar aquela pequena porção de felicidade que há em mim.
pelo meu último ato,
sem nem saber disso,
os olhos escurecem
e a realidade
finalmente
muda
...
conturbações da convivência;
dores dos atos.
são os reflexos que reinam sobre a minha consciência.
sei que posso,
mas não consigo.
isso parece necessário
para reanimar aquela pequena porção de felicidade que há em mim.
pelo meu último ato,
sem nem saber disso,
os olhos escurecem
e a realidade
finalmente
muda
...
174
Teka Castro
Encontros e despedidas
Tantos poetas, profetas já tiveram seus encontros e suas despedidas.
No meu ponto de vista estou aqui a realizar.
Já dizia um poema que a vida é um trem,
E, nós cá estamos como meros passageiros.
Alguns desembarcam em estações antes de nós,
Outros chegam ao trem, e muitas vezes nem se assentam, já descem na próxima estação.
De repente, vejo que o mundo dá voltas,
E, que no mundo virtual, então, muitas vezes encontramos pessoas,
Que muitas vezes nem mais nos falamos,
Outras que de repente fazem parte da família,
E, nos encontram como recentemente ocorreu,
Com uma menina,
Que conheci bebê,
Hoje uma bela mulher,
Filha de um tio de meu esposo,
Que Deus já levou a sua morada.
De repente, é envolvente esse mundo binário,
De números 0 e 1,
Compõem a Matemática a Física,
E, a própria Vida.
Encontros casuais, banais, intelectuais...
Amores e amigos.
Tudo num momento único, onde eu tenho vivido.
Despedidas, tantas idas que já se deram,
Muitos muito cedo desceram do trem...
Chorei, e amarguei muito.
Por um bom tem fiquei com depressão,
Talvez ainda esteja,
Mas a certeza da esperança me anima,
E, se Deus quiser vou dar a volta por cima.
Então, aos encontros e despedidas dessa tão vida,
Um brinde realizo,
Sei que muito preciso mudar,
Acreditar mais em mim, em Deus,
Nos sonhos impossíveis.
Acreditar e ter fé.
Ser uma nova mulher,
E, continuar minha jornada no trem da vida.
Pedi perdão aos que por n motivos trocaram de vagão,
E, dizer, que ainda estou aqui,
E, sei reconhecer que não sou perfeita.
Mas, quem é perfeito ?
Todos querem direitos, e os deveres ficam ao chão?
Vomitados em nosso vagão?
Bem, o mesmo "trem que chega, é o trem da partida",
Que nossa vida aconteça,
E, que a Paz realize nossos dissabores,
Afinal não nascemos doutores, somos todos aprendizes!!!
Paz e Bem.
Ofereço: In memoriam: Tio Jesus Riveiro, Gabriel G Castro(filho), Ester Riveiro, Francisco da Silva Mendes, e tantos outros que partiram e deixaram saudades.
Também oferto a Aline Riveiro, Ângela Maria Brasília Henriques e família, Rita de Cássia Rodrigues Roque e família.
São Paulo, 18 de Novembro de 2017.

Tereza Cristina G Castro
No meu ponto de vista estou aqui a realizar.
Já dizia um poema que a vida é um trem,
E, nós cá estamos como meros passageiros.
Alguns desembarcam em estações antes de nós,
Outros chegam ao trem, e muitas vezes nem se assentam, já descem na próxima estação.
De repente, vejo que o mundo dá voltas,
E, que no mundo virtual, então, muitas vezes encontramos pessoas,
Que muitas vezes nem mais nos falamos,
Outras que de repente fazem parte da família,
E, nos encontram como recentemente ocorreu,
Com uma menina,
Que conheci bebê,
Hoje uma bela mulher,
Filha de um tio de meu esposo,
Que Deus já levou a sua morada.
De repente, é envolvente esse mundo binário,
De números 0 e 1,
Compõem a Matemática a Física,
E, a própria Vida.
Encontros casuais, banais, intelectuais...
Amores e amigos.
Tudo num momento único, onde eu tenho vivido.
Despedidas, tantas idas que já se deram,
Muitos muito cedo desceram do trem...
Chorei, e amarguei muito.
Por um bom tem fiquei com depressão,
Talvez ainda esteja,
Mas a certeza da esperança me anima,
E, se Deus quiser vou dar a volta por cima.
Então, aos encontros e despedidas dessa tão vida,
Um brinde realizo,
Sei que muito preciso mudar,
Acreditar mais em mim, em Deus,
Nos sonhos impossíveis.
Acreditar e ter fé.
Ser uma nova mulher,
E, continuar minha jornada no trem da vida.
Pedi perdão aos que por n motivos trocaram de vagão,
E, dizer, que ainda estou aqui,
E, sei reconhecer que não sou perfeita.
Mas, quem é perfeito ?
Todos querem direitos, e os deveres ficam ao chão?
Vomitados em nosso vagão?
Bem, o mesmo "trem que chega, é o trem da partida",
Que nossa vida aconteça,
E, que a Paz realize nossos dissabores,
Afinal não nascemos doutores, somos todos aprendizes!!!
Paz e Bem.
Ofereço: In memoriam: Tio Jesus Riveiro, Gabriel G Castro(filho), Ester Riveiro, Francisco da Silva Mendes, e tantos outros que partiram e deixaram saudades.
Também oferto a Aline Riveiro, Ângela Maria Brasília Henriques e família, Rita de Cássia Rodrigues Roque e família.
São Paulo, 18 de Novembro de 2017.
Tereza Cristina G Castro
279
Ella Lorenza
Poema de um amante bobo (é bobo o amante ou o poema)
Mas como explicar para ele,
Suplicando em lágrimas,
Risos trágicos desesperados,
Em seco.
Preciso que me ame.
Poderia me amar, por gentileza?
Sabe, eu preciso que você me ame,
Porque parece que sabe dessas coisas.
Desse não sei o que, amor?
Amar assim do jeito torto que sou, podia?
Sem tentar consertar,
Segurar delicado o coração,
Amar direito.
Enfiar a mão pelo encontro do olhar,
Puxar a alma para fora,
Coloca-la no lugar?
Mas depois não ir embora,
Não abandonar.
Contar lugar onde encontrou a alma,
Caso aconteça de ela me perder,
Se perder naqueles lugares secretos
Dentro de mim.
Aí, não esqueça,
Me amar tem o risco de ter cuidar,
Para eu não descuidar de mim,
Me guiar toda torta,
Acreditando em rumos errados,
Emaranhando em distânicas
Sem sensos de volta.
Mas você poderia me amar então,
Assim?
Sabendo que tão pouco sei de amor.
Suplicando em lágrimas,
Risos trágicos desesperados,
Em seco.
Preciso que me ame.
Poderia me amar, por gentileza?
Sabe, eu preciso que você me ame,
Porque parece que sabe dessas coisas.
Desse não sei o que, amor?
Amar assim do jeito torto que sou, podia?
Sem tentar consertar,
Segurar delicado o coração,
Amar direito.
Enfiar a mão pelo encontro do olhar,
Puxar a alma para fora,
Coloca-la no lugar?
Mas depois não ir embora,
Não abandonar.
Contar lugar onde encontrou a alma,
Caso aconteça de ela me perder,
Se perder naqueles lugares secretos
Dentro de mim.
Aí, não esqueça,
Me amar tem o risco de ter cuidar,
Para eu não descuidar de mim,
Me guiar toda torta,
Acreditando em rumos errados,
Emaranhando em distânicas
Sem sensos de volta.
Mas você poderia me amar então,
Assim?
Sabendo que tão pouco sei de amor.
476
fernanda_xerez
ORAI SEM CESSAR

Jesus falou: orai sem cessar,
portanto, não é uma sugestão,
é um mandamento...
Devemos orar incessantemente,
em tempo e fora de tempo, antes
que venha o dia mau...
Senhor, é neste espírito de oração
que chego ao trono da graça,
não por méritos próprios, mas
confiante no sacrifício de Jesus,
por nós, naquela cruz.
Oro em nome de Jesus, pedindo
a paz, a união e a fraternidade
entre os povos... que todos os
corações batam uníssonos, no
mesmo compasso de amor...
Senhor, traz o teu bálsamo de
cura sobre as pessoas que
estão doentes, não só do
espírito, mas também do corpo.
Jesus é o Médico dos médicos
e tem todo o poder de cura em
suas santas mãos.
Eu peço, humildemente e já
agradeço, em nome do Senhor Jesus,
para a honra do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Amém!
233
Frederico de Castro
Muitos mares por cruzar

Busquei a noite que se pintou da mais
Fiel negrura algemada entre todas as solidões
Espreitando pela fissura do tempo que geme afoito
Na infléxil ilusão desta vida onde impreterivelmente me acoito
Muitos mares deste mundo ainda me restam cruzar
Multiplicando quantas tantas horas perplexas se abeirando
Das margens da minha solidão bem urdida e tão complexa
Do passado inventariei todos os beijos que subsistem no
Palato do tempo alimentando o design das muitas, tantas ilusões
Penduradas no cavalete da memória quase unilateral, tão servil e medieval
Na cachoeira dos dias navego num embebedante e nostálgico
Momento de prazer viral sempre mais nevrálgico, gizando cada
Hora que fenece numa histeria, analógica, ilusionista e insaciável
FC
1 538
murdoc
Meus sentimentos
Embora eu tenha conseguido fazer algum progresso em relação ao que eu sinto por você, tem algo que eu não consigo mudar:
É minha necessidade de sentir o teu gosto, sentir o teu cheiro, de ver o teu rosto
E às vezes me pego desejando tua boca, de sentir o que tens por debaixo das roupas
E sinto vontade de tê-la comigo, de ser o teu porto, de ser teu abrigo
Então eu me desperto e vejo-me triste por então constar que nada disso existe
E não tenho solução para este problema, decidi transformar-te então em um singelo poema.
É minha necessidade de sentir o teu gosto, sentir o teu cheiro, de ver o teu rosto
E às vezes me pego desejando tua boca, de sentir o que tens por debaixo das roupas
E sinto vontade de tê-la comigo, de ser o teu porto, de ser teu abrigo
Então eu me desperto e vejo-me triste por então constar que nada disso existe
E não tenho solução para este problema, decidi transformar-te então em um singelo poema.
176
mvnobrega
Significado de sonhar com doença
Sonhar com doença é um sonho que nos deixa assutado facilmente, afinal podemos pensar que estamos carregando alguma doença conosco e o sonho foi só um aviso para tomarmos providências. Mas fique tranquilo, pois sonhar com doença trás um aviso sobre aspectos que estão sendo transformados dentro de si. Pode ser também um alerta sobre vícios que devem ser tratados e ajustados para conquistar uma vida com mais saúde.
127
fernanda_xerez
MENINA CHICA

Menina Chica voltou
voltou trazendo sua poesia
poesia que contagia
contagia o Recanto
Recanto que lhe abraça
abraça com carinho
carinho e amizade
amizade sincera
Sincera é nossa saudade
saudade que você deixou
deixou-nos esperando
esperando sua volta
Volta e meia te visitava
visitava com esperança
esperança de vê-la
vê-la novamente entre nós
Nós te saudamos com alegria
alegria em nossos corações
corações que amam
amam a ti, Menina Chica!
310
Alberto de Castro
FRONTEIRAS DO TEMPO
Posso ver dentro dos teus olhos
e dentro deles ver os teus sonhos.
Os sonhos são como portas,
que ultrapassam as fronteiras do tempo.
As portas do passado
guardam as nossas memórias,
as portas do futuro
guardam os nossos mistérios,
quem sabe de um lugar melhor;
onde a dor não exista;
onde as lágrimas
simplesmente desapareçam.
Quero poder estar contigo
mas isso só vai acontecer
se me quiseres nos teus sonhos.
e dentro deles ver os teus sonhos.
Os sonhos são como portas,
que ultrapassam as fronteiras do tempo.
As portas do passado
guardam as nossas memórias,
as portas do futuro
guardam os nossos mistérios,
quem sabe de um lugar melhor;
onde a dor não exista;
onde as lágrimas
simplesmente desapareçam.
Quero poder estar contigo
mas isso só vai acontecer
se me quiseres nos teus sonhos.
918
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
O QUE VEMOS NÃO É REAL

Somente agora,
depois de tantos anos
e enganos,
posso dizer
realmente que nada sei
e que não existe
o que vejo:
apenas me invento
de meu abnormal advento:
o espúrio, vão e passageiro
momento.
1 319
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
CAMINHOS PERDIDOS

Por tão angustiante
paradoxo de amor e de dor
que se nos relva
à alma,
quando te partires
a outros jardins outonais
em extremo alívio
à silente morte
de mim,
andarei
pelas chuvosas e escuras avenidas
e vielas sapiens como um cão
perdido
a procurar,
em vão, algum abrigo
entre os pingos de luz
da cidade.
Between the initial immensity
and the final emptiness,
2 174
fernanda_xerez
ASSIM É O AMOR, REPLELTO DE BEM-QUERER!

... Tenho um encontro marcado
com o amor e este encontro
___ promete;
Dois seres que se amam,
(em um amor compromissado),
___ cheio de ternura e afeto;
São confidentes, amigos,
___ se desejam,
___ se respeitam e
___ se admiram;
Tem muito carinho encolvido,
fidelidade, felicidade e
___ poesia!...
Assim é o amor:
___ repleto de bem-querer!
280
fernanda_xerez
MINHAS LÁGRIMAS SÃO QUENTES

como o sol da meia-noite
e caem copiosamente
__ ao chão!...
Não tenho motivos para
sorrir, sou triste como
um rouxinol ferido, numa
__manhã nublada!...
Vago perdida por
entre as brumas do passado,
procurando o que um dia
__ eu fui (de mim)!...
Temo apenas passar
por esta existência vã e
não deixar nada de útil
__ a quem ficar,
(...) a não
ser apenas os meus
__ escombros!...
235
Moacir Luís Araldi
Nada existe
A solidez frágil
Vira carências.
Ao vento o sonho
Bagunçado
Esvazia-se.
O silêncio entra na alma
Rasgando o véu.
Quanto mais me afasto
Mais nele me acomodo.
Nada existe
Só o tempo insiste
Em passar.
Vira carências.
Ao vento o sonho
Bagunçado
Esvazia-se.
O silêncio entra na alma
Rasgando o véu.
Quanto mais me afasto
Mais nele me acomodo.
Nada existe
Só o tempo insiste
Em passar.
572
vinicius rosa dos santos
a mulher do sol
a felicidade faz voce voar,
e deixa a força da imaginação acontecer em nos,
que se fez doce no sol,
é vital aos horizontes por ondes passas,
os seus olhos de céu quero naufragar,
é igual o verão da saudade maravilhosa,
que necessito viver pra sonhar.
com os misterios do sol,
que se esconde atraves de sua beleza,
dos raios brilhosos que deixam os oceanos
sempre lindos nas aguas cristalinas,
a felicidade vai e vem em voce,
minha mulher iluminada do sol,
da face perdida em nuvens,
a verdadeira paixão em mim,
quero trazer as cores do universo
para colorir os caminhos de seu coração,
porque ja encontrei algo
de adoravel e belo...
que é voce.
autor.vinicius rosa dos santos
e deixa a força da imaginação acontecer em nos,
que se fez doce no sol,
é vital aos horizontes por ondes passas,
os seus olhos de céu quero naufragar,
é igual o verão da saudade maravilhosa,
que necessito viver pra sonhar.
com os misterios do sol,
que se esconde atraves de sua beleza,
dos raios brilhosos que deixam os oceanos
sempre lindos nas aguas cristalinas,
a felicidade vai e vem em voce,
minha mulher iluminada do sol,
da face perdida em nuvens,
a verdadeira paixão em mim,
quero trazer as cores do universo
para colorir os caminhos de seu coração,
porque ja encontrei algo
de adoravel e belo...
que é voce.
autor.vinicius rosa dos santos
128
MinSaurica-Len
No fim
Estamos distantes,
Separados
Como cacos de vidro no chão,
Quebrados
E não há mãos que os junte,
Intocáveis
Machucam quem se aproxima,
Desagradáveis
Separados
Como cacos de vidro no chão,
Quebrados
E não há mãos que os junte,
Intocáveis
Machucam quem se aproxima,
Desagradáveis
490
Alberto de Castro
BEIJO MOLHADO
Adoro o cheiro de terra molhada,
assim como adoro tua boca delicada.
Adoro a sensação de preguiça de um dia chuvoso,
assim como adoro teu sorriso dengoso.
Adoro a brisa do mar batendo em meu peito,
assim como adoro teu jeito.
Adoro o som da chuva no telhado,
assim como adoro teu beijo molhado.
assim como adoro tua boca delicada.
Adoro a sensação de preguiça de um dia chuvoso,
assim como adoro teu sorriso dengoso.
Adoro a brisa do mar batendo em meu peito,
assim como adoro teu jeito.
Adoro o som da chuva no telhado,
assim como adoro teu beijo molhado.
647
Moacir Luís Araldi
Regressou
Desfez seus poemas
Escureceu o cabelo
Sumiram as rugas
Livrou-se da experiência
Confundiu os sabores
Correu no campo
Pés descalços
Árvores
Rios
Um tantinho de colo de mãe
Finalmente
Nasceu.
Escureceu o cabelo
Sumiram as rugas
Livrou-se da experiência
Confundiu os sabores
Correu no campo
Pés descalços
Árvores
Rios
Um tantinho de colo de mãe
Finalmente
Nasceu.
549
docarmo
Noite Longa
Caminho sozinho, deambulando sem sentido
Nesta noite fria de inverno gelado
Caminho triste, desesperado mas a ti unido
Nesta noite para sempre a ti ligado
Passo nas ruas, mas não vejo ninguém
Olho as casas, vejo a luz brilhante
Falta-me a luz a mim, agora neste instante
Falta-me vida, falta-me existir para alguém
Mas o dia vai nascer, sinto a luz e o calor
Sinto o ardor dentro de mim, como quem arde pela vida
Vejo o sol, já sinto o fim desta tortura, desta dor
Sinto-me nos teus braços de deusa adormecida
Quero agradecer por ter visto o sol, por ter-te visto a ti
Adoro cada milímetro do te corpo, cada instante do teu pensamento
Quero agradecer aos céus o feliz dia que te vi
Adoro-te para sempre a qualquer momento
Nasceu o dia, nasceste tu para mim
Passou a noite, veio o sol como tu vieste assim
Bela e divina de luz branca incandescente
Serás para sempre, para todo o eternamente
Nesta noite fria de inverno gelado
Caminho triste, desesperado mas a ti unido
Nesta noite para sempre a ti ligado
Passo nas ruas, mas não vejo ninguém
Olho as casas, vejo a luz brilhante
Falta-me a luz a mim, agora neste instante
Falta-me vida, falta-me existir para alguém
Mas o dia vai nascer, sinto a luz e o calor
Sinto o ardor dentro de mim, como quem arde pela vida
Vejo o sol, já sinto o fim desta tortura, desta dor
Sinto-me nos teus braços de deusa adormecida
Quero agradecer por ter visto o sol, por ter-te visto a ti
Adoro cada milímetro do te corpo, cada instante do teu pensamento
Quero agradecer aos céus o feliz dia que te vi
Adoro-te para sempre a qualquer momento
Nasceu o dia, nasceste tu para mim
Passou a noite, veio o sol como tu vieste assim
Bela e divina de luz branca incandescente
Serás para sempre, para todo o eternamente
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